terça-feira, dezembro 25, 2007

Onda, onda, olha a onda

Sabe quando vc está lá no mar, boiando, curtindo uma marolinha na paz e de repente vem aquela onde miserávi e te engole e vc sai rolando e rolando e rolando e só conseguindo pensar na certeza absoluta que vai morrer? Daí vc para de rolar e percebe que está na beira da praia, com a boca cheia de areia, o joelho ralado e sem a parte de cima do sutiã? 2007 foi mais ou menos assim. É a única definição que eu encontro pra esse ano maluco, onde nada na minha vida foi certo ou definitivo. Foi um eterno rolar e rolar e nunca que a praia chega. Ainda não chegou. Consegui botar a cabeça pra fora pra respirar um pouco, mas continuo na onda. Não sei ainda COMO é que vou chegar na praia, se vai ser só um pouco de areia ou se vou mesmo me afogar. Seria bom ter um salva-vidas agora, que me enrolasse em um cobertor quentinho. Tem horas que eu preferia jamais ter entrado no mar. Mas na maior parte do tempo, só consigo pensar que a onda te afoga, mas também leva adiante se você souber pegar jacaré. Então vou nessa, segurando a parte de cima do biquininho.

Feliz ano-novo, nos vemos em 2008!

sábado, dezembro 22, 2007

Um desabafo que só diz respeito a mim

Devastação total. Você já sentiu isso? Não queira. Eu não queria sentir de novo, eu tinha jurado que não sentiria de novo.Você pode dizer que não há como prevenir esse tipo de coisa, mas há e é simples. Basta vc não deixar ninguém chegar perto o bastante , não deixar ninguém enxergar tuas fraquezas ou se tornar essencial para você. Pode parecer duro, mas vale a pena. Nada é pior do que a devastação, meu amigo.

As pessoas ficam se lamentando por passar pela vida sem sentir coisa alguma, mas isso é bullshit pra vender novela. Se você abre a guarda assim, está sujeto a ser avaliado, a ouvir o que não quer e sentir toda a gama dos piores sentimentos do mundo - o que você certamente também não quer. Claro, para chegar ao inferno, você passa pelo paraíso. Porém, o paraíso dura pouco, enquanto o inferno é eterno. Lá, vc é obrigada a se lembrar diariamente que não é bom o bastante, que não se esforçou o suficiente, que não gostou do jeito certo. E nessa hora, você deseja fervorosamente voltar no tempo, para não ser estúpida o bastante, para não se deixar levar pelas promessas do paraíso. Você deseja apagar o paraíso todo da memória e se reconstruir inteira, sem passado.

Então eu choro três litros, penso em sucídio, respiro bem fundo e começo a aceitar que não dá pra apagar o paraíso, a menos que a tentativa de suicídio inclua traumatismo craniano com perda de memória. E então eu me lembro do meu filme favorito, claro. Tudo sempre leva a ele. Joel precisou começar a apagar suas memórias para perceber que não era nada sem elas e que não queria ser alguém sem elas.

Eu sempre soube que isso podia dar tremendamente errado. Deveria ter dado, desde o começo. Mas deu tremendamente certo, e foi um susto para todos os envolvidos. Fui colecionando os momentos mais preciosos de toda a minha vida. Eu tinha vontade de guardar cada um em uma caixinha, para poder voltar a eles depois, para garantir que eles estariam ali quando nada mais estivesse. Se Lacuna Inc realmente existisse, pode ser que eu ficasse tentada a me tornar cliente. Agora, nesse minuto, eu ligaria pra lá, pediria pra apagarem tudo pra ver se pára de doer. E ia parar.

Mas ia sobrar o que? Como eu poderia viver sem a minha caixinha? Eu simplesmente não quero, mesmo que agora só me restem as lembranças. É muito pouco perto de tudo que eu tinha sonhado pro futuro. Mas é gigantesco perto de todas as outras caixas que eu já colecionei em toda a vida. No fim, não é só bullshit de novela. É devastação, mesmo, é semi-vida. Mas antes, nem vida existia, eu não existia.

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Remix corporativo.

O que acontece quando uma pessoa que avalia todo mundo pelo gosto musical ganha de presente da firma um CD com as músicas favoritas de TODOS os calégas?

Faz três dias que não paro de tecer teorias e falar mal dos outros. Tem Oswaldo Montenegro no CD, xente. Oswaldo Montenegro.

*mor-ri*.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

A volta dos mortos-vivos

É engraçado. Que eu me lembre, minha vida nunca esteve em tamanho caos. Entretanto, eu pareço ter chegado onde eu sempre quis, em todos os sentidos. Felicidade consciente. Go figure.

Hoje estou finalmente voltando pra casa, depois de um mês e meio sem sair de Curitiba. E volto pra começar a empacotar as coisas e me despedir do apartamento e de uma fase importantíssima, gostosa, valiosa, mas muito dolorida da minha vida. Não vai ser nada fácil deixar esse pedaço de mim pra trás, mas é um pedaço que já não cabe mais em mim. Vou ter muito o que pensar durante o interlúdio de 15 dias sem trabalho.

Mas vou acabar não pensando, porque vou preferir ficar de lua de mel e Buenos Aires, junto com toda a torcida do Curíntia. Parece que o Brasil inteiro resolveu passar as entradas no vizinho. Gentalha.

E daí, na volta, me preparar pra reviravolta de verdade. Achar uma casa em Curis (está sendo dificílimo. Todos os apartamentos aqui tem lavanderia dentro da cozinha, o que eu acho nojento e inadimissível. Se algum Curitiboca for leitor deste blog, por favor me ajude a achar um lar em sua cidade. Eu prometo lhe convidar para um café), preparar a festa de despedida em SP, assumir o papel de chefinha, me aceitar em terninhos.

Acho que o mais difícil mesmo vai ser assimilar que estou deixando SP pra trás. Não pra sempre, mas por bastaaaaaaante tempo. Bastante tempo sem caminhadas na Paulista, sem compras na Zepa, almoços na Liberdade, loucuras na 25 de março, peruagem na Oscar Freire, cervejotas na prainha, foguinho no CB, risadas na Fun House, cabecice na Augusta, corridas no Museu. SP é minha namorada de verdade. Amo aquela cidade de um jeito ridículamente bairrista, amo as coisas feias e bonitas dela, amo as pessoas que moram lá. Então agora vai ser um namoro à distância. Será que consigo aguentar as saudades, sentimento que me persegue obsessivamente?

Algo me diz que esse blog vai virar um balde de mimimis. Ai, ai.

terça-feira, dezembro 04, 2007

Efêmero

Eu estou feliz da vida e eu já tinha até esquecido como era isso. De vez em quando me dá vertigem, e eu acho que é a pressão que tá alta, mas não é. É só felicidade mesmo. E eu sei que esse post nem vai bombar porque felicidade não dá audiência, mas não posso mentir pro meu público.

Mas tudo bem, porque eu estou feliz hoje. Amanhã é outro dia.

Eu estou feliz porque a gente passou três madrugadas sem dormir publicando conteúdo, mas conseguimos entregar aquele maldito projeto com louvor, as pessoas choraram e se deram as mãos e cantaram cânticos. Mentira, mas elas disseram "obrigada".

Eu estou feliz porque voltei à editar notícias e a ter que passar várias horas do dia sentada ao lado do profissional antigamente conhecido como webmaster. Parece que hoje nem existe mais webmaster, né? Ele foi dividido em muitas outras funções, porque o salário de um webMASTER era caro. E o nome do cargo era pretensioso. Então, hoje eu passo hooooooras sentada ao lado de um publicador. Adoro. Fato é que eu adoro passar horas sentada ao lado de pessoas que fazem outras coisas que não escrever texto ou falar sobre escrever texto. O profissional antigamente chamado de webmaster é divertidíssimo. Assim como os designers. Nada mais delícia do que ficar lá com o designer decidindo se a página fica melhor com um ponto a mais ou um ponto a menos de cor. Ou detonando a foto que o megamaster of corporation of the universe escolheu pra home.

Eu estou feliz porque comprei duas blusinhas novas e brilhosas e ainda não estou no vermelho.

Eu estou feliz porque tenho namorado. E porque o namorado me diz "que bom que você existe". Ui, mimimimi. Mulherzinha mode on.

Eu estou passando mal de medo porque vou me mudar de cidade e aqui não conheço ngm, não tenho meus amigos e nem sei andar na rua. Mas estou felicíssima porque vou ter de caçar um apartamento novo. Amo caçar apartamentos.

E na verdade eu nem estava assim TÃO feliz até vir aqui e ler um montão de comentários fofos, tipo o da Ana Paula e de outras pessoas, que disseram que riem e se identificam com esse montão de bobagem que eu escrevo. Eu nunca acho que estou agradando. Então fico incrível quando vocês dizem que sim.

Se nada der certo nessa mudança toda aí e eu publicar este blog em livro, vcs compram? Porque sabe, alguém precisa comprar pra eu ter o que comer e continuar feliz. Estamos combinados?

segunda-feira, novembro 26, 2007

Vanucci mode on

Porque agora é mudar ou mudar de vez.

terça-feira, novembro 20, 2007

Meus roomates, os meninos

Tudo bem, eu reclamo. Muito. Mas tenho de reconhecer as coisas que fazem esse trabalho valer a pena. Dividir apartamento com dois meninos é uma das coisas mais divertidas que eu já vivenciei. Certo, meninas não deixariam o quarto parecendo uma instalação de arte moderna de tão bagunçado. Tipo meias no lustre, mesmo. Meninas não entupiriam a privada do MEU banheiro. Mas meninas também não passariam horas contando as histórias mais escatológicas e engraçadas. Nem teriam um gibi do Cebolinha na mesa de cabeceira. Nem abririam uma cerveja às três da tarde. Nem conseguiriam fazer 418 piadas a respeito do sabor do suco escolhido.

Essa capacidade de ser naturalmente podres e desencanados dos meninos me encanta muito. A capacidade de resolver tudo com um "ah, foda-se, seu viado", sem que isso implique necessariamente em um xingamento de verdade ou se transforme em mimimis é um bálsamo. Com meninos, é desnecessário falar sério. Se você quiser, pode passar o resto da vida só fazendo piadas e trocadilhos mongolóides, do tipo "tem posto aí atrás", que tudo bem. Eles REALMENTE não vão querer falar sobre seus sentimentos, a vida, o universo e tudo mais. E cara, muitas vezes tudo que eu quero é fazer trocadilhos mongolóides.

Eu adoro as meninas, adoro mimimis, adoro poder falar de temas existenciais profundos às vezes. Mas poder gritar "porra, caralho, vc entupiu meu banheiro" sem medo de ferir sentimentos é absolutamente sensacional.

Acho que se eu tivesse outros colegas de quarto, essa situação toda ia ser bem mais difícil. Provavelmente eu já estaria vendendo balas na estação de trem. Que bom que não é assim.

domingo, novembro 18, 2007

Das coisas que dão errado

Existem as coisas que dão certo. Muito certo. Tão certo que ficam chatas. A gente já sabe tudo o que vai acontecer e sabe que nunca mais vai se surpreender. Isso não é de todo ruim, já que a vida está abarrotada de más surpresas. Mas existem pessoas que são dependentes daquela sensação de incerteza, do frio na barriga, da montanha-russa. Até conseguem abrir mão dessas coisas por algum tempo, em prol de uma conquista maior, por acreditar que aquilo que elas têm vale mais do que essas sensações efêmeras. De fato, vale. Sempre vale. Mas o alcoólatra também sabe que as coisas que ele conquistou sóbrio valem mais do a delícia de saciar a vontade de beber. E nem por isso ele não bebe. Porque é químico, é maior do que o "eu não quero e pronto". Se fosse fácil assim, ah, se fosse. Metade da poesia do mundo estaria morta, porque as melhores obras nascem do erro. Ninguém escreve letra, livro, filme falando sobre como é legal andar na linha e acertar sempre. ou até escrevem, mas devem ser chatos.

E existem as coisas que dão errado - e que dão origem a essas obras todas que a gente ama tanto que se esgoela de tão boas. As coisas que dão errado são boas porque geram coisas boas. Sejam obras de arte, seja crescimento. Mas o processo de perceber que as SUAS coisas estão dando errado não é nada divertido. Perceber que não vai dar certo por mais que você queira e faça força e pense e se agarre e tentetentetente de todos os jeitos que você conhece é, no mínimo, frustrante.

E dói pra caralho. Porque você acha tão bonito e perfeito, e acha que daria um roteiro de filme de amor daqueles (porque afinal a NOSSA história é sempre a mais bonita do mundo) e, mesmo assim, tem que dizer "não, obrigada". Porque se você disser sim, vai chegar um momento em que não vai saber porque caralhos você disse tanto sim. E vai se odiar por ter dito.

Porque vai ver as coisas com toda a clareza, sem o manto do encantamento e da novidade, e vai perceber que nada era perfeito, nunca foi. Porque não existe perfeição no um + um. Existe o ajuste constante, e isso sim é que é bonito. É querer se ajustar para dar certo, é dar um pouquinho do seu tão sagrado espaço para que alguém se instale. A receita de bolo não tem nada de bonita e inspiradora. Ela é só banal.

Eu me cansei de dizer sim e de calar. E foi bom, porque eu descobri que eu valorizo minhas convicções muito mais do que eu achava que era capaz. E descobri que eu posso demorar um pouco pra perceber que eu devo dizer "não, obrigada". Mas quando eu consigo dizer, é porque é de verdade. É porque acabou. E isso me deixa cheia de orgulho. Queria ter alguém pra quem contar essas coisas todas. Mas me dá preguiça de explicar tudo, sabe? Desde o começo.
Bonito e triste, orgulho e frustração. Acho que pode dar samba. Ou não. Está tarde e eu vou dormir.

terça-feira, novembro 13, 2007

Cry for help 2

Alguém me dá um emprego, pelamordedeus.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Cry for help

Ninguém neste mundo, NINGUÉM MESMO, me conhece melhor que o horóscopo do I-Google.


The Moon in your sign, Capricorn, can force you to feel extra sensitive now. For others it might bring feelings of responsibility based on guilt. Although you aren't immune from feelings of low self-esteem, it's possible that a little show of vulnerability will be helpful. Remember that you can feel weakness without becoming a weak person.

u_u

terça-feira, novembro 06, 2007

BBB Corporativo

Acho que agora vai. Agora eu enriqueço mesmo. Finalmente tive uma idéia muito simples, mas genial, para vender para a Endemol. A idéia consiste em instalarem umas 30 câmeras aqui no flat/escritório onde a gente vive há quase 4 meses. Voilá: um Big Brother Corporativo prontinho pra ser exibido. Sem roteiro, sem manipulação, sem Boninho. Apenas as cicatrizes REAIS da vida REAL de quatro calégas obrigados a dividir um espaço pequeno e desconfortável e sujeitos às PEORES condições psicológicas.

Ia ser sucesso imediato, certeza. Porque tem tudo que o BBB tem de melhor (menos as bundas na piscina): barraco, choro, discussões enriquecedoras, piadas bestas, panelinhas, falsidade, muito, muito drama e conflitos psicológicos.

Cada vez que começasse uma reunião a audiência ia bombar, porque as reuniões equivaleriam às festas do BBB. Ou seja, sinônimo de quebra pau e baixaria. Em vez daquela decoração cafona das festas, muitos flip charts espalhados pela casa. Em vez de biquinis, terninhos. Porque esse é um programa família e não tem nada de pagar peitinho ou desfilar de sunga branca.

E tem provas também, como não teria? Quem conseguir cumprir as metas diárias, que podem ser simples como botar um post no blog do cliente ou completamente retardadas, como editar 33 textos em um único dia, ganha o direito à uma hora de TV. Quem conseguir fazer o cliente assinar o documento de validação, pode ir dormir antes das 3h da manhã ou até às 10h do dia seguinte sem ser olhado como leproso.

Entretanto, quem vai mal nas provas não sai impune, e aí está a mágica do programa. Não se portou bem na reunião? Três noites sem dormir! Não viu que o link daquele texto estava quebrado? Nada de banho hoje!Seus redatores não cumpriram o prazo? Jante uma bolacha estragada sem desgrudar os olhos do micro! O bacana é que em muito pouco tempo a sanidade vai toda embora e daí a galera começa a aprontar altas confusões, que vão fazer o público dar altas gargalhadas.

Pro pessoal do pay-per-view pode ser meio boring, admito, já que a gente passa looooooooooooooooooo-ooooooooooo-oooooongos períodos só olhando pro micro e digitando e suspirando. Mas esse tédio seria compensando de muitas outras formas. Afinal, nós não temos ofurô, mas temos um sofá-cama que faz pegadinha do malandro. Nós não temos gostosas de biquíni, mas temos cuecas com superpoderes.

E todo mundo aqui tem apelo junto ao público, modéstia à parte. Todo mundo chora litros, todo mundo diz frases de livro de auto-ajuda e todo mundo tem VÁRIAS histórias tristes pra contar. Os perfis-chavão estão prontinhos. Tem o malvadzinho, a boa-moça, a desbocada, o boa-praça, o psicopata. Basta escolher seu favorito e votar.

A única diferença é que o eliminado sairia "da casa" com um baita sorriso de alívio no rosto, feliz, feliz, pulando e gritando "Obrigado, Meu Deus". Já quem fica, se enfiaria embaixo da pia em posição fetal.

Sério, eu já ouço os milhões batendo na minha conta. E olha só Endemol: eu só quero 20% do lucro total do programa. Fica aí a dica, tá?

sábado, novembro 03, 2007

Pessoinha


Meu sobrinho tem nove anos e é a minha pessoa favorita. No mundo inteiro. Não porque ele é criança e engraçadinho ou porque ele tem cílios compridos e eu o acho a criança mais bonita que já existiu. Isso é tudo verdade, mas não é por isso que ele é minha pessoa favorita.

Quando ele ainda não sabia falar meu nome e dava passinhos vacilantes, ele ia até meu case e pegava o CD do The Specials. Sempre o do The Specials. E me pedia pra pôr pra tocar e ficava horas balançando a fralda. Hoje ele vem em casa, pega meu Ipod e ouve Libertines enquanto joga Playstation.

E um dia eu estava dando banho nele e deixei ele escorregar. Não aconteceu nada sério, mas ele bateu a cabeça e chorou e eu também chorei de susto e de culpa. Ele parou de chorar, me deu um beijinho e disse que não tinha machucado e que a culpa era do chão do banheiro, não minha. Ele é simpático, mas de pouca conversa. Demora a confiar nas pessoas e prefere ver DVDs sozinho, porque conversas paralelas o incomodam. Então, ele simplesmente senta do meu lado e segura minha mão e a gente assiste três desenhos seguidos sem falar muita coisa. E daí ele me liga sem motivo, só pra dizer que gosta muito, muito, muito de mim. E ele é esquisito e tem medo de zumbis. Mas é capaz de passar horas tirando fotos fazendo caretas e sendo bobo, sem nem me chamar de mongol.

Não existe a menor chance dele perder o posto de pessoa favorita. Ever.

quinta-feira, outubro 25, 2007

Megalô e Selma

Tem dias em que a gente não tá boa e pronto. Não precisa ter motivo. A gente é menina, é passional e isso basta para justificar passar alguns dias querendo ver o mundo se acabar em lava e enxofre. Nesses dias, eu fico bem pau no cu, contando vários mimimis para a Selma, minha lombriga. Porque eu não gosto de falar com gente quando estou de mimimis, só com a Selma. E com a Camila, porque ela pergunta. Nem parece gente essa menina, eu heim.

Mas daí hoje eu descobri uma técnica infalível contra a pau no cuzice desenfreada. Graças ao oráculo do I-pod, vejam vocês. Tava eu no auge da autopiedade e ele começa a sussurrar "Suzanne", do Weezer, em meu ouvido. Eu nem me chamo Suzanne, mas sempre acho que eles só botaram esse nome na música porque não sabiam escrever Suzana. E ignoro as duas letras erradas no fim e fico super achando que a musga foi escrita pra mim. Alô, megalomania? Mas "you're all that I wanted of a girl" é BEM melhor do que "não chores por mim, eu fui pro Alabama tocando meu bandolim", convenhamos.

E daí cacei outras musgas com o "meu" nome. E tinha "I love you Suzanne", do Lou Reed. Thank you, Lou, I love you too. E fiquei ouvindo em looping até me convencer que eu sou realmente uma criatura muito amável, digna dessas e de muitas outras canções em minha homenagem, parei de ser pau no cu e encontrei Jesus.

* Se alguém souber de outras musgas com meu nome, pode indicar. Mesmo as feias. Vou fazer uma playlist megalô.

Soy un atlas

Janice Winehouse diz:
mazintão, amica. natal na cabeça, né?
Suzana diz:
na cabeça, na alma e no coração
Janice Winehouse diz:
eu estava com receio de não ter mais sua glamourosa companhia
Janice Winehouse diz:
eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee
Suzana diz:
terás. vamos arrasar as areias cearenses
Janice Winehouse diz:
su, natal fica no RN. estaremos nas areias potiguares



Mimata agora. Emprego de professora de geografia riscado da lista. Resta a corretagem de imóveis.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Procrastinar é uma arte para poucos

Todo mundo fala em procrastinação, mas são poucos que tem de fato colhões para botar a teoria em prática. Procrastinar é muito mais do que ter preguiça de fazer as coisas ou ser disperso. Quando é esse o caso, a ameaça de passar noites em claro ou simplesmente não conseguir cumprir o prazo é suficiente pra fazer vc levantar a bunda da cadeira e acabar logo o que precisa ser acabado.O procrastinador profissional, no entanto, olha fundo nos olhos do prazo, cospe na cara dele e diz "pega eu". Ele tem a coragem, ou é apenas bastante imbecil, ainda não descobri, de ver o prazo diminuindo e não fazer nada a respeito. Mais: sentir um certo prazerzinho em ver o grau de dificuldade aumentar a cada minuto que ele passa fazendo qualquer outra coisa que não o trabalho chato que deveria fazer.

A procrastinação é uma parenta em segundo grau do masoquismo. Porque vc sabe que quanto mais procrastinar, mais vai se foder dicumforça bem gostoso ali na frente, mas quanto mais se procrastina, mais se quer procrastinar.Daí chega o dia de entregar os 12 trabalhos de Hércules e vc lá, vendo o mesmo episódio de Seinfeld pela oitava vez ou o programa do Márcio Garcia, ou arrumando a gaveta de calcinhas, ou arrancando pêlos inexistentes, ou fazendo buscas insanas na Wikipedia, ou postando divagações inúteis no blog. Até que a realidade dá na sua cara e então é aquela descarga de adrenalina que faz a gente suar frio, ter dor de barriga e de cabeça e ânsias de vômito e ficar gritando "não vai dar, não vai dar, eu não consiiiiiiiiigo".

Mas o procrastinador profissional sempre consegue. Só para poder olhar na cara daquele canalha filho de uma puta do prazo e dizer: "ganhei de novo". E para ter a satisfação de saber que fez em um dia (ou uma hora, depende do grau de profissionalismo do procrastinador), o que as pessoas regradas, que se relacionam bem com calendários, levaram semanas para conseguir. Mesmo que ele esteja completamente acabado e cheio de úlceras e se sentindo miseravelmente cansado. A sensação de um procrastinador profissional ao espezinhar o prazo é incomparável.


* Eu me considero uma grande procrastinadora, que sofre de todos esses sintomas aí. Mas a verdade é que hoje, e já há algum tempo, eu meio que desisti do esforço sobre-humano de tentar acompanhar o ritmo dos meus colegas que não procrastinam nada. Primeiro porque eu realmente não consigo e segundo porque eu não quero. Porque aqui, procrastinando ou não, o resultado é sempre o mesmo: ruim. E eu estou realmente cansada de me jogar tanto e não chegar em lugar nenhum e me sentir culpada todo o tempo e não dormir e não ver mais meus amigos nem a minha casa, que são as coisas das quais eu gosto de fato. Acho estranho ter que deixar de lado tudo que é importante pra mim em prol de algo que não significa absolutamente nada no meu universo. Sim, é assim que se ganha uns trocados pra pagar o teto que te protege da chuva ou os sapatos que fazem a vida valer a pena, eu sei. Mas hoje eu comecei a me perguntar seriamente e de verdade se eu não poderia extrair os mesmos trocados sem ter que abrir mão da minha vida, que é tão legalzinha. Eu acho que dá e acho que eu quero. Tô velha, cansada e sem saco pra tanta babaquice. Mas vou procrastinar um pouco mais nessa decisão. Tenho uma briga imensa com o prazo pra acabar, e ele veio armado.

domingo, outubro 21, 2007

Fico besta

Ninguém jamais imaginaria que as coisas fossem chegar no ponto onde chegaram.

terça-feira, outubro 16, 2007

I'm sorry, are you from the past?*

A Sony está exibindo o primeiro episódio de The IT Crowd, a minha nova série favorita de todos os tempos, pela 15º vez. E eu estou assistindo com o mesmo prazer com que assisti da primeira. Porque aquilo é TÃO a minha realidade que vocês não fazem idéia. Eu conheço 38 Roys e uns 12 Moss (inclusive conheço um de verdade, que se chama realmente Mos, com um ésse só). Eu consegui meu primeiro emprego de verdade, numa mega corporation de Internet, da mesma forma que a Jenny conseguiu o dela, ou seja, dizendo: "Eu sei ler e-mails, enviar e-mails, dar duplo clique, usar o mouse...". Desde então eu trabalho direto com web, embora nunca tenha descoberto como se assina um RSS, por exemplo. And I lie, and I lie, and I lie, that's what I do. E também já fingi ter longas conversas pelo telefone, sendo que a linha estava muda do outro lado, só para impressionar pessoas e conquistar território, exatamente como ela. E sempre compro sapatos menores que meu pé, da mesma forma que ela. E sugiro que as pessoas desliguem e liguem o computador quando ele dá pau, assim como o Roy. E tenho medo de aranhas e conto histórias constrangedoras das pessoas, como o Moss. E eu tenho um chefe que diz que temos de trabalhar integrados e em equipe, senão seremos demitidos. E quando alguém fala de tecnologia comigo, eu ouço o barulho de rádio fora do ar. Quer dizer, eu me vejo nesse programa a cada três segundos. E eu poderia escrever uma sitcom extremamente engraçada se tivesse talento, porque essas coisas SÃO DE VERDADE. Não há exagero em The IT Crowd, acreditem em mim. Aquilo é a vida real de muitas pessoas.

Fora que o jeito como eles dizem "This isn't shit, it's chóclat" é uma graça. Vida longa à The IT Crowd, a melhor série de todos os tempos da última semana. Ela me faz feliz comigo mesma, enquanto nerd pertencente a um grupo.


*Essa é a uma das melhores frases que eu já ouvi em toda a minha vida. Tenho usado (ou pensado em usar e thank God pelo filtro mental) com uma frequência assustadora. Obrigada, Roy. Te amo.

domingo, outubro 14, 2007

Jack Bouer who?

14h30: Desembarque em Congonhas
14h45: Ligação pro irmão pra dar um oizinho
14h47: Convite do irmão para ir ao aniversário de dois anos de uma prima de terceiro grau a 80 km de São Paulo
Entre 14h47 e 14h50: Lapso mental me fez dizer sim ao convite
Entre 15h e 17h: Estrada, com paradas em diversos pontos do caminho. Primeira vontade de chorar do dia
Entre 17h e 21h: Cumprimentos a familiares desconhecidos
21h04: Chiliquinho com o choro da criança birrenta que queria cajuzinho antes do parabéns. Vontade de chorar número 458
Entre 21h10 e 22h: Overdose de cajuzinhos, que foram liberados depois do escândalo da criança birrenta
Entre 22h e 0h00: Estrada e cotovelada nos irmãos irritantes dentro do carro
0h12: Chegada na casa da irmã, onde eu seria obrigada a dormir. Pranto descontrolado
0h17: Cunhado desce as escadas nu, carregando uma espada de samurai e acreditando que a casa havia sido invadida por ladrões. Um pequeno AVC me acomete
Entre 0h30 e 3h: Tentando inutilmente pegar no sono. Pesadelos com a espada samurai.
9h: Chegada do taxi.


Oh my, COMO É BOM FINALMENTE ESTAR NA MINHA CASA!!

domingo, outubro 07, 2007

Cante comigo

Se a minha vida tivesse trilha sonora - e eu adoraria que tivesse - estaria tocando algo bem feliz, tipo Rain Drops Falling on my Head, enquanto eu caminhava pela rua jogando uma maçã para o ar e dando pulinhos ocasionais.


A auto-censura pode ser muito saudável às vezes. Amber, a resposta à sua pergunta é sim.

domingo, setembro 30, 2007

Cinco coisas

Por mais indecisa que seja, eu não resisto a uma listinha. Obrigada, Clarice.

O que você estava fazendo há exatamente 10 anos?
Estava deslumbrada com o primeiro ano da faculdade, consumindo drogas e achando que seria correspondente de guerra para mudar o mundo com os meus textos. Pfff.

O que você estava fazendo há um ano?
Estava numa modorra desgraçada, me perguntando se a vida era só aquilo mesmo e tentando arquitetar um jeito de virar tudo de ponta cabeça. As vezes o universo escuta esses cochichos, eu garanto.

Cinco lanchinhos que você gosta:
Chocolate (sempre, sempre, sempre), Cheetos tubinho, Danoninho, empadinha, misto-quente. Um paladar bem adulto, por assim dizer.

Cinco canções que você sabe a letra toda:
Eu sei a letra toda de um milhão de músicas, porque eu acho que letras de música traduzem meus sentimentos todos por mim. Mas se só pode cinco, ok: Fight Test, Do you realize, Cure for Pain, Mad World, Forever Lost. De repente senti falta de uma coisinha mais feliz, heim. Fica Island in the Sun de suplente.

Cinco coisas que faria se ficasse milionária:
Iria pro aeroporto só com os documentos necessários pra embarcar para onde desse na telha, compraria todos os boxes de todos os seriados, mesmo os ruins, iria à Livraria Cultura com um carrinho de compras gigante, faria sessões de carboxiterapia ad infinitum e uma depilação definitiva. Só pra começar, porque a lista é enorme.

Cinco maus hábitos:
Fumar, continuar bebendo mesmo sabendo que a próxima dose será fatal, chegar atrasada, ver TV demais, gastar demais.

Cinco coisas você gosta de fazer:
Ficar de bobeira, ganhar beijo surpresa, comprar sapato, ir pro bar jogar conversa fora, gargalhar

Cinco coisas que você jamais usaria:
Ombreiras, calça santropeito, crocks, bronzeado alaranjado, botas pata de bode.

Cinco brinquedos preferidos:
Imagem e Ação, The Sims, Massinha, Master, Ipod.

My eyes, my eyes

Vídeo Music Brasil é toda a definição de vergonha alheia que uma pessoa precisa pra vida inteira. Quase morro.

Mas Juliette Lewis continua gostosa. Aliás, acho que está mais hoje do que quando chupou o dedão do De Niro. E é bem melhor cantora do que atriz, sem sombra de dúvida.
Fato é que, se ela me desse bola, eu casava. Fácil.

Paraíso tropical

Detestei o final da novela dicumforça. Oras, como assim o Olavo era o assassino? Agora é assim, é sempre o vilão mais óbvio o assassino? Eu já tinha detestado a Laura Prudente da Costa ser a assassina, mas pelo menos rolou uma surpresa, porque ela era tão vilã que eu achei que ele jamais apostaria no óbvio. Decepção, seu Gilberto. Desisto, viu, dessa vida de TV aberta.

Falando assim, parece que eu detestei a novela. Não procede. Eu amei Paraíso Tropical. Toda uma paixão incontida por Olavo Novaes e Bebel, o melhor casal de novela desde a cachorra e o michê. Aliás, se eu vivesse de escrever novela, só ia ter vilão. Porque é deles que eu todo mundo gosta mesmo. Mocinho só serve pra fazer figuração. Eu sequer lembrava que a Negrini tava fazendo papel duplo e que uma das Negrinis tinha morrido. Só pensava em Bebel. Se Camila Pitanga eu fosse ia pegar geral, só pegaria papel de mulé da vida daqui pra frente. E Tony Ramos e Zúlia agora vão fazer par romântico pra sempre, é? Coitada de Zúlia.

E por que a Dinorah recasou de branco? Dois filhos crescidos, minha senhora. Branco é pureza, etc e tals. Enfim. Teve até Miltam Naiscimento, por que a pobre não podia casar de branco, némess? Aliás, fiquei bem confusa durante o show de Miltam. Porque estavam lá todos os mortos, ressurgidos das trevas, dando aquele tom de "acabou a novela, eu sou apenas um ator curtindo um som". Mas daí aparece Fábio Assunção e Negrini na pegação, e e Heitor e Neli e mais umas pessoas. Daí eu não entendi nada. Ainda tava rolando novela e foi uma alucinação coletiva de todos os personagens assistir ao show junto com los muertos? Ou esse povo da pegação tava só de sem-vergonhice mesmo? Porque esse pessoal da TV é tudo assim desavergonhado mesmo, eu acho possível. Se alguém entendeu, é favor explicar.

sábado, setembro 22, 2007

Guarda-roupa de firma

Outro dia a Isa fez um post muito legal sobre o casual friday, esse fenômeno do mundo corporativo. A verdade é que o mundo corporativo é um universo paralelo para nós, mortais que não sabem fazer contas nem se expressar em apresentações do power point. Eu já borboleteio por ele há algum tempo e ainda não me acostumei com tudo. O lance das roupas é só o topo do iceberg.
Porque eu jamais botei reparo nas pessoas de terno. Tem um episódio do Scrubs em que o JD fala que simplesmente não enxerga as mulheres de aliança. Daí ele grita pra todas elas tirarem a aliança e - plop - um milhão de mulheres aparece. É mais ou menos assim comigo e as pessoas de terno. Eu não as vejo. Porque eu sou preconceituosa e avalio as pessoas pela roupa. É vergonhoso, mas é fato, é o que eu faço. Pelo menos a primeira análise. Da roupa, eu calculo o que a pessoa ouve, assiste, lê, pensa. Erro vergonhosamente em 80% dos casos, mas é uma atividade divertida tirar conclusões precipitadas e pensar a respeito do gosto dos outros. E com as pessoas de terno isso não é possível. Porque o terno não diz nada, diz? É um uniforme, uma roupa completamente inadequada para o nosso clima, que só indica que essas pessoas trabalham em algum lugar coxinha.
Mas para fazer parte desse mundinho corporativo, lá fui eu me munir de terninhos. Embora as mulheres ainda possam ousar mais nesse terreno - dá pra escolher estampas, cortes, camisas, sapatos e acessórios que tenham mais a ver com a sua personalidade e não te deixem tão pasteurizada - eu também me sinto uniformizada e desprovida da minha identidade. Como eu tenho de andar de mochila, não dá nem pra bolar um visual mais abusado jogando a responsabilidade na bolsa. Isso me deixou tão deprimida que preguei um bottom de uma pinup pelada na mochila. O cliente me olhou estranho e eu fiz cara de nem te ligo.
Todo esse rodeio, na verdade, foi pra dizer o quão idiota é ficar avaliando as pessoas pela roupa que elas usam, seja porque são obrigadas ou porque gostam. Entre os meus pares engravatados, há fãs de Clash, leitores de Pedro Juan Gutierrez, admiradores de David Lynch, guitarristas, baixistas, DJs, fechadores de bar, mochileiros, paraquedistas, gourmets, piadistas... Enfim. Um monte de gente absurdamente legal e de bom gosto, seja de terno ou de roupa de missa. E apesar de ser bem legal ficar classificando as pessoas em caixinhas antes mesmo de conhecê-las, surpreender-me com o que a minha intolerância me impede de imaginar tem sido bem mais interessante.

domingo, setembro 16, 2007

Vai querer algo mais da cozinha?

Fechar bar é coisa de gente chata e egoísta, que não se conforma em ir pra casa e não pensa que o garçom e o moço do caixa devem estar de saco cheio de atender pinguços incansáveis. Eu adoro fechar bar. Na maior parte das vezes, eu só percebo que o bar está fechando quando o garçom traz a conta sem a gente pedir ou quando eles começam a jogar sabão no chão e apagar as luzes. Mas há noites em que eu só fico até o fim por uma questão de orgulho mesmo. Uma coisa patética, de não querer arregar antes de fulano. E não precisa ser um fulano amigo, embora geralmente seja.

Ontem fomos a uma buátchi e eu apostei que não iria embora antes de um cara que escolhi aleatoriamente na pista. Olhei pro cidadão e pensei: "aposto que aguento mais que ele". Às quatro e meia da manhã eu estava absurdamente cansada, fedida e com sono, mas ele dançava como se não houvesse amanhã, o que me dava forças pra continuar firme no passinho. Ele foi embora às cinco. Eu paguei a conta às 5h40, porque desligaram o som e apagaram luz.

Se eu tivesse a mesma dedicação e cretinice pra fazer regime e exercícios, seria a maior gostosa do bairro. Ou pelo menos do meu quarteirão, já que a minha vizinha da frente malha diariamente, das 5h às 8h. Rá. Quem sabe em outra vida.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Rehab?

Recebi duas notícias hoje, uma muito boa e uma muito ruim. A reação para as duas foi a mesma:

"Precisamos sair pra beber pra a) comemorar/ b) afogar as mágoas"

Hello, problemas com a bebida?

segunda-feira, setembro 10, 2007

Mad World

All around me are familiar faces
Worn out places, worn out faces
Bright and early for their daily races
Going nowhere, going nowhere
Their tears are filling up their glasses
No expression, no expression
Hide my head I want to drown my sorrow
No tomorrow, no tomorrow

And I find it kinda funny
I find it kinda sad
The dreams in which I'm dying
Are the best I've ever had
I find it hard to tell youI find it hard to take
When people run in circles
It's a very, very mad world mad world

Children waiting for the day they feel good
Happy Birthday, Happy Birthday
Made to feel the way that every child should
Sit and listen, sit and listen
Went to school and I was very nervous
No one knew me, no one knew me
Hello teacher tell me what's my lesson
Look right through me, look right through me

And I find it kinda funny
I find it kinda sad
The dreams in which I'm dying
Are the best I've ever had

I find it hard to tell youI find it hard to take
When people run in circlesIt's a very, very mad world ... world
Enlarge your world
Mad world

quarta-feira, setembro 05, 2007

Tornei-me um hamster


Não está mais divertida a vida de morar no escritório. Acabou a lua de mel. Agora é só correr correr correr correr correr na rodinha, comer, correr correr correr na rodinha até dar esgotamento e eu desmaiar de sono. Fazer xixi é luxo. Beber água, só durante A refeição (porque só dá tempo de fazer uma). Minha vida está exatamente igual a de um hamster. Talvez um pouco pior, porque o hamster ainda é fofinho e pode ficar ali roendo bolinhas de cocô enquanto alguém afaga sua cabeça. E se ele for bonitinho, ganha bolinhas extras de cocô no fim do dia. Já eu, trabalho 16 horas por dia e não posso nem comprar uma blusinha na C&A. Não vejo mais sentido na vida quando percebo que estou invejando um bicho que come o próprio cocô.


* E nunca mais consegui pegar nos joguinhos de músicas de filmes. Continuam faltando vinte músicas e eu já decidi que vou roubar. Quero a cola. Todo mundo online no feriado me passando as respostas, ok?

sábado, setembro 01, 2007

Doente

Virei um vegetal. Não consigo sair da frente do computador enquanto não matar TODAS as músicas. Faltam 20.
Desse outro aqui, bem mais fácil, faltam 8. E tem o das séries, que eu consegui terminar.

Sério, brotoejas pelo corpo. Alguém me acuda. É muito difícil ser tão nerd.

quarta-feira, agosto 29, 2007

Oráculos

Oráculos sempre tiveram uma importância grande na minha vida. Sempre que me acontece algo marcante, eu penso: bem que o Personare me avisou, eu que não entendi o recado. Eu acredito em horóscopo, tarô online e sorte do dia do Orkut. Recentemente, a Sabrina me lembrou que eu também acredito em Sapino, que era o oráculo mais popular da petizada da terceira série do Sesi 413 (e da maioria das escolas nos anos 80) e podia ser desvendado por qualquer um que soubesse o alfabeto. Eu acreditava com tanta força no Sapino que chorava toda vez que dava O, de ódio. Dessa vez deu N, de namoro. Faço figas.
Mas daí que eu tenho um Ipod, néam. E eu descobri que, além de ser uma bolha imediata de autismo, o Ipod também é um oráculo. Minha brincadeira preferida agora é dormir com ele do meu lado e colocá-lo no ouvido assim que o despertador toca, às 6h45 da manhã. Eu ligo no Shuffle, escuto o que toca e já sei como vai ser o resto do meu dia. Hoje tocou Long Legs, então eu já sabia que o dia ia ser luxo. Ontem, foi Fight Test e eu fiquei meio confusa com a mensagem, it's all a mistery etc. Mas no final tudo fez sentido. Já na segunda a música do dia foi Miss Misery e eu me abstenho de comentar a merda que foi. Desnecessário se faz. Teve um dia aí que tocou I wanna be sedated e eu nem saí da cama. Porque eu levo a maior fé noIpod. De verdade.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Autista

Planejei todo o final de semana bem bonitinho. Assistir a 4 filmes seguidos no cinema, para compensar a lacuna de meses, comprar roupas de frio e víveres para o meu lar inabitado e ainda encontrar miguxos no que restar do sábado.

Daí a TV à cabo voltou. E eu a abracei tanto, tanto e pedi que ela nunca mais me abandonasse. Porque ela é a única sem a qual eu realmente não sei viver. Vocês não tem noção do quanto a minha vida ficou chata nesses 24 dias. Tipos que eu não tinha assunto nenhum mesmo e contei os dias. Fui riscando no calendário e tudo.

E daí que a perspectiva de um final de semana absolutamente autista, tomando sorvete enroladinha nas cobertas e ficando com dor na vista de tanta televisão, está me provocando loucura. É quase indecente a minha felicidade. E eu vou ficar mais três meses sem ir ao cinema e sem ver o porco aranha e sem ter o que comer.

Isso me assusta um pouco, sabe? Eu achar a vida tão mais incrível quando estou sozinha com a minha televisão.

segunda-feira, agosto 20, 2007

Passional

Eu acho que o drama é absolutamente necessário na vida das pessoas. Tenho horror de ir a um restaurante, por exemplo, e ver aquele casal que troca tipo 3 frases durante as duas horas que passa lá. E uma delas é "Me passe o sal". Eu prefiro o casal que joga água na cara um do outro e vira a mesa. Não tem classe, mas tem emoção. É vermelho (ou roxo de vergonha, como queiram), não bege. Tenho horror de bege. Não fica bem em roupas, sapatos, comida ou emoções. O bege não serve pra nada.

Na verdade esse post não tinha nada a ver com cores. Ele saiu de uma frase que a Dani soltou essa semana e que me caiu como uma luva:

Eu vou pedir de Natal duas coisas: um homem passional e um que caia em minhas chantagens emocionais... porque estes são meus sonhos de consumo.

Pessoas passionais e a Warner te fazem sentir. Mesmo que seja ruim. Eu prefiro sentir o que quer que seja a não sentir nada. E desde que a passionalidade (essa palavra existe?) não inclua agressões e tiros e facadas, porque eu sempre associo a palavra "passional" à crime.

E tudo isso foi só pra eu poder dizer que acho que ali no espaço de "relacionamento" do orkut devia ter a possibilidade de colocar "apaixonadzinha". Porque às vezes é a única definição que importa, néam?

Nhóim, eu tenho 12 anos.

quinta-feira, agosto 16, 2007

Anta


Paisagi
Upload feito originalmente por sussu1
Essa foto era pra ter entrado no post anterior. Mas eu ainda não sei coordenar as ferramentas todas.

quarta-feira, agosto 15, 2007

Acampamento

Daí eu estou na terra do leite quente com os calégas. Trabalhando feito uma louca, mas me divertindo mais ainda. Ontem almoçamos no japonês, jantamos no mexicano e tomamos muitas vozes de dodka no russo. Tudo super poser. Essa é uma constatação sobre essa cidade. É tudo lindo e limpo e simpático, mas cenográfico. As coisas não parecem de verdade, eu fico esperando o Antônio Fagundes e a Regina Duarte saírem de trás da pilastra e começarem uma cena a qualquer momento. Outra constatação é que há um puteiro para cada três habitantes. Nunca vi tanto puteiro na vida. Nice.
Fora isso, o flat onde nos instalaram é duas vezes maior do que o meu apartamento e eu me visto melhor do que a maioria das meninas que eu vi na rua até agora. E estou gostando demais de viver numa república com os meus calégas, que são as pessoas mais queridas da vida. Logo, a minha vontade de ir pra casa é zero. Hoje me lembrei que já é quarta-feira e uma lágrima escorreu melancólica pelo meu rosto. NÃO QUERO IR EMBORA.
Fora que aqui tem TV à cabo e pessoas que arrumam minha cama. Portanto, se alguém quiser se apossar do meu apê velho, pequeno e desarrumado em SP, fique à vontade.

sábado, agosto 11, 2007

Weeeeeeeee!!!

Eu preciso fazer malas, hidratar o cabelo, providenciar uma babá para os meus gatos, encher a despensa, dormir (hábito absolutamente excluído da minha rotina nas últimas semanas). Toda uma lista interminável de afazeres. Mas estou com um Ipod novo em uma mão e os três episódios finais de Heroes na outra. Criança em loja de doces perde.

terça-feira, agosto 07, 2007

Porque eu estou amarga

E porque a vida é mesmo um travesti, afinal de contas.

Maria del bairro style

No fim, acho que era tudo fome. Não preciso de lobotomia, preciso de uma feijoada completa.

domingo, agosto 05, 2007

Bipolaridade dominando a área

Porque eu não tenho nem um minuto igual ao outro, o que dirá um dia. E como não dá pra congelar o tempo, o dia perfeito acabou e deu lugar ao pior dos dias. Ou um dos piores. Uma delícia essa gangorra emocional.
Eu já me senti mal comigo muitas vezes. Com vergonha, arrependida, confusa, fodida, com ódio. Essas coisas básicas. Mas feito lixo, eu nunca tinha me sentido, não. Até hoje. Porque eu percebi que não me conheço nada, que não consigo prever minhas reações, que não sei por que faço as coisas até ter feito. No caminho, fica um monte de gente nocauteada. E daí eu acho que vai ser sempre assim, que não importa como eu faça as coisas, eu vou foder tudo invariavelmente. Sempre achei engraçadinho ser assim meio impulsiva, meio inconsequente, meio querendo ir até o limite pra ver o que acontecia depois. Só que não dá mais pra ser assim, olhar no espelho dói de um jeito quase insuportável. E não é tanto pelos outros envolvidos, embora pensar neles também me dê dor de estômago. Estou preocupada em saber por que eu me comporto dessa forma. Estou com dificuldade em aceitar que talvez eu seja mesmo um filha da puta e pronto. Porque eu não queria mesmo ser, mas tenho medo de estar nos genes, sei lá. Queria parar de jogar fora as coisas boas que eu consigo, queria parar com auto-sabotagem. Mas, de novo, eu só percebi isso agora que é tarde demais. Não sei se tem remédio pra essa coisa, ou se lobotomia resolve. Se tiver, eu quero. Porque está ruim além da conta.

*porque fazer desabafo em blog, esse lugar tão adequado, condiz muito com a minha idade mental.

sábado, agosto 04, 2007

Suspira

Eu queria poder congelar as últimas 24 horas E revivê-las ad eternum, como no dia da marmota. E eu que nem sabia que a vida podia gritar tanto.

quinta-feira, agosto 02, 2007

Pizza e poderes

Nerds de verdade gastam bastante tempo pensando nos super poderes que gostariam de ter. Eu penso muito nisso, mais do que me orgulha contar. Teletransporte é meu favorito, mas já cogitei invisibilidade e metamorfose. Porém, de volta a vida de solteira, têm me ocorrido que alguns outros superpoderes também seriam muito bem-vindos. Tem um em que eu sempre penso e adoraria ter: o da transformação em pizza. Porque muitas vezes já quis transformar rapazes em pizzas de quatro queijos, sabe?

Está tudo muito bem, muito gostosinho, muito relaxado e daí o cidadão diz alguma merda. Ou fica querendo "definir a relação", ou tendo uma crise de pânico porque acha que você quer casar e ter oito filhos, ou tendo um chiliquinho porque você deixou claro que não quer nada além daquilo mesmo que acabou de acontecer. Tem sempre um porém pra encher o saco. Invariavelmente.

Se eu tivesse meu poderzinho, nesse momento ele viraria uma deliciosa e crocante pizza, eu mataria a fome e dormiria feliz e satisfeita, com a cama inteira só pra mim. No fim, estou começando a achar bem boa a idéia de ser a véia do gato. Porque só de pensar nisso me dá uma preguiça tããããão grande. Que Heroes, que nada, viu? O que salva é a pizza.

terça-feira, julho 31, 2007

Je suis desolée

Je ne veux pas travailler
Je ne veux pas déjeuner
Je veux seulement t'oublier
Et puis je fume...


(Não quero trabalhar
Não quero tomar café-da-manhã
Eu só quero te esquecer
E depois eu fumo)

Seria mais pheeno e muito mais sofrido deixar só em francês mesmo. Mas eu quero empatia em minha dor. Obrigada, chu-xuzinha. Uma citação sofrida era tudo que eu precisava hoje.

domingo, julho 29, 2007

Sorte do dia

Sorte de hoje:Você terá felicidade e harmonia na sua vida amorosa

Ah, o orkut, esse maroto.

sábado, julho 28, 2007

Coma emocional

Acabei de tomar a decisão mais difícil da minha vida e de ter e pior conversa de toda a minha vida. Mudou tudo e eu não consigo enxergar um milimetro na frente. Só agora, já. Não sinto tristeza, alívio, raiva, nada. Nada. Não consigo chorar, nem comer, nem dormir. Nada. O mundo virou do avesso e eu estou postando. Eu não sei que tipo de reação é essa, eu não consigo entender o que está acontecendo e não reconheço essa pessoa que tem essas reações cinzas. Não sei o que é isso. Me dá medo, muito medo e isso é tudo que eu consigo sentir. Eu quero que a reação venha. Eu quero a depressão, a tristeza, o fracasso, eu quero sentir essas coisas, eu quero saber que eu ainda consigo sentir alguma coisa. Mas não vem nada. Eu sou uma zona morta.
Um dia de cada vez.

domingo, julho 22, 2007

Construção de caráter

Eu acredito piamente que todas as pessoas mais legais que eu conheço hoje em dia foram adolescentes extremamente feios ou inadequados para a sociedade. Inclusive vi fotos e comprovei a tese. De minha parte, revelo que eu tinha 88 quilos distribuídos por 1,58 cm, cabelón sem corte, bermuda xadrez até metade da canela e camiseta do Nirvana que parecia uma canga de praia. Só me faltava mesmo o bigodenho de empacotador, porque o resto estava todo lá. Era triste e sofrido. Eu chorava no escuro em posição fetal e ouvia músicas tristes e escrevia cartas e mais cartas suicidas. Uma vez tentei dar cabo da vida tomando todo o vidro de pílulas homeopáticas, daquelas de açúcar. Eu sabia que não seria fatal, mas esperava pelo menos uma dor de barriga. Tive apenas cáries, por causa do açúcar.
Mas nada disso vem ao caso. O que vem realmente ao caso é que eu acho que ser feio na adolescência ajuda a construir um bom caráter e faz as pessoas melhores. Porque em uma época da vida em que todo mundo só quer saber de pegação, feiosim tem que se destacar de outro jeito que não seja pelo look. Daí aprende a ser engraçado, a entender a piada, adota a ironia como segunda língua, aprende um outro talento qualquer que o permita se destacar (no meu caso foi a bateria). Daí quando a fase ruim passa, o peso extra vai embora junto com a maioria das espinhas e a pessoa desenvolve um gosto mais requintado no vestuário, sobrou mais coisa que o rostinho bonito. E dá pra aprimorar sempre.
Não que ser bonito na adolescência seja chato. Deve ser bem legal também, toda uma vida de glamour. Mas eu tenho o direito de acreditar que não ter sido do grupo popular trouxe valores pra minha vida, dá licença? Não sei se eu seria o quindinzinho que sou hoje se tivesse sido linduxa naquele tempo. Provavelmente não. Certamente eu seria a maior beatchi.

Acabou o recesso típico de quando eu fico louca do cu. Sol em Urano e essas merdas todas. Não que alguém tenha perguntado.

sábado, julho 14, 2007

Awkward


Volta, Tyra

Ficar sem TV à cabo tem implicações maiores do que eu imaginava. Não se trata apenas de não saber quem foi a eliminada no America's Next Top Model essa semana, o que já muito me deprime. Mas não é só isso, coleguinhas. Sem TV à cabo, eu sou obrigada ou a estudar ou a pensar. E como tenho uma preguiça maior que a vida, eu penso. E daí todos aqueles bichos que foram jogados para debaixo do tapete e esmagados pela emoção de assistir a um Heroes inédito, ficam saindo de lá e querendo agarrar amizade comigo de novo. É desconfortável e chato. Me obriga a tomar uma atitude e tomar uma atitude é chato. Então eu me recuso a fazer qualquer coisa e fico entrando em comunidades do orkut. Minha nova terapeuta, que é mega power e infinitamente melhor do que a terapeuta velha, super acha que isso é saudável e que o fato de eu achar que tomar uma atitude é chato é perfeitamente compreensível (Klein, minha dívida de cervejas com vc já chegou a mil?). Segundo ela, chegará o momento em que eu vou querer tomar uma atitude. Eu super acredito nela. Ou não.
Enfim, abrirei mão da faxineira e vou reinstalar a TV à cabo essa semana. A vida sem Tyra Banks está me botando louca.

quinta-feira, julho 12, 2007

Graça e elegância


Graça e elegância
Originally uploaded by sussu1
U-hu hang loose.

(testando a integração das minhas duas ferramentas favoritas)

terça-feira, julho 10, 2007

A pessoa é para o que nasce

Então teve festa da firma no sábado. Fui com minha blusa Clorozco, meu sapato dizebra, minha maquiagem importada e chapinha no cabelón. Uma lady, uma flor, uma dama de alta estirpe. Quase uma Jackie O.

Daí depois de meia hora eu derrubei bebida nas pessoas, queimei um convidado importante com o cigarro, tirei o sapato, fiz a dança da cobra, caí e perdi a capacidade de articular palavras. No fim da festa, dormi no sofá. No meio da pista de dança.

Eu sou Elaine Benes.

Jamais tira-se a pobreza da pessoa.

segunda-feira, julho 09, 2007

Classificados


- Procura-se técnico para consertar o filtro entre o cérebro e a boca. O meu não anda filtrando coisa alguma.

- Se ele souber como voltar o botão do foda-se para posição "desligado", pago em dobro.

sábado, julho 07, 2007

Um post absolutamente inútil

Todo dia eu me pergunto se a capacidade de uma pessoa falar merdas das quais vai se arrepender depois diminui um dia. Quem sabe depois dos 30? Será?

E eu estou tão cansada e desesperada com o tanto de coisas que estão acontecendo que fui à manicure e não notei que escolhi um esmalte exatamente da mesma cor da blusa que pretendo usar no convescote desta noite. Tããão cafona. Eu sou uma vergonha.

E cortaram a TV à cabo do prédio. Vou ali me suicidar e volto já. Alguém injete sitcoms em minha veia imediatamente, estou em grande agonia. Argh.

E eu avisei, antes que alguém se queixe.

domingo, julho 01, 2007

Posso pagar com o corpo?

Eu já perdi as contas de quantas vezes cogitei perguntar isso na boca do caixa. É tipo todo dia. Hoje mesmo eu quis perguntar isso, já que eu não tinha saldo pra pagar um xampu Nielly Gold de chocolate, que é hit no busão das sete da manhã. Foi tão deprimente. Fiquei com vontade de beber o pote todo de xampu e acabar logo com essa vida sem glamour. E o pior é pensar que eu BEBI bébi todo o meu salário. Inferno.

quinta-feira, junho 28, 2007

Nip/Tuck

Eu adoro Nip/Tuck. A protagonista troca o marido gato e bem-sucedido pelo anão, o marido gato e traído afoga as mágoas com a duende ajudante de papai-noel do shopping, Jacqueline Bisset rouba rins de quase todo o elenco, a ex-atrix pornô se rende à cientologia e o vilãozão vira comida de jacaré. Tá bom pra você, bee? Uma série que consegue continuar interessante mesmo se desenvolvendo em torno de histórias estapafúrdias como essas merece todos os prêmios, todo meu amor. Achei o episódio final da quarta temporada sensacional, criativo, divertido, um dos melhores da série. E ainda teve aquela cena construída em cima da música que foi coisalindadedeus. Quero mais! Agora em Hollywood.

Deixo aqui minha singela homenagem, uma letra da minha nova banda favorita da semana. Stay beautiful.

Brighter Discontent
The Submarines
Got a brand new roof above my head
All the empty boxes thrown away
I rearranged the place
A hundred times today
But the ordering of objects
Couldn't hide what's missing

All these things should make me happy
Make me happy to be home again
All these things should make me happy
Make me happy to be alone again

Got myself a bottle of red wine
Got a night of nothing else to do
I think I might know
What I really want
But is a brighter discontent
The best that I could hope to find?

Got a big black television set
Now I can watch just what I want
But I'm here staring up
At pictures on the wall
And where are you,
You're still stuck inside them all

All these things should make me happy
Make me happy to be home again
All these things should make me happy
Make me happy to be alone again

But love is not these belongings
That surround me
Though there's meaning
In the memories they hold
A breaking heart in an empty apartment
Was the loudest sound
I never heard

Got a desk I'll write myself a note
Pretending that it came from you
On hotel stationary
From the time we first met
Whatever I can do causeI won't throw my hands up yet

All these things should make me happy
Make me happy to be home again
All these things should make me happy
Make me happy to be alone again

But love is not these belongings
That surround you
Though there's meaningIn the memories they hold
A breaking heart in an empty apartment
Was the loudest sound I never heard

Well I'll be find if I dont look around me now
Too much for what's gone
If only I can wait here just a little while
And let time pass in my room

Bons sonhos para garotas de bom gosto


Vocês mulheres, que ficaram cheias de inveja e rancor quando eu postei as fotos do meu presente de aniversário aqui, não sofram mais. A Dani inaugurou sua loja online, a Babydoll. Corram lá e se esbaldem. Meninos, presenteiem suas namoradas e desfrutem dos agradecimentos. Como consumidora plenamente satisfeita, eu garanto: vale cada centavo e mais.

quarta-feira, junho 27, 2007

Vida de gado

Fazer frilas é algo complicado e inconstante e, embora seja meu sonho máximo de vida, não sei se conseguiria viver só disso. Eu tenho feito muitos ultimamente e percebi que é impossível estabelecer um padrão ou fazer uma tabela de preços ou prever o andamento das coisas. As pessoas são loucas e esse mercado é um morto muito louco. No começo de abril peguei um trabalho que eu sabia que ia ser pesado e que eu ia me foder um pouco. Mas eu me fodi como nunca, fiz 18 matérias em 3 dias, entrevistei 1254 pessoas, tive de ir umas oito vezes à farmácia comprar doses de paciência e auto-controle para não mandar as pessoas para a casa do caralho e vou ganhar tipo dois reais. Que ainda não foram pagos, por sinal. Era um lance muito mal pago e eu sabia desde o começo que seria, peguei o trabalho mais para fazer contatos que me interessavam. Não valeu nem um pouco à pena. Concomitantemente (A-DO-RO), peguei um outro trabalho fácil, gostoso, com um prazo amigo do peito e que paga ANTES da entrega. Se fosse botar na balança, o primeiro deveria ter pago o triplo e o segundo não valia tanto. E daí sempre que alguém me pede pra fazer orçamento de frilas, eu fico perdida, sem saber o que considerar, já que a tabela do sindicato é uma piada mais poderosa do que aquela do Monty Phyton. E esses trâmites acabam me cansando mais do que o trabalho propriamente dito. Será que todo mundo que trabalha como frila fica louco assim ou há como evitar a fadiga?

quinta-feira, junho 21, 2007

A véia do gato

Que fique claro, antes de mais nada: eu gosto muito das pessoas das quais eu gosto. O problema é que essas pessoas são poucas.

Esclarecido isso, fica mais fácil compreender o fenômeno que se segue.

Eu estou bem com medo de virar a véia do gato. Sabe aquela velhinha, que mora sozinha com 30 gatos, é meio louca e mete medo nos vizinhos? Essa. Porque essa semana eu descobri que não preciso de companhia nem mesmo para aquelas coisas que supostamente foram inventadas para se fazer em grupo.

(Há uma controvérsia aí, sobre o que existe para se fazer em grupo. Porque é relativo. Conheço várias pessoas, por exemplo, que acreditam que o cinema só existe para ser freqüentado por gente acompanhada. Que morre de vergonha de ser visto sozinho na fila do cinema e coisas assim. Já eu, acho que prefiro ir sozinha. Não gosto que falem comigo durante o filme, nem de sair antes de acabarem todos os créditos e nem que encostem o cotovelo no meu. É meio psicopata, eu sei. E também conheço várias pessoas que preferem almoçar sozinhas, coisa que eu detesto. Mas acho que só detesto porque ainda não aprendi um método para manter o livro aberto enquanto eu uso as duas mãos para cortar o bife. Enfim, relativo).

Shows foram supostamente inventados para a diversão grupal, para ir com os amigos e curtir um som u-hu muito louco. Embora durante o show você não vá exatamente interagir com eles, já que estará lá todo emo com a banda. Mas é o ritual do grupo que conta e tal e coisa. E daí eu fui lá e comprei o ingresso sozinha, toda autista. E se não aparecer nenhuma companhia até lá, tudo bem. Seria melhor cumprir o ritual do grupo, claro. Muito mais divertido. Mas não cumpri-lo não é mais fator de impedimento.

E se isso começar a contagiar todas as áreas da minha vida? E se eu me transformar naquela pessoa que fala sozinha na rua porque não tem saco de falar com mais ninguém? Aquela pessoa que recusa sair com os amigos para assistir “America’s Next Top Model”? E se eu virar a velha do gato, minha gente?? Acho um destino muito triste e cruel. Não deixem isso acontecer, fica aqui o apelo. :´-(

quarta-feira, junho 20, 2007

Piada interna



Don't try to understand.
Meu coração celebra.

segunda-feira, junho 18, 2007

Difícil

Se existe uma arte na qual eu não sou letrada, é a do flerte. Definitivamente, eu não sei flertar. Tem que piscar, bater os cílios lânguidamente? Tem que botar o dedinho na boca e fazer carinha de quem tá gostando demais? Tem que dizer "senta aqui no meu colinho, senta"? Tem que jogar o cabelón? Não sei, não sei, fico toda confusa, não consigo. Já perdi as contas de quantos possíveis interesses românticos se transformaram em amiguinhos por culpa dessa minha total inabilidade. Se eu conto pro cidadão que um dia pensei nele com segundas intenções, a reação é sempre a mesma: "Mas heim?". Eles nunca acreditam. E quando eu tento, a coisa sempre sai meio atrapalhada. Em vez de um simples "uau, andastes malhando?", sai "oi, quer namorar comigo e ter oito filhos?". Se alguém criasse o curso Flerte for Dummies, eu me matriculava agora. Porque ser amiguinha é ótimo, mas tem hora que cansa.

quarta-feira, junho 13, 2007

*MOR-RI*

+_+

Muita emoção, gentem, muita. Eu ganhei, simplesmente

OITO

pares de sapato. Oito. Eu não preciso mais comprar sapatos até o final do ano. E não sei se isso me deixa feliz ou triste, mas enfim. Oito. (Tudo bem que tinham me prometido VINTE, mas eu não vou reclamar que aí já é abuso, néam). Morri muito, ó.








segunda-feira, junho 11, 2007

Birits e buatchhh

Vou ligar pra Shonda Rhymes agora e agradecer por ter feito esse episódio que acabou de passar exclusivamente para a minha pessoa. Obrigada, Shonda. Vc realmente entende de mulheres, relacionamentos e amnésia alcoólica. Eu coração você.

Às vezes eu achoq ue deveria procurar um doutor para falar sobre o meu problema com a bebida. Just cheking, you know.

E eu não sou o tipo de pessoa que frequenta a boite, né? Até porque eu falo boite, e ninguém que fala assim consegue frequentá-la sem se sentir ridículo. Mas na véspera do feriado as pessoas bebem mais. E o bar favorito fecha e expulsa os bêbados sem dó. E eles nunca querem ir para casa porque consideram todo mundo pra caralho e a noite é uma criança e todos os caminhos levam ao Madame Satã.

Sinceramente eu não sei como eu fui parar lá. E não sei por que eu nunca tinha ido lá. Nunca vi tanto espartilho em toda minha vida. Nunca vi tanta banha orgulhosamente exposta em toda a minha vida. Nunca vi tanto homem de coleira em toda a minha vida. Não vejo a hora de voltar.

sexta-feira, junho 08, 2007

Glamour

Indicação de Alexal me levou ao melhor blog ever. De verdade:

Eu sempre compro sapatos enquanto tenho um colapso estranhíssimo, que somente mulheres amantes de sapatos conseguem entender.É como encontrar um pote de ouro no fim do arco-íris ou descobrir Atlântida. O coração bate mais rápido, o objeto de desejo passa a ter uma aura clara e luminosa. A melhor coisa é sentar-se e colocá-lo nos pés. Aquela sensação de "eu sabia que você nasceu para ser meu" e "eu sabia que iria ficar perfeito". Porque o sapato perfeito nada mais é do que uma idéia de perfeição, que é saciada em instantes nos quais você se levanta e caminha em direção ao espelho. E sorri pensando "ainda bem que eu recebi meu pagamento ontem". Depois da viradinha básica para o vendedor: "vou levar esse, pode passar o cartão". É meus amigos, eu sou doida por sapatos.

Vai lá. Você nem precisa gostar de sapatos, já que tem muito mais posts falando a verdade sobre as celebridades do que de sapatos. Vai lá agora.

Quero voltar para o ano 2000

Elas me fazem sentir

Até o último minuto*



Eu aceito a volta dos anos oitenta. Eu aceito 50 cent. Eu aceito a crise dos aeroportos. Mas eu não consigo de modo algum aceitar o fim. Porque isso terá um impacto tremendo em minha vida. Porque aqueles 60 minutinhos semanais eram a minha fuga preferida da realidade, desde que eu dei o braço a torcer à série, o que nem faz tanto tempo assim. Só comecei a ver na quinta temporada, porque eu achava que era uma série babaca de mulherzinhas só por causa daqueles "lalalás" todos. Mas bastou um episódio inteiro para Lorelai se transformar em meu exemplo de vida. Porque ela tem quatro anos, foge do próprio casamento e tem preguiça das pessoas. E é gata.
E hoje em dia eu penso que se realmente o paraíso existir, eu não quero anjinhos, nem harpas, nem 70 virgens. Eu quero acordar em Stars Hollow, sem o Taylor.

Coração partido irremediavelmente.
*Super fotografei a televisão, heim.

:-|

Fundo do poço MESMO é suspirar ouvindo Fergie.
Cortospulsos, viu.

terça-feira, junho 05, 2007

Adolescentzi

Eu já disse que adoro receber sms? Adoro receber sms. Mais que e-mail, muito mais que telefonema. Dentre as formas de comunicação nerd, o sms é meu favorito disparado.

Tipo assim, eu só quis dizer.

domingo, junho 03, 2007

Vermelho Volcano

Quem precisa de Prozac quando o cabeleireiro abre aos domingos, não é mesmo pessoal?

quinta-feira, maio 31, 2007

Um post para as paredes

Fazia tempo que eu não lia o blog dela (e o de ninguém, porque está tudo tão atribulado). Fiquei pensando nessa coisa toda do luto. Porque eu tinha exatamente os mesmos sonhos que ela descreve lá, e fiquei sonhando assim por um bom tempo, mais de um ano. E sentia e pensava as mesmas coisas. E fiquei meio mística por algum tempo, achando que ela podia estar me dizendo coisas, mesmo não acreditando que pessoas mortas se comuniquem com pessoas vivas. Não tem muita lógica na cabeça de uma pessoa profundamente deprimida.

O fato é que eu também passei a vida inteira acreditando que morreria se minha mãe morresse. Eu abanava esse pensamento, porque doía tantotanto. Daí ela morreu e eu não. E eu fiquei me sentindo extremamente culpada por não ter sequer desmaiado, sequer caído no chão. Eu estava no trabalho quando recebi a notícia. Eu não chorei. Só avisei que precisava ir para casa, que já nem era a minha casa mais (e eu me senti culpada por isso também, porque talvez se eu não tivesse saído de casa ela não tivesse achado que sua missão no mundo tinha acabado e não tivesse morrido). Meu chefe me levou, mas eu não lembro direito do que aconteceu à tarde nem no mês seguinte.

Mas a gente não morre quando perde a pessoa que mais ama, né? Se assim fosse, a humanidade já teria se extinguido. Mas um monte de coisa nossa morre, sim. Ou nasce, eu não sei. Eu tenho rugas hoje que não tinha um mês antes daquele dia. Eu tenho um jeito de olhar que eu nunca tive. Eu tenho mais preguiça das pessoas do que jamais tive. E acontecem coisas estranhas. Tipo sábado, que eu me diverti tantotantotantotanto. Daí cheguei em casa e, na hora de dormir, comecei a me achar um monstro por ter me divertido tão absurdamente. Afinal fazem SÓ dois anos e como eu posso simplesmente esquecer o assunto?

E eu já não tenho mais aqueles sonhos. Raramente sonho com ela. Raramente tenho insônia. Nunca perco a fome. E acho que estou sempre devendo esse sofrimento a ela, que era o mínimo que eu devia fazer - sofrer eternamente, para demonstrar o quanto eu sinto falta dela. Ou pelo menos falar mais sobre isso. Não para vocês, digitais, mas para pessoas de verdade. Eu nunca falo. Me sinto desconfortável com o sofrimento, meu e dos outros. Acabei achando um jeito de processar essas coisas cá comigo, e que funciona. Mas daí, quando eu leio ou ouço ou assisto esses sentimentos todos tão em comum com os meus, fico verborrágica. Não sei se é bom ou ruim, dividir essas coisas, porque tem horas que a gente QUER ser única e mais atormentada que os outros. Mas hoje eu acho que falar pode ser bom, nem que seja para eu ver or progressos que fiz de lá para cá.

quarta-feira, maio 30, 2007

All about Eve

Me, me, me.

- Nome: Suzanita. Porque yo soy muy gente.
- Idade: 28. Mas com umas idéiazinhas de 16, heim.
- Em caso de emergência, chamar: Hiro Nakamura
- Em caso de tédio, chamar: Lorelai Gilmore
- Em caso de não saber a quem chamar, chamar: Ewan McGregor, que levanta até defunto.
- Tipo Sanguíneo: A positivo
- Alergias: Nenhuma conhecida
- Tatuagens: Em élfico, si.
- Quantidade de dentes originais: Mas heim?
- Alguma vez quebrou algo? Apenas computadores
- Filmes que te dá vergonha quando alguém gosta: Os do Vin Diesel
- Livro favorito: (ex. O Nome da Rosa): Eu queria muito dizer Crime e Castigo. Mas é As Brumas de Avalon.
- Livros que disse que leu, mas na realidade só viu o filme (ex. O Nome da Rosa): A Fogueira das Vaidades. E O Nome da Rosa
- Cidade favorita: Stars Hollow, pela minha total e indesejada falta de conhecimento de cidades.
- Comida favorita: Morta.
- Palavra favorita: Livraria.
- Disco favorito: Não sei responder isso. Para falar de disco a gente sempre tem de parecer cool e entendido e hypado. Eu não me sinto capaz. Até porque os que eu mais ouço são aqueles que eu mesma gravei, modéstia à parte.
- Vista panorâmica favorita: A da minha janela realmente me agrada.
- Escola de psicologia favorita: A São Marcos, que é tão pertinho de casa.
- Conceito abstrato favorito: A natureza neoplatônica da filosofia medieval escolástica
- Filme de Woody Allen favorito: Love and Death, Annie Hall, Os Trapaceiros e Match Point. Olá, meu nome é clichê.
- Deus favorito (ex. Visnú): Ewan McGregor
- Você é alto? Sim [] Não [x] Não sabe, não contesta [ ]
- Entendeu o último filme de David Lynch : Sim [] Não [] Anão dançando foxtrot [x]
- Fobias: Barata, dentista e Zumbis
- Secredo inconfessável: Eu já confessei, para a pessoa errada.
- Você é: Ultra-direita [X] Esquerdistazinho [ ] Ambíguo [] Não sabe, não contesta [ ]
- Beatle favorito: J. [x] P. [ ] G. [ ] R. [ ]
- És amigo do alheio (ladrão, gíria hispânica, hugo chavez usa o termo)? Sim [] Não [x]
- Comerciais te deixam nervoso? Sim [X] Especialmente o do menino que quer fazer cocô na casa do Pedrinho. Não [] Não sabe, não contesta []
- Livros de auto-ajuda te deixam nervoso? Sim [X] Não [] Não sabe, não contesta [ ]
- Questionários te deixam nervoso? Sim [] Não [X ] Não sabe, não contesta [ ]
- "Não sabe" e "Não contesta" são a mesma coisa? Sim [ ] Não [x] Não sabe, não contesta [ ]
- Explique em vinte palavras ou menos, por que O Nome da Rosa, de Umberto Eco, se chama assim: Porque Umberto achou que “Páginas amargas” ia dar muito na vista.

*Peguei de um blog que descobri hoje, enquanto pesquisava a respeito de Polyphonic Spree, e agarrei amor. Ando agarrando amor com muita facilidade ultimamente, vide Polyphonic Spree e Mika.

*Se tivesse a opção: ser citada em blogs alheios te deixa nervoso? eu assinalaria sim. A culpa é um fardo tão pesado.

terça-feira, maio 29, 2007

Sexo, fotos e rock and roll

Fui ver a exposição do Supla de ressaca, sem dormir e tendo tomado apenas uma neosaldina de café da manhã. Estado de espírito bem adequado ao tema, mas que me deixaria de muito mau-humor em qualquer outra ocasião. Mas a exposição é tão legal que não dá. Só me arrependi de não ter tentado enfiar umas três ou quatro fotos da sessão punk embaixo do braço e saído correndo.

Minha vida, a sitcom

Provavelmente não acontecem só comigo, essas coisas estranhas. Mas eu sou ególatra e creio que sim. Ou então, que comigo é mais estranho que com os outros. Nunca conheci ninguém, por exemplo, que tivesse atraído a atenção de um bombadinho fanho na fila do banheiro do bazinho da esquina, que insistia em me perguntar se eu conhecia o Paxá, mesmo eu repetindo "oi?", "oi?", "oi?" sem parar, já que eu só entendi "a-á?". E que tinha um amigo que foi dizer alô para a desconhecida na fila - no caso, eu - e lhe escapuliu o chiclete da boca. Ou que recebeu um correio elegante, ficou toda prosa e depois de três minutos o mensageiro veio avisar que o correio era para outra pessoa. Eu devia era escrever um livro de capa bem rosa e cintilante, com o título em letra cursiva, falando sobre as agruras da mulher moderna, transformá-lo em um best seller e ganhar um monte de dinheiro pra poder me dar ao luxo de nunca mais sair de casa. Para evitar a fadiga.

domingo, maio 20, 2007

Precisa-se

De um administrador competente para cuidar das finanças de mulher descontrolada que acredita que o céu e o crédito são o limite.

Requisitos necessários: O candidato precisa ser mão de vaca a níveis estratosféricos e capaz de realmente me convencer que poupar me trará mais alegria a longo prazo do que gastar imediatamente em uma bolsa nova. Ele terá a permissão de dar uns chacoalhões para me trazer de volta à realidade em determinadas ocasiões nas quais tal atitude possa se tornar necessária. Em contrapartida, deverá arcar com as despesas médicas decorrentes das agressões físicas que possa vir a sofrer.

Remuneração mensal: tantas paçocas quanto ele possa comer e um beijinho no rosto.

Remuneração extra: Se o contratado for competente de verdade e os resultados aparecerem, cervejas semanais enquanto durar o serviço.

Alguém se habilita?

quinta-feira, maio 10, 2007

Moda estranha

Eu não tenho a menor propriedade pra falar de moda, o mundo bem sabe. Eu, que usei uma camiseta GGG do Suicidal Tendencies até os 24 anos de idade, que comprei o meu primeiro sapato social aos 25, que uso bolsa verde com sapato vermelho, devia me recolher à minha ignorância. Mas não consigo, sabe. Tem coisas que eu não consigo. Quando a moda bichos chegou, por exemplo, eu achei estranha. Parecia que todo mundo tinha saído de um cabaré barato. Depois acostumei e até comprei um sapato de zebra. Porque eu sou meio fashion victim agora. Então tudo é relativo. Menos a moda cigana, como bem lembrou a Renata. Por que, meu deus, as pessoas insistem naquilo?

Por que saias tão compridas? Para que tanto bordado? Por que tudo tem de cheirar à incenso? Eu achei que o fim da feira da praça da República fosse dar um jeito nesse horror, mas qual nada. E por que TODO MUNDO que usa moda cigana parece se jogar no guarda-roupa de manhã e sair na rua com o que lhe cair na cabeça? Hoje mesmo. A moça estava com uma blusa amarela justinha, dessas da Renner, uma saia cigana ROXA, cheia dos babados, e um sapato de oncinha. Parecia que cada parte do corpo dela pertencia a uma pessoa diferente.

Eu fico triste. Porque um dia essa pessoa vai ver a luz. E vai olhar pra trás e sofrer tanto. Rezo pela invenção da pílula do senso estético, viu. Aproveitando a visita do outro lá.

segunda-feira, maio 07, 2007

sábado, maio 05, 2007

Eu estou bêbada há 24 horas sem parara. Bebado não diz nada que presteBebado não devia ter banda larga. Bebado não sabe acentuiar e não devia assumir compromisso com ninguém, nunca. Comprmoisso fede. Quero ficar bêbada para sempre, amém.

domingo, abril 29, 2007

Somos todos tão jovens

Sinto-me tão adolescentzi ouvindo Franz Ferdinand à uma da manhã diante do computador. Lágrimas de júbilo, até que me lembro que adolescentzis estariam diante do micro vendo putaria, e não trabalhando. Chora.

*Pra fazer a sensação persistir, aderi a mais uma. Porque sempre rir.

Under pressure

Eu nem gosto tanto assim de Queen, mas vou dizer o que??

Pressure pushing down on me
Pressing down on you no man ask for
Under pressure - that burns a building down
Splits a family in two
Puts people on streets

That's o.k.
It's the terror of knowing
What the world is about
Watching some good friends
Screaming 'Let me out'
Pray tomorrow - gets me higher
Pressure on people - people on streets

O.k.
Chippin' around
Kick my brains around the floor
These are the days it never rains but it pours

People on streets People on streets
It's the terror of knowing
What this world is about
Watching some good friends
Screaming 'Let me out'
Pray tomorrow - gets me higher high highP
ressure on people - people on streets
Turned away from it all like a blind man
Sat on a fence but it don't work
Keep coming up with love but it's so slashed and torn

Why - why - why ?
Love love love love love

Insanity laughs under pressure we're cracking
Can't we give ourselves one more chance
Why can't we give love that one more chance
Why can't we give love give love give love give lovegive love
give love give love give love give love
'Cause love's such an old fashioned word
And love dares you to care for
The people on the edge of the night
And loves dares you to change our way of
Caring about ourselves
This is our last dance
This is our last dance
This is ourselves
Under pressure

sábado, abril 28, 2007

Culpa

Eu tinha escrito um post enorme sobre culpa. Daí achei uma bosta e senti culpa por fazer as pessoas lerem isso e joguei fora.

quinta-feira, abril 26, 2007

Imagine aqui uma caretinha

Sei que o assunto já deu, mas o blog é meu, a bola é minha, gentalha, gentalha.
Estou em uma relação totalmente bipolar com o meu trabalho. 38 emoções contraditórias por hora. Eu sempre reclamei de fazer trabalho acéfalo e preguiçoso, então eu acho que estou pagando por todos esses anos de falatório. Porque lá tem que pensar. Muito. E nem é esse o problema. Pensar me dá dor de cabeça, mas eu consigo. O problema é eu ter de escrever um livro de fórmulas químicas em russo por dia, if you know what I mean. Sim, amiguinhos telespectadores, eu continuo não entendendo na-da. E isso está me chateando, porque eu ganho pra entender as coisas. E sinto culpa por ganhar e não fazer.
Por mais que todo mundo diga que é normal eu não entender nada no começo, que vou pegar o jeito e tal, me incomoda muito essa sensação de estar cega no meio do tiroteio. Me incomoda eu ter quase dez anos de experiência profissional (ai, rugas surgiram só de pensar nisso) e ser tachada de júnior. Júnior é meu cu, meu próprio cu entende? E o pior é que tenho de ficar calada, porque eu realmente engatinho naquelas coisas bizarras todas. E tem dias que eu tenho vontade de gritar BASTA e demitir-me. Quase todo dia. E tem dias em que eu acho que é legal eu aprender aquelas porras. Não sei pra que, mas acho que pode ser legal. O que sei é que meu chefe devia estar bastante embriagado quando me contratou. Assim como eu, quando aceitei. Ou era só a bocozice natural, mesmo. A minha. Aceitei o emprego sem saber do que se tratava, só sabia que era novidade. Toma-toma-toma, monga. E tem o lance do meu orgulho também, de eu ter me prometido sossegar a periquita e durar no emprego. E tem as pessoas, que são muito queridas e ótimas companheiras de bar. E o vale-refeição. Ai.
Uma bagunça, meus sentimentos. Queria tanto um fármaco pra me ajudar nessa hora. É tão ridículo estar há três meses na função e não saber nem descrevê-la.

segunda-feira, abril 23, 2007

Eu quero sair do clube

Eu parei de assistir ER há uns 5 anos porque eu sofria demais, me envolvia demais. Eu levo a televisão super a sério. E eu acho que Grey's anatomy deve ir pelo mesmo caminho, porque é sofrimento e dor e lágrimas demais. Só que em ER, eu sofria pelos outros. Em Grey's Anatomy é pior, porque eu sofro por mim mesma. Tipo hoje. O episódio acabou há umas três horas e eu simplesmente não consigo parar de chorar. Porque eu estou cagando se a Meredith vai ficar com o Lover Boy, de verdade, mas daí a Cristina disse que lamenta pelo George ter entrado para o clube, e o George disse que não consegue imaginar viver num mundo onde o pai dele não existe e isso nunca acaba porque vc nunca sai do clube, nunca mais. E eu queria que fosse como em Volver, não em Grey's anatomy. Eu quero sentar em frente à TV, coçar o imbigo e dar risadas vazias. Por que não se fazem mais seriados como Married With Children?

PS.: Eu contei que fui atingida por um raio?

segunda-feira, abril 16, 2007

Sucumbo

Nunca. Trabalhei. Tanto. Em. Toda. A. Minha. Vida.

Peço arrego.

Agora.

sexta-feira, abril 13, 2007

O inconveniente

Daí, né, eu tava lá na reunião com uma moça fofa, simpática, dava pra ser amiga (eu sempre fico pensando nesse tipo de coisas durante as reuniões, se dava pra ser amiga daquela pessoa, onde será que ela comprou aquele brinco e blá. Acho que é por isso que eu não entendo nada do trabalho). Daí ela foi mostrar uma página pra gente, pra toda a sala cheia de pessoas, que tiveram de sair de suas cadeiras e se postar atrás dela e dos dois lados dela, em pé, enquanto ela mostrava tudo, sentada. E eu fui explicar uma coisa pra ela e me inclinei pra apontar as coisas na tela. "Porque aqui você pode usar essa cor e jogar essas coisas pra cá e" TÃ. Um mamilo. Ali, nas fuças de todos, muito serelepe e faceiro. Quem consegue ignorar um mamilo quando ele quer participar da reunião? Quem consegue manter o fio da meada? E daí eu não sabia se avisava, porque não tem muito como, né? "Oi, daí você joga esse link pra cá, guarda seu mamilo e muda essa fonte". Ele ficou lá até o fim. Três longas horas. Passando frio, coitado. E dali pra frente eu fiquei o tempo todo me colocando no lugar da pobrezinha e não prestei atenção em mais nada. Tomara que ela nunca descubra que isso aconteceu. E se algum dia meu mamilo ficar de saliência na frente de qualquer um de vcs, sejam meus amigos e façam um sinalzinho discreto. Ou então jamais comentem isso comigo.

segunda-feira, abril 09, 2007

Praia, eu quero uma pra viver



Estava precisando realmente disso. Distância de fios, cabos, redes, monitores, ligações, gente chata, dúvidas, mau-humor. Me preocupando apenas com a temperatura. Pena que durou pouco, pena que já estou de volta ao inferno e ele está mais feio e insuportável do que nunca. Eu preciso urgentemente de coragem e um barco.

segunda-feira, abril 02, 2007

O poder do AbShaper



Super 1987 o batom uva de Rodrigo, heim? Eu também não respeitaria.
E os 300 todos lá em casa? Pode ser? Grata.
Aliás, 299. O clone de Werner Schunemann pode ficar lá em Esparta mesmo. No lugar dele, podem mandar Aaron Eckhart, em Obrigado por fumar. Coração bateu mais forte, Aaron. Não sei se porque ele tá gato ou porque ele tá defendendo o cigarro ou se só porque ele é um filho da puta, enfim. Me liga, heim?

quinta-feira, março 29, 2007

Grilos

Não é má vontade nem falta de tempo que me afastam daqui, mas a absoluta e completa falta de assunto. A modorra, mesmo. NÃO ACONTECE NA-DA. O pior de tudo é que eu não quero fugir dela, sinto-me absolutamente confortável na modorra. Isso me preocupa. Especialmente quando as pessoas perguntam: o que você tem feito de bom? Antes eu ainda falava de BBB, mas agora, o que me resta? E o que fazer pra sair dela?


Porque tem de ser algo bem radical mesmo. Tipo raspar a cabeça, pular de pára-quedas, embebedar-me no happy hour e dançar nua em cima da mesa, adotar uma criança vietnamita, mudar de opção sexual, deixar um príncipe fazer fon-fon (obrigaaaaaaaaaaada, Camila) no meu peito. Eu deixaria. Se fosse o mais velho, eu venderia a foto com o maior prazer. Se fosse o mais novo, que faz mais meu tipo, eu tentaria uma esticadinha no castelo. Depois venderia as fotos com o maior prazer. Eu gostaria de QUERER ter uma rotina alucinante, só para entretê-los. Juro.

Mas, do jeito que as coisas estão, somente os grilos respondem quando alguém pergunta o que eu tenho feito de bom. Porque ninguém mais agüenta ouvir sobre as gracinhas dos meus gatos. Olá, terceira idade.

quarta-feira, março 21, 2007

A semana em revista

Caubói saiu, eu chorei, desconfio que estou desenvolvendo sentimentos profundos por ele, jamais existirá um participante de reallity show como Alberto, blablabla, enfim. Acabou e agora dá pra voltar pra vida e pensar em outras coisas mais importantes, tipo Heroes. Ufa.

Há três noites seguidas eu sonho que arrumei emprego em outro país. Primeiro EUA, depois Inglaterra, ontem França. A francesa do sonho falava inglês com um sotaque lindo e eu estava mega preocupada porque não falava francês e ela disse que não tinha nenhum problema porque toda a minha equipe (sim, eu tinha uma equipe minha) falaria inglês. Só em sonho, realmente. Mas a vontade de ir embora abunda. O subconsciente nem faz mais questão de esconder. Eu só queria sonhar com coisas mais simplesinhas, tipo comprar um jogo de panelas ou aprender a plantar bananeira. Porque assim, nesse nível, fica complicadíssimo ser feliz, néam. Demais da conta.

Enquanto isso, eu continuo no processo de caramelização - percebam toda a distância entre o sonho e a realidade. Preciso comprar um terninho. Para mim, esta frase equivale a: preciso comprar uma fantasia de galinha d'angola. Porque eu vou me sentir tão ridícula dentro de um terninho quanto me sentirira em uma fantasia de galinha d'angola. Vou ver se rola, ao menos, usar o terninho com meu apaixonante sapato de zebra. Pra me sobrar um mínimo de dignidade.

Daí eu tava fazendo aquela minha cara de "eu não faça nada em minha vida além de trabalhar e isso me causa orgasmos múltiplos" enquanto lia os blogs. Só que as pessoas fodem com os disfarces da gente sem dó. Rolou uma gargalhada indisfarçável, as calégas todas olharam. Acabei dizendo que "as duas propostas em análise estavam totalmente desalinhadas, gentem, imagina?". Que é uma expressão que eles usam pra tudo e não significa porra nenhuma. E todo mundo deu gargalhadinhas e eu não fui demitida por estar lendo blogs em vez de estar alinhando as propostas. Apesar disso, dou o braço a torcer e admito que a minha impressão inicial foi obviamente errônea e os caramelinhos são até que bastante divertidos. Teve um até que elogiou muitíssimo o sapato de zebra. Estamos indo bem.

sexta-feira, março 16, 2007

Meu voto vai pro Caubói

Para mim, a sétima foi a melhor edição do BBB e acabou ontem, quando a Pocahontas pegou o líder. Porque o meu favorito vai sair e daí eu não tenho mesmo mais motivos para ver. Ainda assim, foi a melhor porque não teve aquele ranço de assistência social dos anteriores, não tinha coitadinho, não tinha gente feia. Foi jogo puro para quem acompanhou no Pay per View, sem toda a manipulação descarada da Globo e etc. E como o melhor jogador está de malas prontas, para mim o jogo acabou. Não vou explicar por que eu acho que Alberto é o melhor jogador e o cara mais legal da casa, pois o Klein já fez isso lindamente. Também não vou explicar por que eu odeio o Diego-dentes-marrons-Alemão, porque eu acho que não precisa. Eu tenho medo de quem gosta dele. Gostar do Alemão é desvio de caráter.

Meus vizinhos da frente gostam do Alemão. Meus vizinhos da frente são corintianos. Meus vizinhos da frente iniciam brigas à meia-noite e prolongam as discussões até duas da manhã da quarta-feira. O cara bate na mulher, a mulher bate no cara. Outro dia eu chamei a polícia para os meus vizinhos da frente – porque ela tava gritando pra ele parar de bater nela e ele estava gritando que ela era uma filha da puta. A polícia veio, interfonou no apartamento deles e eu ouvi a mulher dizer que não precisava subir, não, que eles tinham brigado mas estava tudo bem e que ninguém tinha apanhado. Daí a polícia foi embora e ela começou a chorar e gritar ainda mais que amava tanto ele, tanto, tanto, tanto. E eles torcem pelo Alemão.

Mas, como eu disse, ele já explicou tudo há alguns dias. E eu fui lá nos comentários dele destilar meu ódio e desejei que o alemão caísse e ralasse a cara no asfalto, que é o que eu desejo pra todas as pessoas de quem eu não gosto porque eu acho que atrai um carma menos ruim do que desejar a morte. Ontem o Alemão caiu e ralou a cara na grama. Ao vivo.

Eu desejo um brasilhão de dólares em minha conta imediatamente.

quarta-feira, março 14, 2007

Tipo assim

Tipos que eu estou de bode do blog, tipos que eu pintei o cabelo em casa e caguei tudo e agora tenho uns 15 anos a mais, tipos que bloquearam meu orkut, tipos que o Alberto não vai ganhar o BBB, tipos que eu tenho 518 textos pra ler pro trabalho.

É bom que o anti-celulite funcione MESMO.

sexta-feira, março 09, 2007

Run, Forest, run

Iniciei um programa de malhação, visando não passar tanta vergonha na praia que vou pegar mês que vem. Não sei se dá pra chamar de programa, porque o que aconteceu foi que cheguei cedo em casa ontem e não tinha nada de bom na TV e eu vesti minha roupa de correr (obrigada, bazar da Puma) e fui para a academia do prédio. Então não sei se o programa terá continuidade, já que a programação da TV à cabo está um absurdo de boa. Mas daí eu fiquei três horas puxando ferro - comecei junto com Malhação e parei quando começou o Jornal Nacional. Como são ruins as novelas da tarde, heim? Meu corpo não está doendo, então eu estou achando que não funcionou enquanto exercício, mas deve ter funcionado enquanto diminuição de medidas porque perdi uns 8 quilos em líquidos. Exercícios são bem nojentos. Estou tão animada que dispensei o elevador e subi os nove andares de escada. Mas hoje precisarei faltar, visto que é o dia oficial da cerveja, e tem todo um final de semana no meio e eu não sei se segunda eu vou querer sequer sair do leito. Então, só resta torcer.
Ainda como parte do programa "Gatinha em Ilha Grande", comprei um auto-bronzeador e um creme anti-celulite. Como eu efetivamente pratico exercícios físicos (fé, sempre) aliados ao tratamento com creme e parei de jantar, ele tem obrigação de funcionar. Se não funcionar, eu escrevo pra revista Nova e acabo com a vida dessa empresa (mode Fani off).