quinta-feira, dezembro 18, 2008

Bye-bye, Brasil

Acho que esse é o último post de 2008, porque logo mais tô indo pro mato ter uma overdose de família e ser feliz até não poder mais.

Eu podia fazer mais um mimimi, declarando o quanto 2008 foi um ano de merda.

Eu podia fazer a famosa retrospectiva melhores e piores do ano.

Eu podia elencar o que aconteceu de bom esse ano.

Eu podia publicar minha wishlist de natal.

Em vez disso, prefiro me despedir docês da pior maneira possível. Com a letra da musga que diz tudo. :-p

Pedaço de mim
Chico, aquele que só precisa do apelido

Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar

Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais

Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu

Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi

Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus


Depois dessa canção tão motivacional, me despeço. Até mais, amiguinhos.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Bundifora

Que tipo de pessoa é idiota o bastante pra ir fazer o exame periódico da firma de vestido? Eu.

Uma rodada de bunda de fora pra galera médica. Em minha defesa eu digo que, no meu tempo, esses exames consistiam em responder não a todas as perguntas sobre problemas de saúde. Ninguém ficava auscutando respiração ou tirando pressão.

Odiei.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Cabelo de novo

Juro que é a ultima vez que eu falo nesse assunto, mas...



QQ6ACHAM desse cabela? Esse cabela com a minha cara, não a da modela.

Aguardo.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Eu disse, não digam que eu não disse

No fatídico ano de 2005, quando eu estava vegetando e sem iniciativa sequer pra tomar banho, minha terapeuta perguntou se eu queria drogas. Ela relutou, me encheu de florais e de cafunés, mas quando viu que eu continuava fora de órbita, me sugeriu partir pra química amiga. Eu não quis. Menos por princípios e mais porque eu não tinha ânimo nem pra isso. E também porque eu tinha maior medão de ficar tipo a Leila Lopes, de arrancar as roupas no meio do viaduto do chá, de babar no meio das reuniões. Minha autocrítica ainda era maior que o meu pesar. E passei, sem elas.

Dois anos depois, outra terapeuta sugeriu de novo. Não quis de novo. "Tô uótima, ameega". Tava bem louca do cu, na outra ponta da bipolaridade. "Vou mudar minha vida, gente. Vou me reinventar, vou viver como se não houvesse amanhã, u-huuuuuuuu". Remédios teriam ajudado a ver as coisas com mais clareza e menos paixão, eu acho. A decidir com os pés no chão. Mas eu não quis, porque eu tinha que sentiiiiiiiiiiiiir. Ai, os sentimentos. Que coisa mais incrível.
Hoje, eu quero simplesmente que os sentimentos se fodam. Se fodam de verde, amarelo e azul. Se fodam em todas as posições possíveis. E que ninguém me venha com essa de que os sentimentos fazem você amadurecer. PAU NO CU BEM GRANDÃO DO AMADURECIMENTO. Cansei, tô cheia, pra que? Essa história de sentimentos não serve pra NA-DA. A vida inteira eu fui de uma passionalidade louca e doente, ridícula, nociva. E o que eu aprendi com isso, amiguinhos? Na-da. Zerinho-um. É só dor, dor e loucura que não me levam pra porra de lugar nenhum.

Eu nunca usei o cérebro, por isso ele atrofiou. Cansou, pegou a trouxa e foi-se embora pra passárgada fazer uns cálculos em alguma dimensão paralela. Enquanto eu continuo aqui me consumindo em tristezas, ódios, arrependimentos, humilhações e vergonhas. Cansei dessa merda toda. Seu dotô, me dá aí o mais tarja preta que o senhor tiver. Tarja roxa, tem? Pois quero esse. Tire toda essa bosta de sentimentos de mim e me transforme num robozinho. Quero olhar filhotes de gatinhos com a mesma emoção com que olho um tijolo. Quero lembrar do passado com a mesma animação com que me lembro da lista do supermercado. Quero me preocupar com o futuro com a mesma intensidade com que me preocupo o degelo do freezer.

Porque eu posso. Do mesmo jeito que eu podia ficar me martirizando eu posso não sentir nada. E eu opto por esse, porque não tenho vocação pra santa. Sempre achei ridículos os espinhos daquela santa, acho que é Rita o nome dela.

E, se qualquer dia desses vocês me virem arrancando as roupas do viaduto do chá, por favor me levem uma mantinha. Porque se eu pego uma pneumonia é capaz de querer cortar meu tarja preta.

*Eu avisei que estavam por vir mimimis hardcore. Daqui pra frente é ladeira abaixo, criançada amiga.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Casinha!

Demorou, mas finalmente minha casa ficou do jeito que eu queria. Pena que devo ocupá-la por bem pouco tempo, já que volto pra SP na primeira oferta de emprego que aparecer... Mas estou tão orgulhosinha que quero INZIbir pro mundo inteiro:

O que era assim:



Ficou assim:





E finalmente assim:

Mas se você não está nem aí pra decoração e só quer ver fotos de periquitas, clica aqui e confere o resto. :-p

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Mi

Tô de saco cheio desse blog. Acho que vou bloquear o acesso e fazer um diarinho dos meus mimimis infinitos.

Nhé.

segunda-feira, novembro 17, 2008

Desculpe, foi engano

O telefone que toca, eu digo alô sem resposta.

Eu: Alôa?
Pessoa: Oi, quem tá falando?
Eu: Oi, eu que pergunto.
Pessoa: É o Rodrigo. Estou com saudades, queria te ver.
Eu: Rodrigo d'Aonde?
Rodrigo: Não finge que não me conhece. Você sabe que eu sinto sua falta e preciso te ver, agora. Não finge que não me conhece porque isso me magoa.
Eu: Longe de mim querer te magoar, mas eu não te conheço mesmo. Não conheço ninguém com esse nome.
Rodrigo: Então você é a única pessoa no mundo que não conhece nenhum Rodrigo.
Eu: é. Eu não conheço muitas pessoas. Tenho fobia social.
Rodrigo: Tá, mas vamos SE ver hoje lá no Franz Café?
Eu: Claro, que horas?
Rodrigo: Sete, pode ser?
Eu: Claro, marcado.
Rodrigo: Não vejo a hora de te ver.

Porque eu não insisto com gente burra. Tá com saudade, checa o número direito.

terça-feira, novembro 11, 2008

Terra de ninguém

Neste último ano o que eu mais tive foram achaques silênciosos. Eu sempre fui de ter muitos achaques, mas sempre compartilhados, geralmente com mãe, irmã ou namorado. Agora, para sorte deles todos, meus achaques são só meus. Ficam bem guardadinhos aqui, por um monte de motivos. Porque eu preciso de um pouco de privacidade. Porque eu tenho preguiça, porque eu tenho vergonha, porque não dá tempo, porque estou longe.

E é estranho pensar que tem aquela eu que faz as coisas que tem de fazer, que responde, que sorri. E por baixo disso tem uma vida inteira acontecendo, uma vida inteira que só eu conheço. As vezes é meio solitário, às vezes é bom. O que os outros poderiam dizer que eu já não sei? Eu passei a vida inteira falando e falando sem parar para pensar. Agora, eu só penso e penso sem parar para falar. Desta boquinha não sai nada além de amenidades.

Diz a lenda que isso se chama amadurecimento. Será? Torço para que seja mesmo, para ter alguma vantagem nisso tudo. Cá entre nós eu sou chata pra caralho e péssima conselheira. Se pudesse, já teria me mandado à merda.

domingo, novembro 09, 2008

Séries em série

Trabalhar de fim de semana nunca presta muito. Tudo é distração, tanta coisa na TV... E quando eu acho um site como esse, divertido e em português, sou capaz de passar umas cinco horas me inteirando sobre tudo que já aconteceu ou ainda vai acontecer nas minhas novelinhas (só não entendi porque Dead Like Me está na home, já que foi cancelada há séculos).

Tem até The Tudors - e quem gosta, não deixe de ver a comparação dos personagens da série com as pinturas da época (eu sempre achei isso um defeito da série, onde já se viu que todo mundo era limpinho e lindo daquele jeito?).

Falando em série, tô pagando minha língua forte com Brothers and Sisters. Tinha nojinho dessa série quando ela começou, porque, além da Sally Field, tem a Brenda Cara de Cavalo, a Ally MacBeal e a Amy Abbott. Três chatas, comandadas pela Regina Duarte americana. Acontece que faz dois finais de semana que eu fico presa na frente da TV, enlouquecida com as aventuras dos Walkers. Parece (e eu disse parece) que apareceu um substituto à altura para Gilmore Girls.
Ainda bem que tem chovido. Me sinto menos loser.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Obama

Eu estou feliz hoje. Pode ser uma tremenda paunocuzice, mas eu estou feliz hoje. Estou invejando os americanos, feliz e orgulhosa por eles. Me acostumei a creditar a eles a culpa por todos os males do mundo, a chamá-los de idiotas, a detestá-los com o mesmo rancor provinciano do resto do mundo. Mas hoje eles mostraram que são muitas coisas, mas não são idiotas. Nem passivos. Que, quando acreditam e querem alguma coisa, vão lá e fazem, mesmo que demorem oito anos para fazê-lo.

Há menos de 100 anos, muito menos, o novo presidente não poderia entrar em alguns estabelecimentos americanos. Não poderia se sentar em qualquer lugar no ônibus, frequentar a universidade ou nem mesmo beber água no mesmo bebedouro. Há 100 anos, ele poderia ser linchado, queimado e humilhado sem nenhuma consequência para quem o fizesse. Há 100 anos, ele seria menos do que nada. E agora ele é o presidente.

E é essa capacidade de propor e assumir mudanças dos americanos que me delicia. Há pouco mais de dez anos, quando Clinton estava na Casa Branca não pegando estagiárias, assumiu que fumou mas não tragou. Obama assumiu que fumou, tragou, bebeu e fez ainda mais um pouco. Trocaram Clinton por W. Bush. W. Bush cortou fundos para o aborto e fez inúmeras campanhas contra ele. Cortou verbas para a educação sexual em escolas primárias. Matou milhares de pessoas na guerra inventada. Deixou New Orleans afundar. Fez de conta que o 11/09 não aconteceu. Obama declarou ser à favor do direito de escolha da mulher sobre seu corpo e considera a invasão do Iraque irracional. Adjetivou a guerra de Bush como burra, mas admitiu não ser contra todas elas. Fora tudo isso, o cara é um rockstar, marqueteiro de primeira e tem tanto carisma quanto Madona.

O que me deixa mais incrível - e encantada - é que tudo isso que está acontecendo hoje é, em boa parte, culpa de uma molecada com menos de 30 anos que decidiu que não queria passar mais quatro anos engolindo sapos. Cansou de reclamar, foi lá e fez a coisa acontecer. E eu admito que chorei assistindo o jornal da manhã, vendo o povo comemorar com a trilha sonora de "Beautiful Day".

Daí eu penso na gente, aqui. A última vez que fiquei assim feliz foi em 2002. Chorei copiosamente ao som do hino nacional, me senti orgulhosa e cheia de esperança. Daí veio a realidade e cagou no pau. O povo reclama como sempre reclamou. Chora, faz denúncia, vai no Datena falar que o presidente não faz nada por eles. Na hora de votar, vai à praia. Não lê, não se interessa. Elege presidiário. E depois reclama mais.

Na próxima eleição, não tenho em quem votar. Eu não sou cientista política, não entendo picas disso e voto por amor e ideologia. Vivo do passado. E o PT do passado acabou faz tempo. Não temos Obama. Temos serras, aécios e martas. O que é que eu faço com isso, me diz?

Eu quero um green card agora.

quinta-feira, outubro 23, 2008

Sensualidade à flor da pele

Eu tenho um problema com sensualidade. Eu acho que sensualidade forçada imprime brega. Que se descrever como sexy é igual a se descrever como cafona. Uma coisa bem Irislene Stefanelli: "Oi, eu sou loira, tenho o coração bão e sou muito sensual". Quando eu vejo alguém dizendo que é bom de cama ou dando a entender isso, fico com vergonha alheia e boto a pessoa no mesmo balaio da Iris. Sei lá, me irrita. Na minha lógica - e ela certamente deve estar errada - quem precisa fazer força pra ser séquice ou dizer o tempo todo o quanto é, não é. É brega.

Mas aí vem toda uma questão de gosto, mesmo. Tem gente que acha que ser sexy é usar calça branca com lingerie preta, por exemplo. Talvez funcione, eu sempre olho pra bunda de quem usa isso. E depois vomito. Mas olho. Tem gente que acha que sexy é meia arrastão, mini-saia e bota cano longo. Que é jogar o cabelon pra um lado e pro outro, chupar o dedinho e o canudinho, ir trabalhar sem calcinha, fazer cara de virgem... Cada um tem sua receita.

Eu, não tem jeito, tenho VA. Eu acho que é uma coisa que nasce com a pessoa. Tipo a Scarlett Johansson, que você olha e tem vontade de arrancar a roupa toda da mulher. Sem ela fazer nada, só existir com aquele bocão e aqueles peitões e aquela voz rouca. Ou a Monica Bellucci e seu sotaque.

E também não consigo associar as palavras "sexy" e "sensual" (que eu acho cafonérrimas por si só) com homem. Eu não entendo nada do assunto, como vocês podem ver, mas quando alguém fala em homem sexy eu penso no Brad Pitt mordendo o lábio inferior e fazendo cara de "vem cá minha nega". Sensual é o cara puxando a beiradinha da cueda pra fora da calça jeans? Toda uma imagem mental construída em cima de capas de discos de pagode.

Outro dia, na buáti, um cara com a camisa aberta pegou minha mão e botou no peito dele. Eu gritei e saí correndo, como se tivesse visto o capeta. E essa é toda a raiz do problema. Essas estratégias devem funcionar realmente, todas elas, porque se usa TANTO.
Acho que o defeito está comigo mesmo.

segunda-feira, outubro 20, 2008

Devaneios

Toda vez que eu leio aquele "programa de aperfeiçoamento do usuário", na home do msn, eu imagino um maconheiro ganhando implantes de silicone, tratamento facial e jaqueta nos dentes. Todo dia.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Jeito Alexal de ser

Fugi do serviço às 11h, fiz unha (mão E pé), cabelo, sobrancelha e buço (odeio essa palavra. Prefiro dizer bigode. Ela me lembra outra coisa). Voltei com a cara lavada e vermelha (da depilação) como se nada se passasse. Ninguém reclamou.

1. Eu deveria fugir mais vezes.
2. Emprego nenhum no mundo vale a gente se transformar em um sasquati.
3. Alexal sempre teve razão.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Somifodo Brasil (ou mais um mimimi ou até quando vocês vão suportar)

As vezes eu acho que o universo taí só pra me zoar. O que é muito egocêntrico, eu sei. Mas tem horas que parece. Porque quando eu era uma jovem imberbe e destemida e me promoveram antes da hora à editora do canal de notícias do BOL, eu passei tipo dois meses com o rei na barriga, toda pimpona e arrogante. Daí o que aconteceu? Derrubaram o World Trade Center e eu tomei no cu grandão, sem nunca mais poder dormir e atualizando homes a cada 17 segundos e levando surras de telefone da minha chefe a cada 16.

Sofri, chorei e pensei: "Jamais passarei fome trabalharei em site de notícias novamente."

Virei uma garota sapato caramelo, me especializei em comunicação corporativa e fui trabalhar pra firmas. Feliz da vida, dar as notícias de RH. Pode cair o mundo, se o VR da galere estiver em dia, tá tudo bem.

Um terninho após o outro, virei editora da intranet de um banco. Legal. Fala-se de tudo, mas majoritariamente fala-se de que? Heim? Heim? Finanças, claro (o que torna bastante incongruente a minha situação). E o que acontece com as finanças, que estavam lindas e quietinhas há tanto tempo? Resolvem ficar cagadas e cair em uma crise como não havia desde antes de minha mãe nascer.

Consequentemente, o cliente fica (mais) histérico, o leitor fica histérico e eu fico histérica. A ponto de levantar da cama às 4h30 da manhã para jogar uma bola de jornal nos 248 passarinhos que vivem na árvore em frente à minha janela e que acharam bonito começar a piar a essa hora (antes que o Greenpeace ordene minha prisão e morte, eu errei o alvo).

Não tem como eu não achar que não é pessoal, percebe? Eu só quero paz e dinheiro fácil. Eu não quero ajudar a escrever a história nem nada. Eu peço arrego. Vou abrir um instituto de depilação. Canffffei.

quinta-feira, outubro 09, 2008

Ridícula

Eu tenho 5 anos e ainda desconto frustrações e odiozinhos via nick do msn. Eu sou ridícula e não me envergonho disso.

Prontofalei.

segunda-feira, outubro 06, 2008

La dolce vida

Fui dormir às 3h (por pura insônia, não por estar fazendo algo de interessante ou divertido nessa vida de velha que me impus) e acordei às sete porque tinha de satisfazer caprichos do cliente logo às primeiras horas da manhã, que são muitos e infundados. Tentei me consolar e também me vingar um pouco de tudo isso arquitetando um plano de auto-indulgência. Decidi que, assim que acabasse de fazer a idiotice que eu tinha de fazer pela manhã, fugiria para o "instituto de beleza" mais próximo e daria um trato nas minhas sobrancelhas, que não vêem pinça há alguns séculos. Tô assim-assim com Frida.

E isso me motivou a sair da cama e a correr pra rua, sem tomar café, porque eu tive de escolher entre dormir, comer ou tomar banho. Imaginei meu contentamento ao olhar para as novas sobrancelhas bem desenhadas, arqueadas e poderosas, sem todos esses fiapos esquisitos. Fiquei treinando erguer uma só, mas não consegui.

É óbvio que nada disso aconteceu. É óbvio que novas necessidades e urgências idiotas surgiram antes da minha fuga. É óbvio que não tive coragem de deixar nada para depois e continuo com duas couves-flores (é assim o plural? Mudou com a reforma ortográfica odiosa? Não sei de mais nada) em cima dos olhos.

O máximo de revolta a que consegui me dedicar foi fugir por 10 minutos para um café-com-pão-de-queijo-seco lendo a Veja grátis do Café. E meu celular de puta corporativo tocou 3 vezes nesses dez minutos. E o meu cabelo continua a mesma merda.

Eu odeio TANTO a minha vida.

quarta-feira, setembro 24, 2008

Amores e dentes

Duas coisas que tem muito em comum. Amores e dentes. Parece loucura, mas faz todo o sentido. Quer ver? Tem gente que só cuida daqueles seis dentões da frente, que aparecem quando você sorri. E só da parte da frente. Um dia o dentista pega o espelhinho e mostra que lá atrás está tudo podre, tudo coberto de placa e manchado, bem nojento. No amor a mesma coisa. Pra muita gente, só importa o que aparece. Enquanto ninguém perceber a placa e as manchas, tudo bem, mesmo que VOCÊ se incomode quando olha pra elas. É mais fácil não olhar.

Daí você resolve que não vai olhar mais, então. Porque é feio e nojento e você sabe o que aquilo significa: dor. Na cadeira do dentista ou no coração partido, no caso do amor. O tempo passa e passa e a nojeira lá escondida até de você mesmo. Daí você sente aquela pontadinha e SABE: fodeu. Mas pontadinhas vêm e vão. Não são insuportáveis, não são urgentes e não aparecem. Um remedinho (Spidufen para dentes, Prozac e alcool para amor) e ela vai embora. Reaparece vez por outra, outro remedinho.

Esse ciclo de dor-remédio-dor-varrer pra baixo do tapete-dor pode durar anos, até que você é obrigada a fazer alguma coisa. O dente quebrou, você se apaixonou por outro. Mil variáveis aí no meio. O problema é que quando você só faz uma coisa porque é obrigado a fazer, é porque já não tem muito o que salvar. Você vai botar um jaquetão no dente e passar o resto da vida com medo dele cair ou então vai ter um baú de remorsos por ter traído alguém que já foi muito importante para você, um dia.

Eu estou no meio de um tratamento dentário, que eu só comecei a fazer porque um dia acordei achando que estava tendo um aneurisma, de tanta dor de cabeça. Não, era o canal que tinha finalmente acordado. Ele estava me avisando há uns 3 anos, pontadinhas esparças. E a minha fobia de dentista dizendo "não é nada, dá pra aguentar mais um pouco". Agora vai doer mais, vai demorar mais, vai ser muito mais caro e traumático. E eu sabia o tempo todo que isso ia acontecer, mas fiquei acreditando na força do pensamento positivo, só porque tenho paúra de motorzinho.

E no meio de uma consulta, entre um "ai" e outro, comecei a pensar no quanto a minha vida amorosa se parecia com aquilo. A diferença é que, na vida amorosa, não tem anestesia, não tem levantar o dedinho para dizer que está doendo e não se ganha escovas de dentes grátis. Quando estraga, só tem um tratamento: arrancar. E sem ponto.

Portanto, assim como nos dentes, o que vale mesmo é a prevenção: ficar de olho, prestar atenção, consultas periódicas ao especialista e tratamento pesado ao menor sinal de pontadinha. A menos que seja um dente do siso, daqueles que não servem para nada.

Agora bochecha e cospe.

terça-feira, setembro 23, 2008

Ajuda eeeeeeeu

Eu deveria querer cortar meu cabelo porque sou mulherzinha, porque tenho auto-estima, porque quero ficar gatchenha.

Mas eu quero porque vou encontrar o chefe semana que vem e, se ele me vir assim, com esse look creio em deus style, me demite na hora. Meu cabelo tá uma bosta e eu aceito sugestões de corte. Nenhuma idéia. Por favor me ajudem a manter meu emprego enviando sugestões.

Update, a pedidos. Meu cabelo tá uma merda DESSE tanto:



sábado, setembro 20, 2008

De repente, 30

Eu sempre achei meio ridículo esse pavor que as mulheres tem dos 30. 20, 30, tudo a mesma merda. Tenho medo é dos 50 e não decidi ainda se quero chegar lá. Além disso, me acho muito mais bonita, gostosa, inteligente e phyyyyyyyyna hoje do que há 10 anos, absolutamente mais. Na última década, aprendi a dar menos chiliquinhos, pintar o cabelo na cor certa, comprar sapatos, combinar roupas, fazer escolhas, pegar ônibus sozinha, até viajar sozinha eu fui. Eu não tinha lá muita graça aos 20, para falar a verdade.

Mas. Agora me pego todos os dias me fazendo perguntas muito mais difíceis de responder do que aquelas que me assombravam os 20. Perguntas como "será que eu tenho colhões para ficar sozinha o resto da vida?", "será que eu quero ter filhos? (e daí começo a contar nos dedos os anos de fertilidade que me restam)", "Será que eu quero essa carreira (e é bom querer, porque não dá mais tempo de mudar)?", "Será que eu gasto tempo demais vendo TV?"., "Eu já não deveria saber o que fazer da minha vida?"...

É uma sensação esquisita essa de achar que metade da sua vida já foi. Antes, lá nos 20, eu pensava "nooossa, ainda tenho um tempão pra decidir". Agora eu tenho certeza que não dá mais tempo para certas coisas. Eu tenho que acertar, senão já era. Resto da vida vivendo uma escolha errada. Ou não.

Continuo não tendo pressa de fazer coisa alguma, mas isso não tem a ver com a idade, e sim com a minha eterna, imensa, infinita e crônica preguiça. Só que agora eu sinto uma culpinha. Pode ser que eu nunca realize algumas coisas.

Faltam uns 3 meses pra eu deixar os 20 definitivamente para trás e ingressar nesse mundo bizarro que assusta tanto a mulherada. Por enquanto, o que mais me incomoda é o preço dos cremes para maiores de 30. São caríssimos.

quarta-feira, setembro 10, 2008

Costume

Roubei da Stella. É só trocar galináceo verde por Nintendo DS e trânsito nojento de SP por modorra nojenta de Curitiba, e tcharãn: essa também é a minha vida.

"Pensando sobre como a gente se acostuma demais com as coisas da nossa vida. E digo não só as boas tipo brincar com meu galináceo verde mas também as ruins e nocivas...

Por exemplo por que raios São Paulo tem que ter um trânsito nojento a qualquer hora do dia, mesmo que cada dia que passa eu saia mais meia hora antes pra não atrasar? Por que os serviços são mal prestados e a gente se conforma? Por que todos os trabalhos do mundo tem picuinhas e coisas non sense e a gente reclama mas não faz nada pra mudar? Por que a gente briga com os pais eternamente mesmo sabendo que não muda nada?

Por que a gente acredita que carreira salva a nossa vida? Por que a gente sente culpa perante Deus se às vezes nem sabe se acredita nele? Por que a gente tem medo de admitir que tem medo? Por que a gente chora, diz que não sabe a razão só pra não pagar de loser? Por que a gente não se conforma em ser loser ao invés de caçar "alguém pior" pra servir de consolo? Por que a gente finge que é moderno se queria viver como nossos avós? Por que a gente finge que se interessa quando quer mais é ler uma piada ou mandar um e-mail para o namorado? Por que a gente se acha superior só porque tem um cargo ou uma posiçãp superior perante um grupo?

Por que a gente fica neurótico com horários e esquece de ser neurótico com o tempo pros nossos amigos, pessoas que amamos de verdade e não o prospect, network etc? Por que a gente não vive nossos sonhos e manda o resto pra merda?"

Não sei por que. Só sei que odeio.

segunda-feira, setembro 08, 2008

Al Gore e os zumbis

Curitiba é uma cidade phyna e se orgulha disso. Suas ruas são arborizadas, as pessoas recolhem MESMO o cocozinho do cachorro e eu nunca vi ninguém jogando lixo na rua, sequer cuspindo. Tem cartazes espalhados mandando você separar o lixo e latas de coleta seletiva em todo o lugar.

Sendo eu uma pessoa extremamente influenciável e sensível à pressão, aprendi a separar o lixo orgânico do não orgânico, pelo menos. Não tenho ainda cinco lixeiras diferentes em casa, mas já cogito. Tenho pensado no filhote do filhote que ainda vai nascer.

Daí tava passando o filme do Al Gore na HBO no meio do feriadão. É aquele tipo de coisa que eu sempre senti a obrigação de ver, menos pela preocupação ambiental e mais pela pose cinéfila wannabe (todo mundo viu, hello). Vamos ver então, qual a parcela de culpa que me cabe na destruição do planeta. Dormi no meio do terceiro slide.

Dormi gostoso, sonhei com uma nova raça de zumbis, que embora comesse seres humanos, andava normalmente e era muito mais inteligente, então não era atacada pelos zumbis comuns, por também ser zumbi, e assim dominava todos os humanos não zumbis. E eu fazia parte dessa raça dominante, portanto não precisava temer os outros zumbis. Acordei extremamente revivogarada, sem me lembrar de uma única palavra de Al. HBO exibia Terra dos Mortos, ao qual assisti todinho, com uma fronha semi-enfiada na cabeça e gritando a cada 3 minutos.

Me parece muito mais realista fazer parte de uma raça evoluída de zumbis do que contribuir para o salvamento do planeta. Muito, muito triste. Me sinto mal pelo Al. Ele parece boa pessoa e eu não pretendo mordê-lo quando me tornar um zumbi.

Estou à toa na vida

Dá uma culpinha deliciosa saber que o mundo inteiro trabalhou hoje menos eu, porque é feriado aqui em Curitiba. Para ajudar, faz um frio enlouquecedor lá fora e eu posso ficar enroladinha na manta, comendo biscoito de chocolate e assistindo Family Guy. Momentos que fazem a vida valer a pena.

Mas é claro, o catolicismo me impede de sentir só prazer na culpa. Tem a maior pilha de louças do mundo na pia - sério, eu acho que é um recorde olímpico, uns oito metros de pratos - e eu estou convencida de que devo lavar pelo menos alguma coisa, para não assustar a faxineira amanhã, para que ela não lave pratos e privada com a mesma esponja.

Só me faltam forças para sair do sofá e tomar uma atitude. Nem pro xixi.

quinta-feira, setembro 04, 2008

Constatação

Eu estou a cinco minutos de virar a esquina.

quarta-feira, setembro 03, 2008

Expectativa de vida

Dizem que as emoções influenciam na expectativa de vida das pessoas. Ou talvez não digam e eu tenha inventado só pra ter assunto. Fato é:

Comprar um sapato novo e lindo: mais dois anos de vida.
Comprar um sapato novo, lindo e que combina perfeitamente com sua saia favorita, que não combina com nada: mais dez anos de vida.
A tira do sapato arrebentar na segunda vez que você usa: menos 25 anos de vida.

Conclusão: pé gordo do caralho.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Sonhos

Esta noite sonhei que eu era um menininho polonês de 5 anos, que usava suspensórios e tinha uma família grande, que dormia toda na mesma cama. Um dia voltei pra casa e a família toda tinha morrido na câmara de gás, e sobrou só o menininho.

Weirdo.

Mas no outro dia também sonhei que eu dividia apartamento com o Elton John e ele me odiava. Ficava me chamando de "bicha desleixada", enquanto lixava as unhas. Ele me irritava muito, o Elton. Se não me engano, a nossa casa era o cenário do Friends.

E teve ainda um terceiro sonho, que me pareceu absolutamente fantástico e criativo, embora eu já não lembre mais o que foi, mas sei que no meio do sonho eu pensava: "quando acordar, eu preciso anotar isso. Vou escrever um livro dessa história e ficar riquíssima". Daí eu acordei e comecei a contar a história em voz alta e percebi que era uma merda sem pé nem cabeça. Foi como se milhares de dólares escorressem pelos meus dedos.

Eu tenho de parar de jantar pizza.

quinta-feira, agosto 07, 2008

Londres e São Paulo, separadas no nascimento

Delícia de texto. Concordo com cada letrinha que está ali (não sei se 15 dias em Londres me dão tanta propriedade para concordar com um nativo, mas eu sou metida e concordo mesmo assim).

Se você é paulista e bairrista como eu, leia.
Se você detesta São Paulo, leia.
Se você quer ir à Londres, leia.
Se você quer matar saudades de Londres, leia.

Se você não é nenhuma das anteriores, leia e vá criar vontade de viajar.

sexta-feira, julho 25, 2008

A indesejável

Tive um encontro com ela anteontem. A da foice, a coisuda, a inevitável, a mardita, la muerte. Vi sua face e dançamos um tango de rosto colado. Tudo por culpa da novela.

Foi assim eu vi você passar por mim. Eu ia ver o Bátema, mas lembrei que no capítulo desta quarta-feira Ary Fontoura ia cuspir na cara da Cláudia Raia e troquei um pelos outros. Cheguei faminta e lembrei que tinha um congelado no freezer e nada mais. Bora fritar o congelado no maior Zeca Pagodinho Style (um olho no peixe e o outro no gato) pra não perder nenhum lance dessa trama emocionante. Aqueci o óleo e quando ele começou a fazer barulhinho, tirei o frango do freezer e coloquei delicadamente na panela de óleo fervente.

Imediatamente uma labareda do tamanho de Jesus subiu até o teto. Juro que foi o maior fogo que eu já vi em toda a vida. Fiquei ali parada com cara de quem se sujou as calças, imaginando que de todas as mortes, eu ia ter a pior. Comecei a pensar se ia demorar muito. Mas antes pensei que ia queimar meu relógio de parede chinês (tudo que é chinês pega fogo muito rápido) e que pena, porque eu gostava muito dele, mas já estaria morta mesmo, então não teria problema. Depois pensei que meu prédio deveria ter um extintor de incêndio no andar e que, se eu sobrevivesse, faria uma reclamação formal sobre isso.

Da mesma forma que subiu, a chama do tamanho de Jesus desapareceu. Mas eu continuei lá plantada no chão, incapaz de me mover de tanta tremedeira, ainda vendo a vida passar diante dos meus olhos. Nada aconteceu, nem o relógio chinês ficou chamuscado, nada. Apenas meus nervos, que foram pra cucuia. Eu ia torrar ali sozinha e ia demorar dias pra alguém ser avisado. Depois achei que foi castigo por ter reclamado tanto do frio.

Mas no fim das contas, super valeu a pena. O capítulo da novela foi excelente.

quarta-feira, julho 23, 2008

Coisas que me matam

Acabei de adentrar o maravilhoso mundo dos brechós virtuais. Um link foi puxando outro e agora estou aqui a me morrer toda e a fazer contas. É verdade que tenho um certo faniquito de roupas usadas, mas na maioria deles tem coisas que nunca saíram da caixa. Só os tamanhos decepcionam um pouco, pois é tudo muito mais pro 36 do que pro 40. Pra quem quer (mais) uma forma de se endividar, entre aqui e pegue todos os links.

* Por causa do meu faniquito com roupas usadas, meu favorito foi esse aqui, que tem bijus e bolsas de enlouquecer.

terça-feira, julho 22, 2008

:-|

Não é por nada, mas agora os anúncios do Google estão exibindo: alcoolismo, esquizofrenia e medo.

Medo digo eu.


* Olhar o que os anúncios estão exibindo virou minha nova atividade favorita.

quarta-feira, julho 16, 2008

McDia Feliz

Esqueçam toda a ranzinzice relacionada ao desrespeito do meu espaço pessoal. Passou. Hoje é um dos dias mais felizes de toda a minha vida - mas não se empolguem muito, porque o ponto alto de minha vida têm sido a reprise de Pantanal.

Anyway. Sassê vem me visitar e eu vou poder levá-lo aos três lugares legais de Curitiba e finalmente vou ter uma visita. O que é muito importante, já que eu vivo para ter visitas. Comprei um sofá-cama esperando visitas, comprei livros ilustrados para ter visitas, comprei um Glade Neutra Fresh pro cheiro do cigarro não aborrecer as visitas. Mas as visitas nunca vinham, e agora vêm, e é logo uma das minhas pessoas favoritas no mundo. Yei!

Mas não é só isso. Ela voltou, gente. Regina, meu nome é fucking regina, voltou. Eu esperei três anos pela volta dela. Agora ela voltou, em blog e Twitter. Vou subir a escadaria da Catedral de joelhos (são só cinco degraus, mas acho que o que vale pro santo é a humilhação, não é mesmo minha gente?).

\o/

Pelo direito ao meu metro quadrado

Se existe uma coisa que me tira realmente do sério é gente que não sabe respeitar o espaço pessoal alheio. Sabe gente que passa esbarrando em você, ou que pára tão perto de você que fica enfiando cabelos na sua boca ou se senta ao seu lado no cinema quando há outras cadeiras vazias (nesse caso em particular eu mudo de lugar porque sempre acho que pode ser um maníaco sexual)?

Me incomoda tanto essa proximidade, chega a me dar falta de ar e gastrite de raiva. Eu acho que devia existir uma lei tão rigorosa quanto à do bafômetro pra isso. Uma lei que obrigasse as pessoas desconhecidas a se manterem a um metro de distância umas das outras, pelo menos. Em QUALQUER lugar.

Porque o desrespeito acontece a rodo. No metrô, por exemplo (ai, que saudade). Você está lá segurando no pole dance, ocupando seu espacinho de direito. Entra a cidadã, fartamente perfumosa em sua colônia Amor Total da Avon, cabelo invariavelmente molhado ou melecado de creme, e se encosta TODINHA no pole dance. Te dando cabeçadinhas molhadas e te presenteando com eflúvios de Avon.

Ou então você, fumante, desce pra alimentar seu vício e ajeitar os pensamentos. Eu sou uma fumante consciente, sei que a fumaça incomoda e procuro não baforar ninguém. Mas sempre tem um desgraçado que pára a três centimetros de mim e do meu cigarro e ainda se acha no direito de olhar feio e dar tossidinhas.

Sem esquecer as velhas que param na sua frente quando você está olhando uma vitrine. Talvez elas se considerem mais interessantes que os manequins, não sei.

O que fazer com essa gente? Pra mim, a resposta óbvia é: mandar matar. Mas estamos falando de mais da metade da população mundial, aquela desprovida de noção. Penso em cuspir, bater, queimar com o cigarro, penso as piores coisas. Mas geralmente dou passinhos pra trás ou pro lado. E acabo esbarrando em algum outro imbecil que também já invadiu meu espaço pessoal por outro ângulo.

Tem gente demais no mundo, essa que é a verdade. Por isso que sinceramente invejo a galera de Lost. Fosse eu caída lá, pegava minha mochila e ia viver nas cavernas. Talvez convidasse o Sawyer a me acompanhar. É pedir muito, é?

Saco.

segunda-feira, julho 14, 2008

Uma reclamação

Ai, sacanagem. Liberei os anúncios dos Google, pra ver se saio da lama, né, porque tá feia a coisa. E daí ele me manda anúncio de sabão?? Cadê o glamour, galere?? Sabão??

Secretamente creio que ele quer me mandar arrumar um tanque de roupa suja pra lavar.

Já me arrependi.

terça-feira, julho 08, 2008

Uma dúvida

Ontem fui tomar meu café da manhã em um dos 28 cafés metidos à besta aqui do Centro. É metido à besta mas é limpinho e tem revista grátis e eu vou lá todo dia. Beleza. Daí tava numa vibe proletária, já que era dia de pagamento e eu não tinha um tostão furado, e pedi um pão na chapa. Quase pedi uma cachaça pra acompanhar, mas estava com uma certa azia e desisti.

Daí veio meu pão na chapa. Todo arrumadinho no prato, cercado por gergelins e com um belo talo de salsinha adornando. Me deu uma saudade profunda e dolorida da padaria tosca lá de Pinheiros, onde o pão na chapa vinha com as sujeirinhas da chapa e gosto de hamburguer. Escorreu uma lágrima pela minha face esquerda.

E então eu comecei a pensar por que essa obcessão dos restaurantes pretensamente pheenos ou metidos à besta pelo talo de salsinha. TUDO que é prato vem com o maldito talo em cima, que pode variar e ser de hortelã, às vezes. Sopa vem adornada por salsinha. Sorvete. Churros. E agora, pão na chapa. Eu acho meio inadmissível isso, sabe?

Além do impacto ambiental que certamente deve ter, já que não há salsinha que chegue nesta vida pra tanto restaurante metido à besta, e o nosso direito de ser proletário? De comer um pão na chapa com gosto de chapa e com manteiga escorrendo?

Quando o mundo perceber que não temos mais direito de escolha, será tarde demais. Teremos sidos dominados pelas salsinhas e só nos restará chorar. Não digam que eu não avisei.

sexta-feira, julho 04, 2008

Um apelo

Quando, de seis e-mails que recebo, eu tenho vontade de responder cinco dizendo "foda-se, morra, eu te odeio", começo a desconfiar que algo não vai bem.

A verdade é que estou no limite total e absoluto das minhas forças e da minha paciência e da minha vontade de continuar. Já passei dele faz tempo, já deu. E daí ter que continuar por simples falta de opção me faz mais mal que a raiz do problema em si. Porque daí eu fico remoendo as escolhas erradas, querendo voltar no tempo e querendo tomar atitudes desesperadas e tendo gastrites fodidas.

Eu realmente não sei mais o que fazer. Nunca estive tão no bico da sinuca como agora, é tudo que eu sei.

Então, gente amiga do meu Brasil. Se alguém souber de alguma vaguinha de emprego pra uma jornalista desesperada, lembra d'eu. Pelamordedeus. Sério.

segunda-feira, junho 30, 2008

Só links

Para os momentos de procrastinação, um dos melhores vídeos de todos os tempos. Obrigada, Pri.

Para os momentos de beauté descontrol, um excelente serviço de utilidade pública para moçoilas que não perdem o glamour, mesmo que desprovidas de recursos.

Para os momentos de comoção, o post da Camila que me emocionou.

Para os momentos de ódio contra o sistema, o post dessa moça, que me motivou.

Para os momentos de solidão.

Para os momentos de falta de fé em si mesmo.

Para os momentos de "oh-meu-deus-será-que-um-dia-terei-filhos-e-como-será-que-eles-serão?" Ou simplesmente para quando você acordar numa vibe Glen Close.

quinta-feira, junho 26, 2008

Pelo aquecimento global

Percebi que o último post despertou a comoção dos meus três leitores, o que eu achei muito bonitinho. Por isso resolvi prestar contas, dizer que ainda estou viva e dividir o guia mendigo de sobrevivência ao frio com outros pobrecitos picolés. Compadecidos de meu sofrimento, os nativos dividiram comigo sua experiência de dezenas de invernos na capital mais fria do Brasil. Algumas técnicas de aquecimento testadas e aprovadas:

- Encha duas garrafas pet com água bem quente, feche bem e coloque na sua cama, debaixo das cobertas, uns 20 minutos antes de deitar. Daí deite e posicione-as junto às partes do seu corpo mais agredidas pelo frio féladaputa. Vá alternando a posição das garrafas, se necessário. Logo você se sentira no útero materno e dormirá como um bebê.

- Essa é bem perigosa, não faça sem a supervisão de um adulto. Antes de tomar banho, pegue uma lata vazia e limpa, coloque um pouco de alcool e taque fogo. CUIDADO PARA NÃO DERRUBAR ALCOOL FORA DA LATA, NO TAPETE OU EM VOCÊ, SEU TAPADO. O ambiente ficará aquecidinho por tempo suficiente para você ficar pelado e se adaptar à temperatura do chuveiro elétrico tosco que não esquenta muito.

- Acenda velas pela casa. Não ao mesmo tempo em que enche a lata de alcool, por favor.

- Beba conhaque. Eu tinha comprado um bem vagabundo, tipo Dreher ou Presidente, pra cozinhar. Estava encostado há vários meses. No meio de tremores e dores musculares de frio, decidi encarar. Agora, é a primeira coisa que faço ao chegar em casa, atacar o Presidente. Desenvolvi alcoolismo, mas nunca mais passei frio e encaro a vida com mais alegria. E visão dupla.

- Esqueça a moda e os conceitos básicos do bem-vestir. Quando o lance é preservar a vida, vale fazer que nem esse cara. Além disso, casacos da sua avó, botas de 1994, luvas cheias de pêlos de gato, cachecóis desfiados e touca de mano farão por você o que nenhum casaqueto trendy faz.

Por isso, podem devolver as roupas de luto pro guarda-roupa. Acho que agora consigo encarar mais uns meses nesta vida de urso polar.

quinta-feira, junho 19, 2008

No Alaska

Aos amigos e parentes, obrigada por todos os anos de amor e carinho e adeus.

Despeço-me aqui dos meus, pois não sobreviverei ao inverno no Sul do País. De modo algum.

O inverno ainda não chegou, mas a média está nos sete graus. Com vento e geada. Sensação térmica de -28. Segundo os nativos, ainda vai piorar muito. Falecida, pois.

De verdade, não sei como sobreviver a isso. Não fui moldada para o frio e minha casa parece mais gelada que a rua, meu chuveiro é elétrico e não tenho calefação. Vou dormir rezando para morrer durante o sono, só para não ter de sair debaixo dos cobertores na manhã seguinte. Ligo o forno e vou trocar de roupa na frente dele. Deixo o ferro de passar ao lado da cama e, antes de me deitar, estico os lençóis com ele para não ter a horrível sensação de dor ao entrar na cama gelada. Saio na rua e o vento me faz lacrimejar e daí as lágrimas congelam.

Não consigo pensar em outra coisa. Passo o dia desejando assentos de privada com aquecimento elétrico, roupas térmicas, banho a seco, uma lareira...

Por isso, separem seus trajes de luto. E já aviso que quero ser cremada, porque é mais quentinho.

segunda-feira, junho 16, 2008

Meme



Esse é temdênssia, bee.

Eu ia roubar (como certas pessoas ensinaram) no nome, que achei idiota (e com essa fonte bicholesca que coloquei no paint e nunca mais consegui tirar ficou pior ainda), mas a foto e o título do álbum casaram tãããão bem que desisti. Já fiz cinco. Vício total e radiante.

Faz o seu aê:

1. Acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda

2. Vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.

3. Acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.

Opcional: salvar a imagem e colocar nome da banda e título com photoshop.


PS.: O título do arquivo denuncia a idade da pessoa. Quem neste mundo ainda fala disco, meu caralho?

sexta-feira, junho 13, 2008

Best vídeo evah



Morri. Nunca mais pararei de rir. Deus te abençoe, Fern.
E se você não é tão nerd quanto eu e não entendeu nada, clicaqui.

O clube

Em 2005, as pessoas começaram a ir embora. Ou talvez eu é que só tenha percebido que cedo ou tarde todas elas vão ali. E até hoje, quando eu fico sabendo que mais uma foi embora, me dá uma coisa diferente. É realmente um clubinho, como a Cristina bem definiu - e certamente quem escreveu aquele diálogo faz parte do clube dicumforça.

Só que ninguém que faz parte dele quer ganhar adeptos. A não ser nos nossos momentos de fúria e loucura, quando a gente resolve achar o mundo todo injusto e odiar todo mundo que não está no clube ("mas eu sempre fui uma pessoa tão boa", "fulano é muito mais filho da puta que eu e isso nunca aconteceu a ele" e por aí vai). Quando eu fico sabendo de mais um que entrou, me dá apenas vontade de abraçar e mais nada. Palavra e merda é a mesma coisa pra nós, os membros.

Antes de entrar pro clube eu tinha pavor dos que entravam. Eu jamais saberia o que dizer ou o que fazer diante de tamanha dor. Um medo idiota, de quem pensa mais em si do que no outro. Daí eu vi esse medo no olho dos outros e achei tão feio e pequeno, mas depois tive pena, porque o clube é por demais assustador mesmo. Tudo bem, o medo.

Hoje, quando encontro algum outro membro, me dá uma tristeza tremenda. Mas também um pouquinho de conforto, porque ele sabe, eu sei, e a gente continua aqui.

quinta-feira, junho 12, 2008

Tudo verdade

Katya: Sometimes, even if you have the keys those doors still can't be opened. Can they?

Jeremy: Even if the door is open, the person you're looking for may not be there, Katya.

segunda-feira, junho 09, 2008

O filme da Norah Jones

As pessoas que me conhecem superficialmente me acham muito educadinha, simpática, engraçadinha e normal. Inha. Bem normal. Então é muito chocante quando rola um ataque de síndrome de tourette com essas pessoas, elas me puxam de canto e perguntam se está tudo bem. E eu digo que oh, sim, claro, hihihihi. Sempre revirando os olhinhos e sendo muito doce.

Daí eu saio de perto delas e vou procurar meios de botar minha barriga pra alugar na internet de modos que eu possa ganhar algum dinheiro nesta vida desgraçada. Ou ter um ataque de choros e gritos no banheiro, ou rasgar as roupas e deslizar pela porta como a Betti Faria naquela novela em que ela era corna do Tarcisião. Não que isso faça de mim uma anormal, hoje em dia o conceito de normalidade está bem mais elástico - graças aos céus - e eu só considero anormais pessoas que comem o próprio cocô ou assistem ao Fantástico por prazer.

Mas fico pensando na percepção que as pessoas tem da gente, que às vezes é tão brutalmente diferente daquilo que a gente realmente é ou acha que é. Acho isso bem bom, na verdade. Não faço questão alguma de me desnudar dessa forma pra 98% das pessoas que eu conheço e mostrar o meu melhor e o meu pior. Eu acho que a Inha cumpre bem seu papel junto às massas. Do jeito que a coisa vai, esta é uma das poucas coisas que ainda cabe a mim decidir.

Aliás, e o filme da Norah Jones heim? Sério mesmo? Não bastou Whitney Houston? Será que é bom? Arrisco?

Rá, te peguei.

Beijomeliga.
Coisas que eu faço e que ninguém entende (numa vibe Caco Galhardo em um post que nada acrescentará à sua vida, caro leitor):

Stalkeio pessoas por hobby
Tenho muita vergonha de pedir informação
Não provo roupas pois me sinto na obrigação de comprá-las
Gosto de ver fotos de ex-namoradas do namorado para achá-las feias, tortas e burras (mesmo que não sejam)
Sei o nome de todas as celebridades, sub-celebridades, ex-celebridades e aspirantes a celebridades, mas ainda não sei explicar o meu trabalho
Me sinto pretensiosa e arrogante ao redigir currículos e fichas de emprego
Converso com apresentadores de telejornal e de programas de variedades
Assisto fielmente Caminhos do Coração
Gosto de adiar ao máximo a solução de problemas, até que eles se tornem problemas ainda maiores e mais difíceis. Tipo o português que comprava sapatos um número menor só pra ficar gostosinho na hora que ele os descalçava
Quero ter três filhos ou nenhum
Me sinto estranhíssima se não tenho nenhum problema
Acho que a culpa de todos os males do mundo é minha.

E esta foi mais uma edição da sensacional série memememe, aquela que nem eu mesma acho interessante.

quarta-feira, junho 04, 2008

Nhé

Já voltei e estou em depressão pós-férias.

Cortospulsos.

quarta-feira, maio 21, 2008

It`s London, Baby


Grande estreia
Upload feito originalmente por sussu1
Pretendia nao passar por aqui, mas essa eu PRECISO contar. Chegamos em Londres, uau, que emocao, etc. Demorou pros pontos turisticos comecarem a aparecer. Fomos andar a beira do Tamisa, ver a roda gigante, bonitas e faceiras. Dai surgem produtores mandando a gente ir pro lado e `keep moving, keep moving`. Varios cartazes de `filming in progress`. Tava esperando um comercial.

Eis que vejo uma grua. Uepa. Paramos. Dustin Hoffman e uma loira ainda nao identificada gravandinho uma cena. Em menos de meia hora na cidade jah tropecei em Rain Man, minha gente. Muita emocao. Gritarias e histerias e os produtores correndo a todo momento em nossa direcao mandando a gente keep moving. Keep moving my ass. Quero participar do filme.

Serio, foi sensacional. Nao havia jeito melhor pra uma gentalha como eu estrear por aqui. Os proximos dias prometem. Jude Law, me aguarde.

terça-feira, maio 20, 2008

Atualizacoes


Plaquinhas
Upload feito originalmente por sussu1
Como nao quero gastar muito tempo na net, estou fazendo direto no Flickr. Ateh porque posts diarinhos sao muito chatos, por mais que eu esteja amando muito tdo isso. MUITO.

Esta eh minha ultima noite em Oxford. Hoje fiz todos os passeios tematicos nerds que quis: fui ver o Tolkien mortinho, fui conhecer a Oxford da Lyra, fui no bar beber com o CS Lewis. Mande me prender. Me emocionei demais.

E amanha, Londres! O-ba!

sexta-feira, maio 16, 2008

No pub


No pub
Upload feito originalmente por sussu1
Dediquei o dia as lojas, porque Oxford eh linda, mas meu guarda-roupa eh mais. Tour basico zara-the body shop- marks and spencer seguido por andancas sem rumo. Fui procurar um castelo e achei a bendita Prymark. Eh realmente impressionante. Roupas, bolsas e ateh sapatos por duas, tres libras. Consegui nao comprar nada ainda.

Em compensacao, me acabei na livraria, porque aqui tem muitos titulos de autores que gosto e que nao saem no Brasil - tem mais um do cara do estranho caso do cachorro morto, sasse. A verdade eh que coisa para comprar nao falta. Tem muito e eh tudo lindo e criativo. Eh foda segurar a bolsa fechada.

A noite o casal me levou a uma festa de aniversario de um colega mexicano, num pub, claro. O mexicano fez faculdade com Gael e a namorada dele fez colegial com a Rory, a filha da Lorelai. bviamente eu enlouqueci quando soube, mas fui praticamente amordacada para nao comentar, jah que Oswaldo tem toda uma reputacao a zelar aqui e nao eh de bom tom demonstrar deslumbramento por celebridades. Em todo o caso, peguei um fio de cabelo do mexicano e um da namorada, pra colar na agenda.

Depois fiquei com dor de cabeca, porque eram muitas linguas ao mesmo tempo. Depois fiquei bebada e nao entendi mais nada, mas fiquei fingindo que entendia.

Do pub fomos para uma festa cubana em um dos colleges. Estava bem divertido, nao pela festa, mas pelo bizarro. Gringaiada pirando na salsa, dancando dos jeitos mais esquisitos como se nao houvesse amanha e eu praticamente sentando no chao pra rir e me recusando a dancar. Estraguei toda a fama de calientes das brasileiras sendo extremamente esnobe. Tambem tinham varios ingleses de blaser com o brasao da escola fumando charuto, espanholas maquiaderrimas, asiaticas fofinhas e mexicanos divertidissimos.

Esta sendo bem bom poder fazer turismo assim, vivendo o dia a dia do povo daqui. Porque segundo o Oswaldo, a rotina eh essa mesmo: estudar de dia, beber de tarde e ir a festas de noite. Quisera fosse a minha.

Amanha vamos pra Bath. Iei!

It`s Oxford, baby

Cheguei! ainda estou me beliscando pra ver se eh verdade, mas cada olhadela ela janela me garante que sim (da janela eu vejo arvores imensas, passaros que nao tem no Brasil e a torre de um dos colleges de Oxford).

Passar na alfandega, que era meu maior medo, foi ridiculo. Na fila, fiz a maior cara blase de toda a minha vida, pra disfarcar os oito tipos de piriris que estava sentindo.

Hello, disse a oficial indiana
Hello, good afternoon, disse eu muito sorridente e subserviente
How long are yu staying?
Twelve day?
Where ae you staying?
My friend`s house.
Friend or boyfriend?
Noooooo!!! Just friend, he`s married and...
It`s your first time in UK?
Uh, yes.
Ok. That`s it.
Don`t you want to see my ticket? my recomendation letter? my money?
No. That`s all. Welcome to London. Next!

0_o

E foi tudo. Dez minutos depois estava no trem, rumo a Oxfod, ainda incredula com a facilidade. Conforme fomos saindo da auto-estrada e chegando em Oxford, foi me dando vontade de chorar. Prque comecaram a aparecer as casinhas Tudor, e os vales verdejantes e as construcoes historicas. E os pubs. E as pessoas de todas as partes do mundo, falando todas as linguas. E tudo eh exatamente como eu imaginava, soh que melhor, muito melhor. O vento gelado batendo na minha cara fez eu acordar e ver q eu tinha que descer. Lucila e Oswaldo me esperavam na estacao, aquela gritaria, abracos e beijos, ficamos tao euforicos que nao soubemos como reagir quando a calca d velhinho na nossa frente caiu.

Ontem eu estava bem podre, com duas noites sem dormir, entao passeamos bem rapidinho pelas ruas, Oswaldo foi me mostrando os colleges e cemiterios seculares e contando a historia deles, sentamos num pub e bebemos. E jah foi o melhor dia de toda a minha vida. Imagino que hoje sera melhor que ontem e pior que amanha. Entao onde isso vai parar????

Hoje vou visitar o pub do Tolkien e a sala de jantar do Harry Potter. Muitas lagrimas devem vir ainda.

domingo, maio 11, 2008

Monotema, monotema, monotema, gaaaaahhh

Então é isso. Faltam 4 dias e agora sim eu estou conseguindo me dedicar à tensão pré-embarque. Albergue reservado (este ganhou a disputa porque tinha uma sala de jantar parecida com a do Harry Potter. :-p), todas as cartas de recomendação separadas, todos os extratos de cartão de crédito provando que eu tenho um problema não mamarei nas tetas do governo, dois dicionários de inglês para viagem nos bolsos, uma lista de coisas que devem ir na mala (por enquanto só quatro sapatos e não tentem me fazer diminuir este número, pois já foi um tormento restringir tanto).

Agora chegou a parte boa, de planejar os lugares para ver. Não faço idéia do que quero ver. Quero ver tudo, ponto. Na minha cabeça, tudo é absurdamente incrível e eu não sei como filtrar para caber em dez dias. Sei que quero ir no museu das pessoas de cera, por mais cafona que seja, é o mais perto que vou chegar do Jude Law, então me deixa. E no Tate. E o que mais? Sei que quero ver o castelo da rainha. Sei que quero ir em uma baladona, só para dizer que fui. Provavelmente nem vou gostar. Quero ir caminhar nos parques e em Nothing Hill me sentir a Julia Roberts. Quero ir ao cinema e ao Globe. Ao mercado de pulgas (que as pessoas insistem em dizer que é minha cara e eu acho que é um jeito meigo de me chamar de mão de vaca. ou de pobre) e à Oxford Street. Quero ver famosos nas ruas. Quero descobrir um jeito de tirar fotos miguxas de migo mesma sem morrer de vergonha. Quero parar de achar uma merda viajar sozinha. Quero comprar um pôster e uma camiseta de Trainspotting.

QUE MAIS???

Pensei em comprar uns guias mas, em minha parca experiência de viajante, eles nunca tiveram muita utilidade. As atrações recomendadas nunca são tão legais quanto às indicações de amigos. Por isso, repito:

QUE MAAAAAAAAAAIS???

Você conhece bons passeios em Londres? Sabe das melhores barbadas para compras? Conhece lugares gostosos para comer? É um profissional em fazer amizades em albergues (dicas especialmente bem-vindas. A sociopata que há em mim agradece). Dicas, por favor: ribeiropontosuzanaarrobagmailpontocom.

Eternamente grata.

ps.: Por favor tenham paciência com o monotema. Lembrem-se que esta é a grande experiência da minha vida. Quando eu voltar, provavelmente farei a Isabella, já que saberei que nunca mais vou passar por nada tão incrível e etc e a consciência do quanto a minha vida aqui é terrível se tornará muito maior. Por isso, sejam bonzinhos.

terça-feira, maio 06, 2008

Coração ligado, bit acelerado

Morro de medo de escrever trechos de música porque eu sou a rainha dos virunduns e vivo sendo humilhada em praça pública pelas coisas que eu entendo errado.
Dito isto, eu poderia ter usado o título Luís, saia de férias. Porque é só no que eu penso. Deveria ser gostoso, mas está me dando piriri. Para acalmar o coração da torcida descontrolense, aviso que o lance do passaporte deu certo. Fica pronto na véspera do embarque. Eu deveria jogar na Megasena e promover uma festa para a polícia federal curitibana, extremamente ágil, gentil e educada.

Mas tirando isso, tem o resto. Pelo resto, entenda-se que estou homeless no estrangeiro. Porque a amiga só pode me hospedar sete dias e eu fico doze. São cinco dias sem teto. Não tive tempo de procurar nem reservar um albergue e estou total deixa a vida me levar etc. Também não troquei dinheiro e não sei exatamente quanto tenho porque não sei fazer cálculo de férias. Não pratiquei inglês e só vou saber dizer "how you're doing" pro cara da alfãndega, que vai me mandar prender.

Fora isso tem trabalho, trabalho e trabalho que não acaba mais. Quero morrer. Quero cuidar da vida, sabe? Quero ter uma vida pra cuidar. Quero poder me divertir planejando minha viagem e não sofrer porque deveria estar trabalhando enquanto planejo. Semana passada tive lombalgia por causa das 16 horas diárias que passo na cadeira da firma, achei três novos cabelos brancos e meu braço formigou. Tipo, eu tenho 86 anos. A minha plástica ninguém paga.

Canfei. Enfim, me contem coisas, me mandem um guia de viagens, me mandem o endereço de um amigo que me receba. Estou carente e quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar.

segunda-feira, abril 28, 2008

All these things should make me happy



Porque mais vale um gosto etc. Mas confesso que gastar dinheiro já me fez bem mais feliz. Não é culpa da Melissa at all. Eu é que ando um nojo mesmo.

E faltam aí uns 15 dias pra grande viagem de todos os tempos e o checklist está assim:
Passaporte - Vencido e não renovado
Malas - Heim?
Dinheiro - Me falta
Programação - no máximo até a hora do almoço de amanhã. Não folheei um único guia.

Não dá pra ser feliz desse jeito.

quarta-feira, abril 23, 2008

Tremores

Então agora o Brasil não é mais um país tropical, abençoado por yada-yada-yada já que nós temos terremotos. Pois eu acho chique. Coisa de primeiro mundo, sabe? Perunta se Equador tem terremoto. Haiti. Esses lugares todos aí. Não têm. Acho que o terremoto é um passo rumo à evolução.

Sobre o fato em si, eu não senti nada. Nadzinha, que nem o pintinho da piada. Só fiquei sabendo no dia seguinte, quando meus irmãos ligaram levemente em pânico, achando que Curitiba pudesse ter sido soterrada ou sei lá.

E eu bem que estava precisando de um chacoalhão. Nhé.

quinta-feira, abril 17, 2008

Cenas de uma mudança


Cenas de uma mudança
Upload feito originalmente por sussu1
Pelas fotos dá pra ver por que eu sumi. Nunca mais quero mudar em toda a vida. Ainda não consegui tirar toda poeira, nem achar lugar pra todas as coisas, mas já posso chamar de lar. Estou contente, mas sei que é só o fogo da novidade. Já sinto uma saudade imeeeeeeeensa de São Paulo. Das minhas pessoas. Dos meus amigos que acham que eu morri. Tem dias que é foda e dá vontade de largar tudo mesmo.

Por outro lado, estou apaixonando pelas pessoas daqui. Que bom. E tem as pessoas de lá que estão aqui e fazem minha vida bem melhor. Que bom vezes dois.

Enfim. A casa taí, a disposição de quem quiser visitar Curitiba, essa cidade maneira, u-hu. O sofá é mega-confortável e eu faço panquecas incríveis. É só chegar.

segunda-feira, março 31, 2008

Casa nova, daí

Finalmente instalada em Curitiba. Ou semi. A casa ainda tem pó pra todo lado, o chuveiro não funciona, não tem gás, minha cama não chegou, mas busco não me desesperar. Por sorte, a perspectiva de uma provável demissão por incompetência está me distraindo dessas coisas pequenas, como a impossibilidade de um banho que não seja gelado ou de canequinha.

E agora que estou de casa nova, descubro que certo estava meu falecido*. A felicidade é um crediário das casas Bahia. Graças a ele, tenho lavadora e guarda-roupa novos e belos. Na medida em que um conjunto Bartira pode ser belo. Hum.

De toda forma, estou muito contente com a casa nova. Saí do apê em São Paulo em prantos, tipo deixando o braço pra trás e talz. Não queria vir at all.

Mas só precisei de dez minutos aqui pra me encantar com a maneira como TODOS os produtos de limpeza se encaixam tão perfeitamente na despensa. E pra encontrar 452 motivos pelos quais é ótimo ter um quarto-escritório onde cabem duas estantes e eu não preciso mais selecionar quais livros eu acho que impressionam mais e, por isso, devem ser espremidos na coluna da frente. E pensar em quantos objetos de decoração quero comprar. E reorganizar a sapateira 30 vezes. Enfim. Tá legal. Pena que vou ser demitida e nem vou poder aproveitar isso tudo. Aim.

Também descobri que consigo coordenar uma obra, organizar uma mudança interestadual, comprar móveis e dar conta das obrigações do dia a dia tudo de uma vez. Minha capacidade de suportar estresse é MUITO maior do que eu pensava. Eu só não consigo fazer a merda da Ortobon entregar minha cama. Amanhã vou mandar carta pro jornal e entrar no Procon. Porque também descobri que curto um barraco, pra aliviar o estresse. Este ano promete.

* Já fui parada na rua duas vezes por tiazinhas perguntando se eu era a viúva do Dinho. Pediram autógrafo e tudo. E eu quase dei, porque tive dó da pessoa pedir autógrafo pra uma sub-celebridade tão no ostracismo quanto ela. E sempre tem alguém que comenta a semelhança. Pessoalmente, eu acho que ta todo mundo louco, oba. Porque ela saiu na Playboy e tudo. Enquanto eu estou batalhando pra sair na Conta Mais, dando uma receita de bolo. Mas não reclamo, não. Bem melhor do que a época em que me comparavam com a gorda da Natália Lage.

terça-feira, março 18, 2008

As horas, os dias, os meses

Cara, não existe nada mais chato nesse mundo do que vida de adulto. Não consigo entender como as pessoas conseguem passar mais da metade da vida desse jeito. Como é que eu posso me concentrar em compras de azulejos, rejunte, pedreiro, gerenciamento de crises e pessoas, planilhas yadayada em semana de final de BBB? HEIN?? Quero que o mundo acabe em barranco, isso sim. Pra poder passar dez dias vendo Heroes e ouvindo a trilha sonora de Juno sem parar. Comendo jujubas.

Porque todas as outras coisas do mundo são tão mais interessantes que minhas planilhas e meus rejuntes.

E agora eu tenho data certa pra me mudar. E só consigo pensar em quanto tempo falta pra eu voltar. Nhaim. Me fode, vida traveca.

De todo modo, a melhor coisa do mundo dessa semana é ver toda classe, elegância, luxo e poder de Ana Maria Braga botando o psyco do BBB no seu devido lugar. "Fica piano, gordinho, que aqui é todo mundo educado". Chamou de xiliquenta, cortou o papo chato e ainda falou que tá gordo. Até Louro José ficou constrangido e tentando botar panos quentes. Amo, sinceramente, essa mulher. Desde sempre. Mas agora posso confessar. Ana, te dedico meu coração essa semana.

A segunda melhor coisa do mundo são os comentários dos ex-bbbs sobre os atuais. Atentem pra mudança da foto da Cida e da mágoa de miguxa do dr. Gê. Até hoje. Get a life, doc.

quinta-feira, março 13, 2008

Mika

O verdadeiro motivo de eu ir pra Londres é pedi-lo em casamento.

Fodeu

Joguinho de fazer cidades online. Não faço mais nada da vida, vou só ficar cuidandinho do meu tamagoshi.

Visitem, para que eu prospere: http://crepe-suzete.miniville.fr

\o/

quarta-feira, março 12, 2008

Linka eu, Bial

Pois é, gentalha. Agora eu sou da high, Vi ai pi. Big Bosta Brasil, aquele blog com três milhões quatrocentos e vinte e oito mil duzentos e quatorze milhares de acessos, me linkou. Tsá, meo bém? Fama e poder. Luxo, glamour, putas e viados de todos os cantos do globo.

E tudo que eu tenho pra oferecer é um cão comendo as próprias bolas.

* Ok, não linkou. Era só um trocinho que bota os links de quem deu acesso pra eles. Alegria de pobre dura pouquíssimo.

segunda-feira, março 10, 2008

Adoro




Em dias como hoje, é isso que eu tenho vontade de fazer. Pra distrair. Entendo completamente esse cão.
Muito mais de onde saiu essa. Aqui.

segunda-feira, março 03, 2008

OMG

Os quarenta minutos entre ligar o msn, receber bom dia da minha amiga em Londres e apertar o botão "confirmar compra da passagem" foram os mais emocionantes da minha vida.

Não porque eu vou viajar e rever várias pessoas que amo e ir para a cidade que eu sempre quis conhecer. Mas porque essa viagem é o maior sonho da minha vida desde, sei lá, 1997. E ela sempre ficou lá, guardadinha no canto reservado aos sonhos. Naquele lugar da alma onde vc gosta de ir, gosta de alimentar, mas no fundo acha que nunca vai passar disso. Sonho. Porque afinal é uma coisa tão incrível que você jamais poderia realizar, seria indecente.

Eu sei, é só uma viagem. Que milhares de pessoas fazem todos os dias. Mas pra mim é A viagem. Não sei se alguma vez já realizei algum sonho de fato, assim como estou realizando esse. Esse eu tenho plena consciência do quanto queria. Quantas mil vezes folheei o guia, vi filmes, li livros sobre. E sempre parecia algo reservado aos outros, aos mais corajosos, aos mais decididos. Não a mim.

Por isso, saber que o assento 14A, no dia 14 de maio, tem o meu nome, ultrapassa qualquer possibilidade de descrição. Com tudo que aconteceu desde 2005, acho que hoje é a primeira vez nesses três anos em que me sinto honestamente feliz.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Red Carpet

Oscar apresentado pelo Jon Stewart (master of my heart), estrangeiros ganhando prêmios a rodo, Daniel Day homem de minha vida Lewis ganhando melhor ator, irmãos Coen levando os melhores prêmios, a ex-stripper tudo de bom levando melhor roteiro, sem Rubens Ewald nos comentários.

Era tudo que eu pedi a Deus. Não fosse um detalhe: eu não vi NENHUM dos indicados.

Repitam comigo, bem alto: VIDA DE MERDA.

VA master

De Flávia Alê (e desse nome, pelamordedeus) pendurada no poste, usando bota dorada. Mimata agora.

Raquel mode on

Eu tenho dois celulares - um pros caléga, um pros miguxos.
Eu moro em hotéis.
Eu atendo clientes a qualquer hora.

Minha vida virou uma prostituição e eu nem percebi. :-S

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

\o/

Não param de chegar e-mails com faça isso e aquilo na minha caixa postal, mas eu já passei do tempo de ficar nervosa porque os dias estão simplesmente lotados e gritando que não vai dar tempo, não vai dar tempo. Agora, eu faço a egípcia (obrigada, Klein). Mimorrotoda por dentro, mas com classe.

E o trocinho pode apitar até explodir de tanta mensagem. Hoje eu quero tomar um porre pra celebrar minha casa nova, com dois quartos, muito espaço, janelões, vista para o coqueiro e para o papagaio esquizofrênico da casa vizinha.

PS.: Este blog aceita doações de móveis e eletrodomésticos em qualquer estado de conservação, pois a dona dele não tem sequer um pufe para fazer de cama. Gracta.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Mimimi

Em novembro, eu estava cansada. Agora, eu tipo morri e pareço personagem do George Romero. Aqueles que me dão medo.
Um indício de que as coisas vão de mal à pior, também, é que só penso em posts corporativos. Esse é meu único assunto, porque eu não tenho uma vida social. Daí quando eu saio, tomo duas margueritas, fico no maior dos porres e eternamente de ressaca. E daí percebo que fiquei velha e quero cortar os pulsos imediatamente. Velha e sem vida social. A velha do gato, sem gato. E sem casa. Uma faca, por favor, agora mesmo. Mas posts corporativos são chatos, então não escrevo nada. E quanto menos escrevo, menos vontade dá. Blé.

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Sid-nei

Daí que eu comprei vários livros cabeça pra aturar a modorra da minha vida atual. Me sentindo muito cult e superior. E então "Um Estranho no Espelho" caiu em minhas mãos. Que é daqueles bem bons para se ler cagando, porque tem frases do tipo "o corpo dela fora desenhado por um maníaco sexual" e "Ela se vingaria de todos eles, um por um" e porque toda a história gira em torno de uma moça bem burra e sem talento que, mesmo dando pra todo mundo em Hollywood, não consegue fazer sucesso e fica achando que a culpa é dos outros e não da falta de talento dela própria. O problema é que dá vontade de ficar cagando o tempo todo. Eu só quero chegar logo no fim, para ver como aqueles safadinhos vão terminar e como a tal vingança vai se dar.

Depois, quando acaba, me sinto extremamente culpada. Sempre que leio Sidney Sheldon me sinto extremamente culpada. Tanto que encapo para ler no ônibus. Porque todas as heroínas dele são umas ninfomaníacas gostosas e burras - menos a Tracy Whitney, que só deu pra dois cara no livro todo. Isso sem contar as outras presas da cela dela, mas foi um caso de abuso e etc. E não tem nada ali que enobreça meu caráter, depure meus sentimentos, engrandeça minha alma blablablá whyscas sachet. É só sexo e membros enormes e tramas mirabolantes pra todo lado.

Por que eu não consigo ler "Crime e Castigo" em dois dias? Ou "Os Sertões"? Ou qualquer coisa que não me envergonhe? Eu só consigo ler Sidney Sheldon em dois dias.

Eu deveria ser presa. Mas não junto com as colegas de cela da Tracy.

:-D

Tá passando "Como perder um homem em dez dias" e meu coração faz cosquinhas.

Motivos

Motivos pelos quais eu ODEIO Curitiba

- As imobiliárias são ruins de serviço, escrotas, mafiosas, desonestas, miseráveis e umas filhas da puta e eu estou quase preferindo morar numa caixa de geladeira a ter de falar com mais um corretor e implorar por uma merda de um apartamento.
- Faz frio e chove sem aviso-prévio.
- As calçadas de pedrinhas estão acabando com meus melhores sapatos.
- As pessoas se vestem mal demais.
- As pessoas colocam o "daí" no fim da frase e não no começo.
- Os taxistas falam sem parar.
- No sábado, as pessoas só saem na rua pra ir ao shopping.
- O Franz Café é "chique".
- Todo mundo se conhece.
- Geralmente não tem trânsito, o que seria um motivo pra eu gostar. Mas todo o trânsito do mundo sempre se forma na minha frente quando eu preciso chegar ao aeroporto. E só nessa hora.
- A comida é ruim.
- Não é São Paulo.

Motivos pelos quais eu gosto um pouco de Curitiba:
- Tem All Star de todos os tipos, cores, tamanhos, estilos e materiais possíveis.
- O lugar mais longe fica a 20 minutos.
- Me faz lembrar do show do Weezer.
- O táxi é barato.
- A comida ruim é barata.
- Tem umas bandas legais.
- Tem a Pedreira.
- Fica a duas horas e meia de Florianópolis.
- Eu não conheço ninguém.

:-s

Vidinha.

O telefone tocou novamente

Sério, estou A-MAN-DO o BBB Sádico. Estou amando o psycho ter indicado as duas melhores amigas pra ficarem presinhas nele. Estou amando as pessoas serem tão extremamente burras que quase ficam espertas.

Porque num BBB onde o melhor participante é um emo, só com muito sadismo pra aturar.

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Linha do tempo, parte 1

Forever Lost - The Magic Numbers
Heart of Glass - Blondie
Young Folks - Peter Bjorn and John
Les Lumieres de Paris/French Kiss - Pierre Adenot
As above, so bellow - The Klaxons
Don - Miranda
Cautioners - Jimmy Eat World
Back and to the left - Texas is the reason
Bones - The Killers
Blue Monday - Flunk
D.A.N.C.E - Justice
Borboleta - Marisa Monte
Guantanamera - Buena Vista Social Club
Infected - Bad Religion
Nocturna - Tosca Tango Orchestra
Grace Kelly - Mika


Basicamente, essa é a história que mudou minha vida. Escrita assim mesmo.
E ninguém precisa entender nada. Pra mim é tudo que faz sentido, todo o sentido do mundo.

Mal posso esperar pelas partes dois, três, quatro, um milhão.

Ui!!

Anotem: sexta vai ter babado forte envolvendo o nome de Renato Mendes e eu estou me gaMbando toda por saber disso em primeira mão.

Oi, The Sun, tamos aí viu? Te amamos.

terça-feira, janeiro 22, 2008

BBBosta 2008*

Comecei a assistir de verdade hoje, elegi Galego como favorito e ele vai sair daqui a pouco.

Puta mundo injusto, meo.

PS.: O lance do telefone foi de gênio.

* Qualquer semelhança com o melhor blog ever não é mera coincidência, é homenagem mesmo.

ghfsfahgsf

Profundamente transtornada com o passamento de Heath Leadger. Porque eu via todos os filmes dele e gostava e porque ele era bonito e bom ator e ninguém mais é as duas coisas hoje em dia.

Mas na verdade fiquei mesmo passada com o jeito do passamento. Porque ele foi tipo comido pelos gatos. Teria sido, né, não fosse a faxineira. E tinha 28 anos. Muito triste a pessoa ser comida pelos gatos aos 28 anos. Tenho muito medo disso, todos os dias. E isso porque ele era rico e famoso e até já foi indicado ao Oscar. Se acontece uma coisa dessas comigo, os gatos comem até os ossinhos até alguém lembrar de procurar.

Medo, medo e medo.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Necessidades

Eu preciso dar uns gritos. Eu preciso de férias. Eu preciso de um computador novo. Eu preciso de mais espaço para minhas coisas. Eu preciso sair mais, muito mais. Eu preciso viajar. Eu preciso voltar a estudar. Eu preciso fazer exercícios. Eu preciso comer melhor. Eu preciso parar de chorar, eu preciso chorar mais. Eu preciso dirigir. Eu preciso parar de ter medo. Eu preciso ligar o foda-se. Eu preciso parar com autosabotagem. Eu preciso de um cachorro e de um sapato novo. Eu preciso ir mais vezes ao cinema e à locadora. Eu preciso me declarar mais. Eu preciso de um emprego melhor. Eu preciso ler mais. Eu preciso ligar o som, deitar no chão e fechar os olhos muito mais. Eu preciso de mais cerveja. Eu preciso perder a barriga. Eu preciso dar mais atenção aos amigos. Eu preciso podar as plantas. Eu preciso ir buscar meu diploma e tirar MTB. Eu preciso fazer mais frilas. Eu preciso não comparar. Eu preciso parar de gastar. Eu preciso ganhar mais. Eu preciso passar uma tarde olhando o mar. Eu preciso de silêncio, eu preciso de música.
Eu não preciso resolver nada agora.


* às vezes é bem triste descobrir o quanto um post de três anos continua atual.
Mentira, tem mais uma: I'm not your bitch, bitch.

Oi

A respeito do dia de hoje e da vida enquanto um todo, só tenho uma frase: quirimbora.

terça-feira, janeiro 15, 2008

Porque eu estou emo

I Already miss you - The Kooks

I know you're feeling bitter
What i said last i didn't mean
And now that i'm a little better
This is what i meant to say

Babe i already miss you
Sweetheart i already miss you
Sweeteyes i already miss you
And you only just walked out the door

You know i hate talking on telephones
I'm so sorry its just my way
And now that i'm a little older
There's so much to you i'd like to say

Babe i already miss you
Sweetheart i already miss you
Sweeteyes i already miss you
And you only just walked out the door

Directions




quarta-feira, janeiro 09, 2008

Décima linha

Livros são como relacionamentos: vc sabe se vale a pena até a décima linha. Os livros que me fazem suspirar até hoje começaram com um "Uau", lá pela décima linha mesmo. Geralmente terminaram em lágrimas. Mudaram meu jeito de enxergar a vida, o universo e tudo o mais.

Na página 64 de "Tudo se ilumina", eu perdi o sono. Li e reli oito vezes, enxuguei as lágrimas, assoei o nariz e fui pro Google procurar o email de Jonathan Safran Foer. Eu precisava pedir a ele que parasse de me judiar e expor minha alma assim, e perguntar como ele podia saber disso tudo:

"Acordava toda manhã com o desejo de agir corretamente, de ser uma pessoa boa e significativa, de ser, por mais simples que isso pudesse parecer e impossível que fosse na realidade, feliz. E ao longo de cada dia o seu coração afundava, do peito para o estômago. No começo da tarde ele tinha a sensação de que nada estava certo e sentia o desejo de ficar sozinho. A noite, ele se realizava: sozinho, na magnitude de seu pesar, sozinho com sua culpa difusa, sozinho até na sua solidão. Não estou triste, repetia ele sem parar, Não estou triste. Como se um dia pudesse se convencer disso. Ou se se enganar. Ou convencer os outros - a única coisa pior do que ficar triste é deixar os outros saberem que você está triste."

Foi a primeira vez na minha vida que rabisquei um livro. Sublinhei esse trecho (mas bem de levinho, de lápis) e nunca mais parei de pensar nele. Ainda não sei como tudo vai se iluminar, pois ainda falta muito pro fim. Não quero que termine, porque não quero parar de ser desvendada e de sentir essa tristeza tão imensa e tão de verdade que ele me faz sentir.

Não é a tristeza de uma grande tragédia, nem de um romance irremediavelmente perdido, nem da morte. É a tristeza de todo dia, aquela que acumula dentro da gente que nem poeira nos cantinhos. Aquela que nos deixa com as "botas pesadíssimas". Aquela que você acha que só você sente, mas que na verdade é banalíssima.

Não achei o email dele. Mas se tivesse achado, a única coisa que teria dito seria "obrigada". Vou ali me deliciar com a tristeza e volto já.

domingo, janeiro 06, 2008

Fim das férias

A parte ruim de férias extremamente boas é que elas acabam e eu fico profundamente, PROFUNDAMENTE deprimida. Estou pensando que tenho de voltar ao trabalho amanhã e me dá vontade de beber cândida. E não devia né, porque as coisas novas e etc. Mas dá. Só penso em cândida. Penso e choro. Penso em pegar o avião e choro, ainda mais porque essa noite sonhei que estava em um avião e ele caía no mar, e eu morria, morria de verdade. Por sorte, o trajeto pra lá não passa pelo mar, mas estou sentindo uma vibe Ritchie Vallens nada agradável. De toda forma, mandarei minhas senhas do blogspot e do orkut pro Sassê, meu fiel do segredo, pra garantir. Deusulivre ter gente visitando meu perfil e me deixando recados pra descansar em paz.
Enfim. Blé. Espero que eu não morra. Não desejo que meu último post seja essa coisa mau-humorada. Tem que ser uma coisa bem linda e edificante, pra que vcs pensem em mim como uma criatura iluminada e chorem de saudade pelo resto da vida.

Humor negro à parte, desejem que eu não morra, ok? Sério mesmo. Muito medo.

* Pior de tudo é que até o horóscopo I-Google anda me dando esporro. Assim não dá. "Tying up loose ends is your main business today, for tomorrow starts a new cycle of work in the outer world. You want to have fun, but you cannot say "no" to your chores, even though sweet and friendly Venus is brushing up against your ruling planet, stern Saturn. Do the work first and have fun later in the day."

Minhas férias

Muito pheena e antenada com as tendências mais hypes do momento, fui passar as entradas no estrangeiro, porque essa coisa de litoral é sooo last season. 3.518 brasileiros igualmente hypados tiveram a mesma idéia e infestaram a capital portenha. Me mantive escrota e reclamando deles durante os sete dias. Afinal, reclamar dos compatriotas é trés chic.

A verdade é que essa foi a minha única desculpa para reclamar, já que a vida esteve absolutamente perfeita e mais um pouco nesse período. Se da primeira vez a palavra de ordem foi encantamento, e eu queria entrar em todos os lugares e fazer todos os passeios de turista e tirar foto até da privada do hostel, dessa vez foi mais descoberta mesmo. Sem a ansiedade da primeira visita, você consegue realmente "ver" o lugar onde está passeando. Consegue ver que as ruas são sujas, o ar é poluído e o rio é fedido. Mas também consegue sentir um pouco melhor como deve ser a vida de verdade ali, de quem mora ali. Isso é o que eu mais gosto em viajar - descobrir esses outros mundinhos e conhecer os hábitos parecidos e diferentes das outras pessoas.

Optamos por não pegar filas em museus ou restaurantes badalados - e o mérito é todo do namorado, que fez uma lista de lugares à prova de turistas, mais legal do que qualquer guia. Não fosse por isso, eu jamais teria conhecido a galeria Bond Street, um misto de Ouro Fino com galeria do rock, perfeito pra comprar camisetas divertidas e livros diferentes (miacabei na Rayo Rojo). Também não teria comido no El Obrero, que fica numa rua muito, muito feia e perdida no meio do Boca, mas tem a melhor massa e os garçons mais gente fina da cidade. No Mundo Bizarro, a gente quase se sentiu em casa. O bar é todo descolado, tem Betty Page pra todo lado e só toca música alternativa - inclusive brasileira (nada de Bebel Gilberto por aqui, amém!!).

Também foi bom nos perdermos - e isso fizemos muito! - sem preocupação. Nem sempre queríamos consultar o mapa e era uma delícia deixar Buenos Aires nos surpreender. Mas a verdade é que, apesar de todos os passeios incríveis e dos lugares escondidinhos, o melhor dessa viagem são as coisas que não se pode fotografar nem recomendar, só se pode viver. E essas eu não quero dividir com mais ninguém.