quinta-feira, março 29, 2007

Grilos

Não é má vontade nem falta de tempo que me afastam daqui, mas a absoluta e completa falta de assunto. A modorra, mesmo. NÃO ACONTECE NA-DA. O pior de tudo é que eu não quero fugir dela, sinto-me absolutamente confortável na modorra. Isso me preocupa. Especialmente quando as pessoas perguntam: o que você tem feito de bom? Antes eu ainda falava de BBB, mas agora, o que me resta? E o que fazer pra sair dela?


Porque tem de ser algo bem radical mesmo. Tipo raspar a cabeça, pular de pára-quedas, embebedar-me no happy hour e dançar nua em cima da mesa, adotar uma criança vietnamita, mudar de opção sexual, deixar um príncipe fazer fon-fon (obrigaaaaaaaaaaada, Camila) no meu peito. Eu deixaria. Se fosse o mais velho, eu venderia a foto com o maior prazer. Se fosse o mais novo, que faz mais meu tipo, eu tentaria uma esticadinha no castelo. Depois venderia as fotos com o maior prazer. Eu gostaria de QUERER ter uma rotina alucinante, só para entretê-los. Juro.

Mas, do jeito que as coisas estão, somente os grilos respondem quando alguém pergunta o que eu tenho feito de bom. Porque ninguém mais agüenta ouvir sobre as gracinhas dos meus gatos. Olá, terceira idade.

quarta-feira, março 21, 2007

A semana em revista

Caubói saiu, eu chorei, desconfio que estou desenvolvendo sentimentos profundos por ele, jamais existirá um participante de reallity show como Alberto, blablabla, enfim. Acabou e agora dá pra voltar pra vida e pensar em outras coisas mais importantes, tipo Heroes. Ufa.

Há três noites seguidas eu sonho que arrumei emprego em outro país. Primeiro EUA, depois Inglaterra, ontem França. A francesa do sonho falava inglês com um sotaque lindo e eu estava mega preocupada porque não falava francês e ela disse que não tinha nenhum problema porque toda a minha equipe (sim, eu tinha uma equipe minha) falaria inglês. Só em sonho, realmente. Mas a vontade de ir embora abunda. O subconsciente nem faz mais questão de esconder. Eu só queria sonhar com coisas mais simplesinhas, tipo comprar um jogo de panelas ou aprender a plantar bananeira. Porque assim, nesse nível, fica complicadíssimo ser feliz, néam. Demais da conta.

Enquanto isso, eu continuo no processo de caramelização - percebam toda a distância entre o sonho e a realidade. Preciso comprar um terninho. Para mim, esta frase equivale a: preciso comprar uma fantasia de galinha d'angola. Porque eu vou me sentir tão ridícula dentro de um terninho quanto me sentirira em uma fantasia de galinha d'angola. Vou ver se rola, ao menos, usar o terninho com meu apaixonante sapato de zebra. Pra me sobrar um mínimo de dignidade.

Daí eu tava fazendo aquela minha cara de "eu não faça nada em minha vida além de trabalhar e isso me causa orgasmos múltiplos" enquanto lia os blogs. Só que as pessoas fodem com os disfarces da gente sem dó. Rolou uma gargalhada indisfarçável, as calégas todas olharam. Acabei dizendo que "as duas propostas em análise estavam totalmente desalinhadas, gentem, imagina?". Que é uma expressão que eles usam pra tudo e não significa porra nenhuma. E todo mundo deu gargalhadinhas e eu não fui demitida por estar lendo blogs em vez de estar alinhando as propostas. Apesar disso, dou o braço a torcer e admito que a minha impressão inicial foi obviamente errônea e os caramelinhos são até que bastante divertidos. Teve um até que elogiou muitíssimo o sapato de zebra. Estamos indo bem.

sexta-feira, março 16, 2007

Meu voto vai pro Caubói

Para mim, a sétima foi a melhor edição do BBB e acabou ontem, quando a Pocahontas pegou o líder. Porque o meu favorito vai sair e daí eu não tenho mesmo mais motivos para ver. Ainda assim, foi a melhor porque não teve aquele ranço de assistência social dos anteriores, não tinha coitadinho, não tinha gente feia. Foi jogo puro para quem acompanhou no Pay per View, sem toda a manipulação descarada da Globo e etc. E como o melhor jogador está de malas prontas, para mim o jogo acabou. Não vou explicar por que eu acho que Alberto é o melhor jogador e o cara mais legal da casa, pois o Klein já fez isso lindamente. Também não vou explicar por que eu odeio o Diego-dentes-marrons-Alemão, porque eu acho que não precisa. Eu tenho medo de quem gosta dele. Gostar do Alemão é desvio de caráter.

Meus vizinhos da frente gostam do Alemão. Meus vizinhos da frente são corintianos. Meus vizinhos da frente iniciam brigas à meia-noite e prolongam as discussões até duas da manhã da quarta-feira. O cara bate na mulher, a mulher bate no cara. Outro dia eu chamei a polícia para os meus vizinhos da frente – porque ela tava gritando pra ele parar de bater nela e ele estava gritando que ela era uma filha da puta. A polícia veio, interfonou no apartamento deles e eu ouvi a mulher dizer que não precisava subir, não, que eles tinham brigado mas estava tudo bem e que ninguém tinha apanhado. Daí a polícia foi embora e ela começou a chorar e gritar ainda mais que amava tanto ele, tanto, tanto, tanto. E eles torcem pelo Alemão.

Mas, como eu disse, ele já explicou tudo há alguns dias. E eu fui lá nos comentários dele destilar meu ódio e desejei que o alemão caísse e ralasse a cara no asfalto, que é o que eu desejo pra todas as pessoas de quem eu não gosto porque eu acho que atrai um carma menos ruim do que desejar a morte. Ontem o Alemão caiu e ralou a cara na grama. Ao vivo.

Eu desejo um brasilhão de dólares em minha conta imediatamente.

quarta-feira, março 14, 2007

Tipo assim

Tipos que eu estou de bode do blog, tipos que eu pintei o cabelo em casa e caguei tudo e agora tenho uns 15 anos a mais, tipos que bloquearam meu orkut, tipos que o Alberto não vai ganhar o BBB, tipos que eu tenho 518 textos pra ler pro trabalho.

É bom que o anti-celulite funcione MESMO.

sexta-feira, março 09, 2007

Run, Forest, run

Iniciei um programa de malhação, visando não passar tanta vergonha na praia que vou pegar mês que vem. Não sei se dá pra chamar de programa, porque o que aconteceu foi que cheguei cedo em casa ontem e não tinha nada de bom na TV e eu vesti minha roupa de correr (obrigada, bazar da Puma) e fui para a academia do prédio. Então não sei se o programa terá continuidade, já que a programação da TV à cabo está um absurdo de boa. Mas daí eu fiquei três horas puxando ferro - comecei junto com Malhação e parei quando começou o Jornal Nacional. Como são ruins as novelas da tarde, heim? Meu corpo não está doendo, então eu estou achando que não funcionou enquanto exercício, mas deve ter funcionado enquanto diminuição de medidas porque perdi uns 8 quilos em líquidos. Exercícios são bem nojentos. Estou tão animada que dispensei o elevador e subi os nove andares de escada. Mas hoje precisarei faltar, visto que é o dia oficial da cerveja, e tem todo um final de semana no meio e eu não sei se segunda eu vou querer sequer sair do leito. Então, só resta torcer.
Ainda como parte do programa "Gatinha em Ilha Grande", comprei um auto-bronzeador e um creme anti-celulite. Como eu efetivamente pratico exercícios físicos (fé, sempre) aliados ao tratamento com creme e parei de jantar, ele tem obrigação de funcionar. Se não funcionar, eu escrevo pra revista Nova e acabo com a vida dessa empresa (mode Fani off).

quinta-feira, março 01, 2007

O bem vence o mal e espanta o temporal

Tudo bem que Maneco anda tomando todas antes de escrever os capítulos desde o começo de Páginas da Vida, a novela que jamais deveria ter sido. Engagazou de vez. Mas agora que está acabando, tá todo mundo louca, oba. Superou Glória Perez com folga, e eu nunca pensei que alguém fosse capaz. Saudade do tempo em que os vilões acabavam a novela chorando atrás da porta, viu? Porque agora a coisa tá feia pro lado do povo que não anda na linha.

Você não respeita as diferenças e ensina sua filha a ser racista? Pois morra tostada no busum. Você tem um marido vagabundo que jamais botou dinheiro em casa, uma filha que embuchou e voltou do estrangeiro para viver às suas custas e ainda se sente do direito de achar ruim? Pois você é uma psicopata. Lelé da cuca que dá muito valor pra essa bobagem chamada dinheiro. O filho do patrão te comeu, te chamou de vagabunda e você decidiu acabar com a vida dele? Então tome uma maquiagem bem ridícula durante a novela inteira. Fora os vários sopapos que você merece levar de todo o elenco, onde já se viu reclamar do filho do patrão? Ah, e se você prefere o trabalho ao Thiago Lacerda, fia, vai morrer solteirona, sem um homem pra chamar de seu e sustentando irmão, marido do irmão e sogra do irmão, tá, bee? Audácia da pilombeta.

Mas se você é linda, rica e tem olhos azuis feito a Olívia, então tudo bem. Você tem coração bão e a vida sempre irá sorrir pra você. Mesmo que você cague pro seu filhinho e nem pague um aparelho para arrumar aqueles dentes horrorosos dele. Mesmo que você se meta o tempo todo onde não foi chamada. Mesmo que você torre o saco do seu marido porque ele deu umas bitocas na Sonia Braga mas ache que está tudo bem dar uns pegas no noivo de outra, só porque ela é chata. O que importa é que você tem um coração danado de bão e tudo vai dar certo pra você no final. O mesmo vale se você for um homem machista, misógino, vulgar, chato pra caraléo e que tem os sonhos mais cafonas da história da teledramaturgia brasileira. Nada disso importa, porque no fundo o seu coração também é bão e você mostra isso tirando fotos de pessoas pobres. Nada é mais nobre do que isso.

A saga fascista já vai tarde. Eu coração Wagner Moura de vilão. Eu coração Gilberto Braga. Tchau, Maneco.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Amo muito tudo isso



Eu já disse o quanto gosto de receber coisas pelo correio? O quanto eu faço compras online só para receber pacotinhos pelo correio? Pois é muito. Só existem dois atalhos para o meu coração:
1. Elogiar meus sapatos.
2. Me mandar coisas pelo correio.
Daí sábado eu chego em casa e tem esse pacotaço na portaria e eu *morri*. Como assim um pacotaço pra mim? Fiquei toda trêmula que nem conseguia me conter no elevador, coloquei na boca algumas das 48 sacolas que eu carregava para tentar abrir o pacotaço durante a subida. Derrubei 45 sacolas.
Quando abri com calma, fiquei emocionada DE VERDADE. Porque ela tinha me dito que estava mandando “uma lembrancinha”, nunca um pacotaço. Além do laço de fita rosa, um cartãozinho e as duas roupas de dormir mais lindas que eu já tive em toda a minha vida. Sério que eu não vou dormir com aquilo mas nem. Vou pra festa, vou sair na rua assim, vou dar uma festa do pijama pra todo mundo ver. Você não pode imaginar o quanto eu amei muito tudo isso.
Mas o que me deixou passada mesmo foi a delicadeza. Porque isso quase não existe mais nesse mundo, verdade seja dita néam? A gente se fala, se lê, se escreve, mas a gente se viu de verdade uma vez só. Então eu fiquei toda incrível com tamanha demonstração de carinho. Toda besta e toda com saudade dessa moça que lê meus pensamentos e sempre escreve o que eu gostaria de escrever mas não tenho a delicadeza necessária para tal. E morreeeeeeeendo de vontade de agradecer pessoalmente. Minha semana ficou muitomuito mais alegre.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Ou seja, cerveja

Por aqui há umas cinco sécse shóps num raio de 3 quarteirões. Eu nunca tinha visto tantas. Aqui na rua mesmo tem uma. Não é nada do tipo Clube Chocolate, é tudo cupidinhos vermelhos em fundo preto. Mas bem iluminadas e tal. Daí eu fico toda curiosa, néam. Já que estão ali dando sopa, todo aquele universo que eu desconheço. Em umas três ocasiões eu fiz que ia entrar e não entrei. Primeiro porque eu fico sem graça de entrar sozinha em loja de departamento. Sei lá por que. Tem gente que tem medo de médico, eu tenho medo de vendedor. Segundo porque eu tenho medo dos caléga. De algum deles me ver saindo de lá. do jeito que a minha sorte é super legal comigo, eu vou dar de cara com os calégas quando estiver saindo de lá com um pacotinho. E daí vou dizer o que? “Oi, eu achei que aqui fosse a padaria e que esta cinta caralha fosse uma baguetinha”? Porque nenhum deles, que eu saiba, já foi lá. Muito menos as moças, todas muito educadas e carameladas, que jamais na vida sequer pensam nessas coisas e choram se a gente falar disso perto delas. E eu não quero virar a gordinha tarada da firma. E estou contente em ser a gordinha que usa roupas amassadas da firma, obrigada. E eu fico pensando que, se as pessoas certas estivessem aqui, ia ser a glória e eu teria histórias muito melhores para contar. Mas sozinha, eu sou só uma gordinha de roupas amassadas.
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Quase um mês de casa e eu digo: chefinho, eu não estou entendendo nada, eu estou desesperada. Ele ri e diz: amanhã vou mandar você ir explicar o projeto pro cliente. Haha.

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Isso está sendo dito com uns seis anos de atraso, mas Gilmore Girls é a melhor coisa que já foi feita na televisão em todos os tempos. A minha idéia de paraíso é assistir 44 episódios seguidos. Amo mais do que tudotudotudo na vida. Isso e o BBB, claro, que tá sensacional.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Eu e as calças de couro

Alguém lembra daquele episódio de Friends em que eles todos fazem uma aposta de passar alguns dias sem praticar alguns vícios? A Rachel não podia falar mal dos outros, a Mônica não podia limpar nada e o Chandler não podia fazer nenhuma piada. Nenhumazinha. Obviamente que todos os motivos de piada resolveram aparecer nessa semana – tipo o Ross usando uma calça de couro. E o Chandler se contorcia todo e ficava desesperado pra que alguém falasse alguma coisa sobre o absurdo que era o Ross usar uma calça de couro. Mas ninguém falava, simplesmente para deixá-lo puto.

Então, muito prazer, eu sou Chandler Bing. Troque a calça de couro por aulas de dança e shows do Calypso e substitua o “ninguém falava nada para deixá-lo puto” por “ninguém fala nada porque todo mundo acha super normal”. Imagine 458 piadas se formando em sua cabeça ao mesmo tempo e não poder falar nenhuma. Imagine os olhos revirando, a transpiração. Imagine isso acontecendo umas 8 vezes por dia.

Hoje fiquei pensando se tem perigo segurar essas coisas. Se é como outras coisas orgânicas que as pessoas dizem que não é bom segurar. Mas o perigo maior nesse caso (bom, e no caso das coisas orgânicas também, eu acho) é deixar escapar. Porque isso vai acontecer em algum momento meu de distração e a reação vai ser exatamente a mesma que se eu tivesse apertado o botão da bomba atômica. E eu fico pensando tanto no quanto vai ser horrível, que potencializo o risco da coisa acontecer.

O melhor caminho seria eu me despir de minha intolerância (adoro) e amaa-aar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensa-aaar, na verdade não há. Mas a vida, né? Tão difícil.

Eu não estou reclamando, embora pareça que sim. Eu estou contente e satisfeita, de verdade.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Oh, my

Djisus.
Tem tanto lugar bom por aqui para comer/passear/olhar/comprar, comprar, comprar. E esse povo só pensa em trabalho. Somebody help me.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Eu vévo

Não dá tempo de nada, não tenho computador mas tenho trabalho pra entregar sexta e só soube hoje, mas ao invés de ir trabalhar burlei a segurança e vim fazer um postizinho. nhé.

Olha, não dá pra falar muita coisa ainda não. Totalmente bipolar, às vezes eu entendo tudo, às vezes me acho uma mula, às vezes gosto das pessoas, às vezes odeio. Tudo ao mesmo tempo agora. Faz uma semana que não coloco um tênis. Sofro tanto. Hoje teve aula de francês di grátis Às setimeia da manhã. Não ode existir vida às setimeia, já disse e repito. Eu só acordo mesmo de verdade lá pelo quarto Je ma pelle Blu (eu não fui conferir se escrevi certo, mal aê).

De resto, é o desconforto natural mesmo, toda aquela coisa.

Mas e o Big Brother, heim, gentem? Tá uma delícia, não tá? Estou pirando. Achei que estava curada, mas daí me botam aquele gostouuuuso lá na casa e eu fui só dar uma conferida no material e daí, né. Tô aqui até agora conferindo horrores, toda envolvida e indignada.

É por isso que eu não vou pra frente, percebem? Em vez de ir estudar a usabilidade, estou aqui votando na Sirislene. Que vida é essa, que vida é essa?

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Ch-ch-ch-ch-Changes

Daí eu vou começar tudo de novo. E espero que seja um recomeço que dure muito, muito tempo, porque eu acho todo esse processo de chegar a um lugar novo, conhecer as pessoas, ser simpatiquinha, fazer amiguinhos, aprender o siviço, decorar as senhas, descobrir onde fica o banco, onde é bom de comer, onde é bom de passear e blá, bem chato, cansativo e desgastante. Juro que acho.
Só que o final de 2006 foi bem movimentado, cheio de ofertas - algumas bem tentadoras, outras nem tanto e essa, irrecusável. Numa época em que eu estava bastante, BASTANTE paranóica com as coisas profissionais. Tenho uma dezena de teorias bem chatas, mas que fazem todo o sentido na minha cabeça, e estava me sentindo muito mal por não conseguir alcançar nenhuma das coisas que eu tinha planejado nessa área. Essa vaga que eu vou passar a ocupar a partir de amanhã é algo que eu não tinha planejado - e nem sequer jamais imaginado - mas que abre um monte de novas janelinhas. Eu acho que janelinhas são sempre um espetáculo a se aproveitar.
Agora estou ansiosa e eufórica, também com algumas aves festejando na minha barriga (não tantas quanto o Klein, é uma festinha bem mais moderada), e com uma sensação quase boa. Seria ótima, se não fosse essa minha horrível tendência ao pessimismo. De achar que quanda esmola é muita, etc. Mas eu já me joguei do avião, então agora só resta torcer para o pára-quedas abrir, néam.
A única coisa ruim é ter de abrir mão das delícias que eu vou deixar pra trás. Ou seja, toda a fofocaiada diária com as meninas mais legais desse mundo. Porque são elas que me lembram, de segunda a sexta, que ainda existe salvação para a mulherada. E que se toda a mulherada fosse como essas três, elas dominavam o mundo fácil. O melhor humor ácido do mundo, a maior disposição para compras do mundo, os melhores babados do universo. Agora, quem vai me ligar pra avisar que a Thammy está no Superpop? Ou discutir os episódios do House ad infinitum comigo? Ou compartilhar a indignação pela vaca da Sirigaita não ter sido eliminada? Ou me convencer a tomar cerveja como se não houvesse amanhã? Ou fazer escambo de livros e DVDs? Ou falar mal do mundo inteiro sem sentir nenhum resquício de culpa? Vai ser tão foda ficar sem isso que não quero nem pensar. Mas, enfim, navegar é preciso, né? Estou tocando o barco, mas esse é um porto pra onde eu sempre quero voltar.
Chuif.

E façam o favor de me desejar sorte, porque dessa vez eu vou precisar mesmo.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Joguei foi merda

Tava lá esperandinho a minha vez de subir no busão lotadão, chega o velhinho:

"Qual que é esse aqui?"
"Esse é o 10"
"Passa na pastelaria?"

Bolinha-bolinha-bolinha

"Na pastelaria do japonês, moça"
Ah, claro, é tão obvio, duh.
"Qual é a rua da pastelaria?"
"A Lins, ué"
"Deve passar, porque ele desce ela todinha"
"Mas não é no Largo do Cambuci, é na Lins, heim"

Mas que catso Largo, quem falou em Largo, socorro. Respira.

"Sim. Todinha. Desce."
"Ah, que bom, e passa na pastelaria?"
"Passa numas três, uma delas deve ser a sua, né?"
"É. Olha, obrigado. Mas eu vou pegar o 31 mesmo."

Taqueospa.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Fatos e fotos

O que aconteceu com os japoneses que tiravam fotos 3x4? No meu tempo, ia-se à lojinha de fotos, um japonês nem sempre muito polido nos encaminhava a uma sala nos fundos, muito reservada, com espelhos e pentes à disposição, e dava milhares de pitacos sobre a sua cara, seu penteado e a altura do seu queixo. Todo o processo de tiração de fotos podia durar até meia hora. Claro que podia ficar ruim, mas em 98,7% das vezes a culpa era da modelo.

Hoje, depois de muitos anos sem fazer isso, fui tirar fotos 3x4. Nada de japoneses. Uma mocinha polida e entediada me atendeu e me mandou sentar num banco atrás do balcão da loja. Ali mesmo, às vistas de todos. Tinham dois caras comprando porta-retratos lá. Nada de cortininha, nada de espelhos, nada de pente, nada de privacidade. A máquina era digital.

Embacei quanto pude pra ver se os caras escolhiam logo a droga do porta-retratos, mas a loja oferecia mais de 150 opções em promoção e eles estavam super em dúvida entre o branco e o verde oliva. Sentei no banco, pensei 10 segundos e desisti de fazer a foto. Prefiro ter o trabalho de procurar um japonês à moda antiga do que ficar anos a fio carregando uma foto em que apareço descabelada, ruborizada e com alface nos dentes.

E meu livro favorito no mundo inteiro já está em cartaz. Fiquei sinceramente em dúvida se devia ou não assistir, já que é praxe cagarem a história toda, mesmo quando a história é praticamente incagável, e me dá uma gastura sem tamanho que eu quase começo a gritar e rasgar as roupas na sala de cinema. Nesse caso, nem sei. Porque eles cagam até mesmo livros que são praticamente roteiros prontos, né? Mas O Perfume é tão "não adaptável" que me dá muito medo MESMO pensar no que podem ter feito.
Especialmente sabendo que Kubrick não se atreveu, que deu o braço a torcer e admitiu que não dava pra filmar aquilo. Especialmente depois de Dália Negra, aquela tão grandiosa merda que fez um monte de gente pensar que James Ellroy escreve merda (e bem-feito pra ele, que aprovou aquele roteiro absurdo). Mas vou, vou. Preciso ver com meus próprios olhos o tamanho do estrago. Face your fear e tal. Além do mais, é sempre bom ter material novo para reclamar, senão esse blog não vai pra frente.

* Não é que não existam boas adaptações. LA Confidential é uma puta adaptação de um livro difícil de adaptar. Existem outras que eu não me lembro agora. Mas como minhas expectativas estão muito altas, é quase certo que eu me decepcione.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Aspas. Com o dedo.

"Caipira tem isso de dar o cu pra não perder a virgindade."
Melhor frase ever. Acho até que vou começar a ver o programa.