quinta-feira, dezembro 21, 2006

Dona Flor?


O post sobre o final feliz era pra ter sido o último do ano, com o snoopy feliz, dançando e trazendo boas vibrações. Mas eu decidi fazer uma revelação antes que 2006 termine. A minha revelação é que eu sou bígama. Sim, eu tenho dois maridos e minha vida não poderia ser melhor nesse sentido.

O primeiro marido é aquele que mora comigo, me faz cafuné e supre todas as minhas necessidades físicas e muitas das emocionais, mas não todas. Nenhum marido supre todas as necessidades emocionais das mulheres, eu acho, porque são tantas. Daí eu tenho outro marido, que dá conta dessa outra parte. Dou um exemplo de como a coisa funciona: o primeiro marido diz que não, eu não estou gorda, como todo bom marido. Mas é lógico que eu continuo achando que estou, como toda mulher besta.

O segundo diz isso fazendo um tremeeeeeeeendo carinho no meu ego e me chantageando. E funciona horrores, porque eu fico tão passada com o presente que paro de dizer. E quando penso em dizer de novo, vou lá, vejo o pôster personalizado do meu filme favorito e morro de rir. E rir emagrece.

Então, além do meu segundo marido estar entre as cinco pessoas mais especiais da minha vida, fazer depósitos astronômicos na conta da minha auto-estima, me ajudar a escolher roupas, falar da vida alheia all night long comigo, ele nunca mais precisará me dar presentes. Afinal, o que poderá superar isso? Nada, nunca mais.

A bigamia é a melhor coisa do mundo!

Até 2007!

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Final feliz


Retiro tuuuuuuuuuuudo o que disse dos chefes.
Eles são uns bombonzinhos de cereja.

Não sei nem por onde começar a celebração da semana de folga. Eu tentei fazer um planejamento, mas eu sempre acabo desobedecendo minhas próprias regras. Pensei em passar uma tarde todinha no cinema, retomar os exercícios, visitar bazares, tomar sol na lage, tomar um porre sozinha em casa tipo Heleninha Roitmann, dar banho nos gatos (de preferência, depois que o porre passar), pintar a sala...

Mas tenho certeza que vou criar uma família nova e passar os dias todos jogando The Sims. :-D :-D :-D

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Cão come cão

Vocês se lembram daquela feira de livros que eu fui há pouquinho tempo? Descobri que ela vai me trazer prejuízos por muito mais tempo, não vai ficar só na compra parcelada em 3 vezes.

É que eu aproveitei a feira para comprar alguns poucos livros que eu estava querendo, mas também para experimentar uma ou outra coisinha desconhecida, porque eu acho que feiras de descontos servem principalmente para a gente se dar ao desfrute de levar desconhecidos para casa, já que em outras ocasiões os preços tiram toda a minha coragem de arriscar.

Daí vi um Edward Bunker dando sopa, li a orelha, gostei e comprei. Nunca tinha lido nada dele, só algumas matérias a seu respeito, mas não fiquei "oh, eu preciso". Pra dizer a verdade, comprei só porque o James Ellroy mandou.

E fodeu geral, porque eu estou apaixonada. Eu quero ler todo o resto e quero agora. E não era para ser assim, era para ser um casinho de uma noite só, não um compromisso obsessivo. E eu fico economizando o maldito livro porque não quero que ele acabe nunca (ou pelo menos que não acabe enquanto eu não arrumar outro). E lá vou eu fazer dívidas e mais dívidas até ter a obra completa do féladaputa.

Pelo menos, já decidi: na próxima feira, não arrisco nada. Porque agora eu não tenho mais medo de comprar um lixo, e sim de me apaixonar. É preciso praticar o desapego para ganhar o reinos dos céus, vamos todos repetir juntinhos.

O piti do último post continua valendo, já que meu futuro próximo continua incerto e, por enquanto, modorrento. Botei em prática o meu mantra e não quero mais pensar nisso por enquanto.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Boas festas de cu é rola



É assim que eu me sinto em relação a essa época do ano. Porque eu não me identifico com mais nada que ela representa - e nem estou falando do consumo, já que adoro consumir, isso realmente me faz feliz. Estou falando de outras coisas, sobre as quais não cabem explicações. E hoje estou especialmente irritada e odiando todo o universo e desejando morte lenta e dolorosa para um bom bocado de pessoas por questões estreitamente ligadas às festividades.

Comecei o dia fazendo um exame muito chato - que, ok, nada tem a ver com as festas. Depois recebi uma ligação mala que tem tudo a ver com as festas. Depois descobri que trabalharei ininterruptamente na semana festiva. Meu cu de azul (obrigada, Dani, pelo enriquecimento do meu vocabulário). Para mim, a folga era a única alegria trazida pelas duas datas. Eu já aceitei que nesse meu mercado, trabalhar dentro da lei é luxo. A regra é ter todos os deveres e nenhum direito. É assim e pronto. A gente odeia, mas aceita porque precisa ganhar o pão enquanto a megasena não vem. Mas eu secretamente acredito que o mínimo que o empregador pode fazer é ser legal quando convém, já que no resto do tempo só fazem botar no nosso cu. E é por acreditar nisso e ser uma idiota que eu estou sofrendo tanto.

E no fim do dia descobri que o pai do Raymond morreu. Foi a gota d'água e eu precisei ir ao banheiro chorar por toda a desgraça da vida. E eu nem posso desejar que o ano acabe logo, porque ele vai acabar em festa e vai ser só pra dar lugar a um novo ano onde todo esse ciclo vai se repetir. Que vida, minha gente. Que vida.

terça-feira, dezembro 12, 2006

E já rolou a festa

Então não tinha carrossel nenhum. Era apenas um cavalo, e a gente nem podia subir nele. Fora esse engodo, a festa da firrrrma foi ótema. Todo mundo bonito, arrumado, engomado e cheiroso - e os segredos revelados pelo álcool, sempre a melhor parte desses eventos.

E ninguém me chamou de Carrie. Ufa!

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Olá, meu nome é Peanuts

Sério. Altamente impopular de verdade. Agora eu trabalho numa firmona, então tem festa de fim de ano. Lugar fechado especialmente para a ocasião e tals. Aquela socialização toda.

Mas daí que a gente tem um par de convites e não há uma viva alma nesse mundo que aceite ir comigo. Porque minha cara metade tem a idade mental de 76 anos e quando eu o convidei pra uma festa na segunda-feira ele riu como se eu tivesse contado aquela piada lá do Monty Python que todo mundo morria, de tão engraçada que ela era. Meus amigos moderninhos que topariam ir têm festa da firma deles no mesmo dia da minha.

Meus outros amigos são poucos e nada moderninhos e também acharam um absurdo ir dormir tarde na segundona ou ir virado pro trampo na terça. Eu apelei e contei até que tem um carrossel no lugar. E só ouvi não, não e não.

E eu vou chegar lá suzinha e todo mundo me verá pra sempre como a gordinha impopular que nunca será cheerleader. Tipo personagem do Stephen King, daqueles que as pessoas tacam absorventes e dão socos.

Eu odeio a vida em sociedade.

Alguém quer ir comigo à festa da firma? Pelamordedeus?

Tracking the entire world

E já que as celebrities são o tema da vez, achei um site em que dá para passar horas alimentando seu lado podre e fã da Oprah. Eu disse horas. É tipo um orkut dos famosos: dá para ver a lista de maridos, namorados, casos e transas de uma noite, e nisso você fica pulando de uma página para outra sem parar. Para facilitar, você pode pode buscar sua estrela nas listas de risk factors, que incluem tabagismo, alcoolismo, anorexia, depressão, tentativas de suicídio e vegetarianismo.

As classificações dos caras também são ótimas. Para ter uma idéia, veja como a "nossa rainha", que deu seus pulinhos pela high society americana, foi classificada. Diliiiiiiiiça.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Tira calça jeans, põe o fio dental

As pessoas estão sempre chegando aqui pelas buscas mais bizarras, então eu nem me espanto mais com nada. Nunca concordei com os homens que elas querem ver nus (Keanu Reeves e Rogério Ceni são os campeões).
Daí hoje alguém buscou pelo Edward Norton peladzinho. Esse eu bem queria, mas ele não se dá a esses desfrutes, né? Não me lembro de nenhum filme onde ele mostre algo além do peito desnudo. Uma pena que eu tenha essa queda por moços cheios de pudor. Dá-lhe imaginação.

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Pobreza cosmopolita

Nóis é pobre mas é limpinho e adora se enfiar numa fila. 45 minutos pra pegar um café igual a outro qualquer, só que no copo transado do Starbucks. É muita pobreza de espírito. Mas o copo era realmente legal pacas.

E depois fui ver as calças da Gang que dizem que fazem milagres com as nossas bundas. Mas achei tudo feio e com cara de mal acabado. E tinha uma vendedora usando a calça e a bunda dela era BEM feia, pior que a minha. Acho que é tudo propaganda enganosa. Acho que eu realmente nunca terei uma bunda sem a ajuda do bisturi. Quem sabe um dia. Mas eu queria muito mesmo poder comprar uma na loja.

Uma bunda e uma calça de seda. Taí tudo que eu preciso para ser feliz nesse momento.

quinta-feira, novembro 30, 2006

Dúvida

Gato escaldado tem medo de água fria. Verdade. Mas por que é eu insisto em sentir falta de coisas ruins?


* Quando eu leio isso em voz alta, me pego respondendo imediatamente: é porque vc é uma besta. Acho que devo me dar ouvidos. Mas ainda continuarei sendo uma besta, só que consciente.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Eu desisto




A pessoa passa meses comendo no pé-sujo, declinando de convites para cervejinhas, achando todas as novas coleções de sapatos muito feias e assistindo a reprises na TV à cabo para economizar tudo o que puder. Tudo muito difícil e sofrido, mas dá resultado e as contas parecem que finalmente vão se equilibrar. E então o que a pessoa faz?

Vai na feira de livros, só para dar uma olhadinha, claro. Só para sentir o clima, porque é gostoso. Mesmo sabendo que tudo estará com 50% de desconto, ela jura que vai só olhar. Leva todas as formas de pagamento na bolsa, mas é só para o caso de uma emergência, afinal a USP é lá na casa do caralho, vai que não tem ônibus pra voltar, etc. Até porque, naquele dia, ela já tinha se dado um presentinho e estava muito bom.

A pessoa gosta tanto de se enganar que dá até dó. Muito mesmo, heim? Mas pelo menos agora eu não preciso mais sair de casa até meados do ano que vem, de tanto divertimento que eu trouxe pra dentro do meu lar, né? Eu digo que a pessoa gosta de uma farsa.

PS: Não sei por que, mas li esse post e pensei no Pelé.

quinta-feira, novembro 23, 2006

Porque meu computador ainda me causará um câncer

Porque ele cerceia minhas liberdades. Porque eu não posso mudar o papel de parede e a página inicial, não posso instalar o Limewire, nem ter músicas e nem muitas outras coisas. E eu suspeito que botaram um filtro anti-vagabundagem nele, porque muitas vezes ele não carrega blogspots, que é onde eu passo 50% do meu tempo útil. E isso me dá úlcera.

Na verdade eu não deveria estar reclamando, já que posso fazer tantas coisas que não são trabalho durante o expediente, enquanto existem tantas pessoas por aí que não podem nem ter um msn instalado. Se bem que eu nem aceitaria trabalhar num lugar onde não tem PELO MENOS msn. Ui, não posso nem imaginar. Deusulivre.

Enfim, eu só estava mesmo precisando reclamar de alguma coisa. Não é tão ruim assim.

sexta-feira, novembro 17, 2006

Eu queria ser Holly Golightly, mas acabei Miss Bessie

O Sassê acaba de me definir enquanto personagem de filme. Eu sempre fico querendo ser in e me achar a little bit Charlotte. Mas a verdade é que eu sou a véia do filme do Jerry Lewis, que comprava tudo que via na TV. Sem tirar nem pôr. Ai, que falta de glamour.

quinta-feira, novembro 16, 2006

Só links

Porque a falta de assunto assola este reino. E eu, como a Marieta Severo, estou só tomando no cu.

Mas pelo menos hoje teve o Silvio Santos. E o Dado. E eu não estou gastando nada, mas hoje comprei uma revista só pra ler no bar, enquanto tomo uma cerveja sozinha, tipo aqueles velhos tarados. Não acho fino, mas hoje isso é necessário.

* Vi outro filme ruim da Jeniffer Aniston. Na verdade ela faz muitos filmes ruins e beija muitos homens feios, coitada. Mas é que olhar pra ela me deixa tão feliz.

quarta-feira, novembro 01, 2006

Mas só chove

Com uma chuva dessas, a única coisa justa seria eu estar enroladinha no sofá, comendo pudim, tomando coca light e assistindo Curtindo a Vida Adoidado na Sessão da Tarde. Quiçá pintando a unha do pé enquanto faço todas as anteriores.

Mas quem disse, né?

Não tenho mais idade para:

1) Passar o final de semana assistindo Disney Channel
2) Colecionar brindes do MacDonalds
3) Participar da comunidade Loucos por The Sims
4) Varar a noite buscando códigos do jogo na referida comunidade
5) Me apaixonar por músicos
6) Me apaixonar por atores
7) Me apaixonar por personagens de filmes e livros
8) Dormir até às duas da tarde
9) Não conseguir falar sobre o que me incomoda
10) Ficar MUITO feliz porque filmaram Buracos e estão filmando Fronteiras do Universo
11) Aprender a dirigir
12) Sonhar em montar uma banda
13) Acampar. E isso eu não faço. Mesmo.
14) Achar que tem sempre coisa melhor em outro lugar
15) Ter preguiça de discutir relação
16) Comer Crunch Cereal
17) Não conseguir dormir na véspera de uma festa
18) Ter um blog
19) Não usar maquiagem
20) Competir por afeto
21) Ter medo de palhaço
22) Ter Homer Simpson como maior fonte de inspiração
23) Acreditar em amor de novela
24) Procrastinar
25) Ter vergonha dos meus gostos
26) Querer ter uma vida igualzinha à dos Friends (antes da sétima temporada)
27) Ter vergonha de ler certas coisas no ônibus
28) Acreditar que dá pra emagrecer com a força do pensamento
29) Usar All Star
30) Achar que existe idade certa para alguma coisa

Roubei dela.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Realismo fantástico

Não é nada saudável o que eu sinto pelas pessoas aqui e eu sei que só vai me dar rugas. E eu tento ser um serrumano melhor todas as manhãs, venho pensando que daqui pra frente tudo vai ser diferente e eu vou conseguir ter paciência e acreditar que eles são jovens e tolos. Mas em 5 minutos meu coração já está tomado de desprezo. Entreguei pra deus. No qual eu nem acredito, mas ao qual ainda rogo por uma surdez seletiva.

E sábado foi o dia mais surreal ever. Com direito a ebós e clonagens. A história do ebó é longa e confusa, mas a da clonagem é muito simples: meu cartão foi clonado e eu fiquei na rua com 30 centavos na bolsa e carinha de choro. Dependendo da bondade de estranhos. Já me vi como aquelas pessoas que ficam pedindo dinheiro para a passagem no ponto de ônibus. E imaginando que ninguém ia acreditar em mim, como eu nunca acredito em quem me pede. No fim nada foi tão dramático, até pude passar a tarde no bar. Façamos uma ola ao cartão de crédito e aos amigos que dão carona.

Mas até que chegue meu cartão novo, eu tenho zero dinheiros. Mais Blanche do que nunca. E estou sentindo alívio. Porque quando você não tem dinheiro, não precisa ficar pensando se compra ou não isso ou aquilo, qual conta vai pagar e em qual vai dar o calote e nem se consumindo porque gastou mais do que devia. Você não tem opção ? não tem problema, portanto. Vou é deixar o povo todo me sustentar, porque já está mais do que na hora de eu ser um fardo, segundo meu horóscopo na Piauí.

terça-feira, outubro 17, 2006

Dudiri-di, duduri-da

Como a Dani, também estou numas de não caibo em lugar nenhum. No trabalho, quero ir pra casa. Em casa, quero ir pro trabalho. Mas o que eu quero mesmo e apenas é ir à manicure e ficar lá por três dias, fazendo chapinha de hora em hora.

Sonhei que estava no show do Café Tacuba, usando uma bermuda de lycra de ginástica e meia-soquete, com as pernas brancas e peludas à mostra, dançando mambo. Acordei suada, tremendo de vergonha, tentando entender o que o meu subconsciente quis dizer com isso. Em vão.

Pelo preço que a Blockbuster cobra pela locação, eu devia pelo menos selecionar melhor o que alugo. Mas toda vez que entro lá me dá uma vontade irresistível de pegar filmes da Jennifer Aniston.

"O Alckmin podia ter feito muita coisa, mas o inaceitável é pentear os fios de um lado pro outro, tentando tapar o sol com a peneira. Se um cara faz isso com ele mesmo, imagina o que vai fazer comigo?Agora alguém me explica porque o Rodrigo Santoro ou o Bruno Garcia não se candidatam? Neles eu votaria, assim, sem o menor problema."

Eu queria que vendessem dormonid na mercearia da esquina, pra eu tomar feito balinhas, dar aquela voadinha durante o expediente e fingir que não reparei que o cabelo do estagiário novo é tingido de acaju. Tudo é tããão mais difícil quando você está de posse das faculdades mentais todas, meu deus.

terça-feira, outubro 10, 2006

Porque eu partilho mazelas

A porta do armário nem fecha de tanto sapato que há lá dentro e há três semanas que eu só uso tênis. E é sempre o mesmo modelo de tênis, só muda a cor, porque os outros dois modelos machucam quando ando muito. Daí fiquei achando que hoje ia acontecer algo de muito incrível na minha vida e resolvi colocar um sapatinho mais ajeitado. Não que algo de muito incrível estivesse agendado para hoje, eu apenas acordei achando isso. O universo, as energias e tudo o mais.

Daí, o sapato. Já calcei com um band-aid, só pra prevenir. E decidi trazer mais um band-aid na bolsa, para prevenir ainda mais. Quando peguei o band-aid, vieram dez de uma vez e me deu uma preguiça de devolvê-los para a caixa e acabei guardando todos na bolsa. Mais cedo ou mais tarde eu ia precisar, afinal de contas. Bom, são 17:52 e eu já usei oito, daqueles dez. E o maldito sapato continua achando pontos desprotegidos para machucar. O que era pra ficar bonitinho ficou ridículo e eu quero simplesmente ficar descalça, mas está chovendo e eu tenho nojo de pisar no chão da rua molhado e cheio de leptospirose.

O fato é que não há elegância possível na pobreza. E nada de incrível aconteceu hoje, pelo menos até agora. A não ser que a deformação dos meus pés possa ser considerada incrível, já que eles nem sequer parecem pés mais.

PS.: Mas eu descobri que dá pra comprar sapatos lindos que eu nunca vou usar porque causam dor pelo e-bay. O céu é o limite e fodeu geral.

PS2.: Vi Edukators no Telecine ontem.
Eu só falei pra vocês não ficarem pensando que eu sou fútil e só falo de sapatos e para parecer cool porque vejo filmes alemães. Mas o filme é veio e foi no Telecine e eu meio que vi só por causa do menino, né? Então, fiquem à vontade, porque eu não me dou realmente ao respeito.

quarta-feira, outubro 04, 2006

Atrasadzinha

Só descobri o Last.FM agora, quando todo mundo já enjoou dele. Ainda assim, estou toda apaixonadinha por ele e tudo. Mas daí eu saio para almoçar e esqueço de desligá-lo e, quando volto, está registrado para todo o sempre que eu ouço Shania Twain, Lisa Marie Presley (heim??)e Aqua. Tudo porque eu não estava aqui pra pular essas músicas e agora meu gosto musical vai ser julgado por esses deslizes.
Não tem graça nenhuma isso.

segunda-feira, outubro 02, 2006

São Paulo, terra boa

Fala a verdade, dá gosto ou não dá morar aqui heim, gente? Com toda essa gente bonita, inteligente, esclarecida, consciente? Três vivas pra São Paulo, o Estado mais inteligente do Brasil.

Estou começando a achar que recomeçar a vida na Nicarágua pode ser bem melhor. Deve doer menos.

segunda-feira, setembro 25, 2006

Domingo no parque

Ignorando os -38 graus que faziam na cidade, as pessoas resolveram ir ao parquinho. Porque somos jovens e felizes e passamos o percurso todo (longo, longo até morrer) acreditando que, de repente, o sol ia se abrir. Claro que ele não deu as caras, e ventava tanto no alto da roda-gigante que fazia aquele barulhinho de filme de terror. E eu disfarçando todo o meu medo de altura comendo um bis atrás do outro e falando sem parar, lá no alto. A quem eu quero enganar, eu sou velha, neurótica e tenho medo de todos os brinquedos. Até o carrossel me dá vertigens. Então eu fui pelo menos na roda-gigante, pra não dar demais no saco das pessoas, sabe. Para minha sorte, o frio não demoveu ninguém da vontade de despencar de torres ou se arriscar em carrinhos de madeira nada seguros (que, eu tenho certeza, podem se soltar dos trilhos e ir parar no lago a qualquer momento), então havia filas infinitas pra tudo. Só deu pra brincar em quatro brinquedinhos e eu nem passei mal nem nada, até naquela bóia que desce as corredeiras nós fomos. Toda a água do mundo em minhas costas. -38º, não se esqueça. As pessoas comem cocô, realmente. Mas se divertem horrores.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Too much information

Toda essa coisa da Cicarelli foi super divertida mesmo. O furor uterino das celebridades e tal, perfeito pra animar a segundona. Mas daí as pessoas começam a falar o que eu não quero ouvir. Que o cara faz direitinho. Ou não. Que gostam dessa ou daquela posição, que já fizeram no mar e foi ruim, que não fizeram, mas sempre quiseram fazer e não direi mais nada porque é ladeira abaixo. E eu não preciso saber disso, preciso? Eu não preciso saber que a pessoa que tem caspa gosta da remexidinha, que a que come de boca aberta gosta de lambidinhas, que o menino de moletom puído também tem mão boba. Meu almoço está todo revirando no estômago. E eu lhes pergunto: por que, mamãezinha, por quê?

Não quero mais o bilhete único

Já falei do meu problema com veículos automotores, né? Da total falta de coordenação, do cérebro preguiçoso, do desconforto com as marchas e tudo. Ainda assim, vira e mexe eu tento aprender. A última vez foi há uns 5 anos. Namorido apavorado no banco do carona, primo e namorada do primo no banco de trás. E eu confiante e faceira no volante. Não lembro qual foi a merda que deu, mas parece que desobedeci a um comando do co-piloto e passei a uma unha de distância de um carro estacionado. Todo um escândalo dentro do carro a respeito da minha insubordinação. Todo um cu doce de minha parte, já de volta ao banco do carona, por levar gritos na frente das pessoas. Todo um barraco absurdo e de repente eu abro a porta e quase pulo, mandando todo mundo à merda. O motorista largou a direção pra segurar a pseudo-suicida, o primo deu um salto acrobático pra fechar a porta, a namorada do primo ficou branca e disse que queria vomitar.
E assim criou-se todo um trauma em minha pessoa, pois as aulas de direção fizeram vir à tona um monstro histérico que eu nem sabia que morava dentro de mim. E depois do quase suicídio, uma DR interminável, com gritos, choro e cusparadas. E depois da DR, encarar a família do primo, que obviamente cochichava sobre o acontecido. Eu mesma cochicharia sem parar. Então, sabe, direção nunca mais.
Mas eu trabalho na putaqueopariu agora, né? E chove tanto nessa cidade e o coletivo é sempre tão cheio e demorado. Namorido ofereceu novas aulas (porque o carro fica a semana toda parado na garagem e está começando a engasgar), se propôs a passar uma borracha naquilo que foi a maior de todas as nossas crises. Fiquei achando que ele é um misto de Gandhi com Indiana Jones, óun.
Daí agora os finais de semana são sempre muito emocionantes. Fico toda tensa, é uma pisação em ovos sem fim. Ele falando tudo mui carinhosamente, mui delicadamente, para a louca psicótica não surtar de novo. Eu sendo mui subserviente, só "sim, meu bem". O problema é que o rapaz encasquetou que eu tenho que pôr terceira em algum momento da vida e eu acho isso completamente desnecessário. Estou indo muito bem em segunda, obrigada. Não entendo essa tara por velocidade. E ontem tentei a terceira para ele ficar feliz e o carro pulou, engasgou, piou e morreu. Tanta vergonha.
Apesar disso, vou insistir nas aulas porque virou uma questão moral. E porque essas aulas são o que de mais emocionante tem acontecido na minha vida ultimamente. Isso e fazer os Sims serem promovidos, claro.

quarta-feira, setembro 13, 2006

Quando eu não sei o que dizer, os outros dizem por mim

"Você não é a mulher Nova, nem a mulher Cláudia, nem a Cosmopolitan, nem a Marie Claire, nem a TPM, nem a Uma. Você não é nem a mulher Superinteressante, nem a Casa & Jardim, nem a Escola, nem a Ana Maria, nem a Contigo, muito menos a Caras. Você não é a mulher Arquitetura e Decoração, nem a Burda, nem a Festas & Eventos, nem a Vogue, nem a Elle. Da Playboy, Sexy e Trip não vamos nem falar, né ameeeega? Você não consegue trabalhar com tal dedicação a ponto de ser notada (promovida?), administrar a casa (ainda que com colaboração do marido, da faxineira, da mãe ou do divino espírito santo), estar com unhas, cabelos, depilação e os exames ginecológicos em dia, fazer exercícios, massagem, drenagem linfática, seguir a dieta da nutricionista e as recomendações da ortomolecular, não negligenciar nenhum dos amigos, comparecer aos eventos sociais, criar bem seus filhos (ou parar pra pensar seriamente em tê-los, um dia), correr três dias por semana, dar andamento ao seu projeto de aperfeiçoamento (pós, mestrado, doutorado, especialização ou cursinho de ikebana), aumentar o número de sessões com o analista, ter disposição, imaginação e tesão para ser a deusa do sexo com razoável regularidade, manter seu relacionamento com cumplicidade, diálogo, bom humor e góing góing góing, ter paciência com a família, fazer supermercado, mandar consertar o portão da garagem, buscar o aspirador no conserto, comprar ingressos pro teatro, ir ao teatro, ao cinema, ler mais de uma página e meia por dia, atualizar os seus CD?s, juntar dinheiro para as férias, conseguir férias, manter um mínimo de sanidade mental que te impeça de matar um vizinho, atualizar o blog, acompanhar os jogos da copa, ler jornais, passear com o cachorro, limpar a areia do gato, fazer jantarzinho gostosinho, trocar o óleo do carro. Você não consegue. Não. Muito bem. Cá entre nós, minha santa: NINGUÉM CONSEGUE. Faça as SUAS escolhas e mande o resto pra casa do car*lho."

Um alívio tão grande ler isso justo no dia em que eu acordei morrendo de medo de me transformar na gorda do sofá. Saiu daqui e eu agradeço.

terça-feira, setembro 05, 2006

Miss simpatia

Eu tenho adorado os dias frios porque quase ninguém tem saco de vestir 45 casacos cada vez que precisa usar o fumódromo de fora, e assim eu posso tomar meu café e um ventinho no rosto em abençoado silêncio. Mas de vez em quando as pessoas ainda vão, de modo que é preciso socializar. E o tema de hoje era academia. O povo descobriu um lugar aqui perto e formaram um grupo para que um apóie o outro na malhação. Acho isso bonito, uma coisa meio AA, né? Super válido. Daí a menina estava dizendo que o lugar é meio vazio e não tem aquelas pessoas chatas de academia e eu imediatamente comecei a gostar da menina só por ela saber que pessoas de academia são chatas. E ela disse também que os instrutores eram ótimos, que não enchiam o saco e tal. Daí eu disse:
"É, porque não existe nada mais insuportável do que instrutores de academia efusivos, né? Toda aquela alegria, aquela animação, quem é que pode com isso?"
Silêncio constrangedor. Ouvi os grilos e tudo. Uns 28 minutos depois, um menino pergunta: "mas o que você tem contra a alegria, você não gosta de pessoas alegres?". Muito sério, muito magoado mesmo. Tentei explicar que, veja bem, aquela alegria dos instrutores de academia não é de verdade, assim como a dos balconistas da Blockbuster e que ninguém pode ser feliz acordando às 5 da manhã para puxar ferro, mas tudo estava perdido. O colega continuou me olhando torto. Eu não sei o que as pessoas costumam fazer em saias-justas como essas, nem o que eu faria se estivesse com outro humor. Mas hoje decidi tocar o foda-se e dizer a verdade: eu acho que qualquer pessoa que consegue ser efusiva antes das oito da manhã não merece viver. Definitivamente eu não sei fazer amigos. E eu só queria fumar um cigarro, puxa.

sexta-feira, setembro 01, 2006

Seis graus de separação

Dani me botou na corrente de revelações bloguísticas. A brincadeira é contar seis coisas sobre sua própria pessoa e passar a bola para mais seis pessoas fazerem suas revelações. Não tenho nada de bombástico para dizer, enquanto pessoa prolixa e megalomaníaca que sou. Acho que vocês já sabem mais da minha vida do que eu mesma posso me lembrar. Mas, enfim, são seis coisas:

1.Fui uma criança extremamente tímida, que tinha vontade de morrer toda vez que era chamada na lousa. Os adultos achavam uma graça e sempre me colocavam em situações constrangedoras para ver se eu ruborizava. Na adolescência aprendi a tirar vantagem da boa fama de tímida e podia fazer o que quisesse que ninguém jamais me acusava de nada nem desconfiava de mim. Só que acabei fazendo tantas que hoje, na velhice, ninguém mais acredita que eu seja tímida (porque mesmo a boa fama se desgasta, não é?). Mas eu ainda sou, extremamente.

2. Eu não quero conhecer a Índia. Nunca. Se ganhar a passagem, vendo e vou para a Escócia. Para a Índia, jamais.

3. Sofro de um leve TOC. Eu nunca me levanto da cama, por exemplo, às 7h12 ou às 7h24. Tem de ser às 7h00, 7h10, 7h15 e assim por diante. Se eu abrir os olhos em hora quebrada, durmo de novo. Não é à toa que me atraso todo santo dia. Também me dá faniquitos ver fios de cabelos soltos da cabeça: esteja o fio onde estiver, eu tenho de ir lá joga-lo fora. Mesmo que não seja meu, que não esteja em mim ou que eu não conheça a pessoa em quem o fio está agarrado. Vivo retirando fios das roupas das pessoas no ônibus, por exemplo, e elas quase nunca percebem. Não me incomodo com isso, porque acho bem elegante e cosmopolita ter uma ou outra neurose.

4. Existem três coisas das quais eu tenho pavor genuíno: dentistas, baratas e zumbis. Eu sei que zumbis não existem, blábláblá, mas até alguns anos atrás a ovelha Dolly também não existia, não é? No meu pior pesadelo eu sou perseguida por um dentista comedor de cérebro coberto de baratas - e eu estou hiperventilando só de escrever isso.

5. Eu gosto mais de bicho do que de gente. Muito, muito, muito mais.

6. Para as pessoas que conheço pouco, eu digo que não gosto de dirigir e que optei por usar o transporte público para preservar o meio-ambiente. Mas a verdade é que sou um desastre ao volante e não posso ir nem até a esquina de carro, para não colocar vidas em risco. Se não fosse por isso, jamais subiria num ônibus novamente.

Ufa, foram seis coisas! Tenho certeza de que amanhã vou querer mudar todas elas. E os seis que eu torço para que também queiram brincar são:

Dani
Sacildo
Casé
Marcão
Alexal
Lavi

quinta-feira, agosto 31, 2006

ah-hã

Take the quiz:
What House M.D. Character Are You?

Dr.Gregory House
You are the king of medicine! You are mean, snarky, and downright brilliant. People admire you, and sometimes think your a total bastard. Oh well, you dont really care!

Quizzes by myYearbook.com -- the World's Biggest Yearbook!

quarta-feira, agosto 30, 2006

Xixi nas calças

Acho que este vídeo foi a coisa mais engraçada que eu já vi na vida. Tenho 98% de certeza que foi. Se não, está no top 3. E eu morro de medo de uma coisas dessas acontecer comigo.

sexta-feira, agosto 25, 2006

Lendas da paixão

Daí eu tava lá vendo um filmeco desses no Telecine. O adolescente estava todo fodido porque o irmão tinha se matado e a mãe tinha uma doença horrível e o pai bebia. E na hora do recreio os amiguinhos batiam muito nele. Daí ele estava realmente fodido e tristonho e foi conversar com a irmã descolada e prafrentex sobre a vida, o universo e tudo o mais. Ele ia se formar e não sabia o que seria de seu futuro. Então a irmã prafrentex pergunta: "Você sente paixão por alguma coisa?" Ele pensou e pensou e disse que sim, sentia paixão. Então ela mandou que ele fosse aprender a fazer essa coisa aí pela qual ele sentia paixão e a fizesse pelo resto da vida. Assim, tão simples.

Eu não acabei de ver o filme e não descobri qual era a paixão dele. Fui pensar na vida. Eu tenho algumas paixões, mas estou aqui, me sujeitando ao estupro sistemático do capitalismo. Em vez de me entregar às paixões. Então resolvi seguir o conselho da irmã prafrentex e ir organizar minhas paixões para descobrir um modo de viver delas. Já complicou aí, porque são várias, sou uma mulher muito passional, sabe? Então eu poderia viver de muitas coisas e ser feliz. Televisão, por exemplo. Ou sexo. Ou cinema. Ou livros, ui.

Ok, fiz a lista e vamos para o segundo problema: como ganhar dinheiro com elas? Televisão, cinema e livros podem ficar na mesma categoria, vamos supor. O que é que eu faço com toda essa minha adoração por eles? Porque eu gosto de ver e de ler e só. Eu jamais trabalharia com o povo do cinema, porque não existe povo mais chato que esse. Eu jamais trabalharia na TV porque os horários são horríveis e as pessoas estão sempre sendo demitidas. Eu jamais escreveria livros, porque não tenho competência mesmo - porque se eu tivesse, seria o trabalho dos meus sonhos em todas as encarnações.

A outra alternativa seria escrever sobre essas coisas todas, mas daí eu me tornaria crítica. E eu menti acima, quando falei que o povo do cinema era o mais chato, porque os mais chatos mesmo são os críticos. E se eu ficasse dizendo às pessoas do que elas deviam gostar, eu ia me sentir muito arrogante e não ia ficar feliz. Eu falo sobre televisão, livros e filmes com as pessoas o tempo todo. Outro dia minha amiga da mega corporation me deixou escrever um nigucim pra ela e eu até achei que ficou bonitinho. Mas o desgaste emocional foi imenso, tive úlcera e tudo de pensar nas pessoas lendo todaquela merda. Só saiu quando eu fiz de conta que escrevia pra vocês, com quem já tenho intimidades, mas demorou um tempão pra sair. Mas então, quando as pessoas não gostam de alguma coisa que eu gostei eu fico achando que elas não entenderam ou não tem humor e etc, mas geralmente respeito. A menos que a pessoa não tenha gostado de Brilho Eterno, daí eu me irrito toda e chamo a pessoa de burra na cara dela mesmo. Mas, enfim. Eu não poderia nunca ser crítica, isso não é uma paixão.

Daí sobrou o sexo e enfim uma profissão viável e prontinha, na qual eu já pensei seriamente várias vezes, especialmente depois de saber quanto essas moças que ficaram famosas ganham. Os olhinhos brilham só de pensar. Só que também não daria certo pra mim. Embora eu acredite no sexo just for fun e ache tudo muito ótimo, tenho meus mimimis. E acabaria sendo uma prostituta muito seletiva que ia morrer de fome porque fica escolhendo os clientes. E se é pra morrer de fome, fico onde estou mesmo, que pelo menos não preciso trocar os lençóis.

Donde concluo que a irmã prafrentex era uma idiota e não sabia nada da vida e das paixões e o irmão emo deve ter se fodido ainda mais por seguir os conselhos dela. E eu vou continuar deixando o capitalismo me estuprar. E até vou passar água de colônia pra ficar bem cheirosinha pra ele, porque paixão não enche barriga.

terça-feira, agosto 22, 2006

Só em português

Se eu tivesse que me definir em uma palavra, seria saudade. Sinto todos os dias, em maior ou menor grau. Mesmo antes de tudo, eu já sentia. Desde que aprendi a sentir qualquer coisa ela está lá, gritando. Sinto falta do que foi e não é mais, do que ainda é mas não mais do mesmo jeito, do que eu não sei explicar, do que não pode mais ser e até do que poderia ter sido. Hoje mesmo, estou sentindo uma saudade comprida e dolorida do que poderia ter sido, dos planos que não tiveram forças pra virar fatos, de tudo que sonhei e já não pode ser.
Aprendi a conviver com ela como se fosse uma deficiência congênita, uma crise de enxaqueca. Não posso parar de senti-la, não há cura nem remédio para aliviar a dor. Então eu deixo que ela grite e machuque o quanto quiser. Se me debater, será pior. Mas, diferente da enxaqueca, escuridão e silêncio só fazem alimentar a saudade. O melhor paliativo é o ruído da rotina. Ele não me deixa ouvir os berros da malvada.

sexta-feira, agosto 18, 2006

Greg, casa comigo?

House é uma das melhores coisas que já surgiu na TV em todos os tempos. Sério, não consigo me lembrar de nada com diálogos tão absolutamente incríveis. Os episódios sempre superam os anteriores. E o de ontem, com o delicioso título de House vs. Deus, foi quase orgásmico. Comecei a agarrar amor no dr. Gregory House (justo eu que odeio médicos, justo eu!!) no final da primeira temporada e, a cada novo episódio, me convenço mais e mais de que ele é o homem de minha vida. De verdade. A bengala e a canalhice só servem para torná-lo ainda mais charmoso e objeto de desejo. Em House não tem escotilhas secretas, não tem outros, não tem filho preso no porão, não tem romances enrolados nem Mc-qualquer-coisa. Mas tem os melhores personagens já inventados. Não vou recomendar porque não quero ser a responsável pelo vício de ninguém. Só me responsabilizo por mim e pelas minhas noites de quinta-feira, quando eu vou pra cama com ele, o insuperável dr. House. *suspiros, suspiros e suspiiiiiiiiiiros*

* Tá, ele é o melhor, mas não é o único. Até quando Grey's Anatomy vai destruir meu coração, heim? Toda semana eu acho que minhas lágrimas vão secar e as coisas sempre conseguem ficar piores. Socorro, tirem esses médicos de mim.

quinta-feira, agosto 10, 2006

Meninos

Desde que comecei esse blogs, sinto vontade de escrever sobre o quanto eu acho os meninos legais e como é muito mais simples ser amiga deles do que delas. Mas nunca consegui achar o tom certo, tinha medo de ofender as amigas, de passar a idéia errada ou simplesmente não gostava do texto. Tem uns 4 ou 5 posts guardados na minha pasta "rascunhos" sobre o assunto. Mas agora eu não preciso mais publicá-los porque uma das Garotas que Dizem Ni escreveu esse texto por mim:

"Pois é uma ciência complexa, a união de gêneros. Tudo é diferente. Eles apertam mãos, nós damos beijinhos; eles tiram sarro, nós nos magoamos; eles bebem coisas fortes, nós engasgamos e fazemos careta; eles dançam descoordenadamente, nós morremos de vergonha; eles odeiam compras, nós podíamos morar dentro da Zara. Eles nem sabem o que é a Zara. Nós sim, principalmente quando chega a fatura do cartão. E por aí vai.
...
Nada contra minhas queridas colegas da ala feminina. Cada dia adoro mais ser uma moça. Mas sempre achei os meninos tão bacanas... Eles tinham muito mais liberdade, lá no começo da conversa. Andavam por onde queriam, não ligavam de sujar a roupa, falavam o que dava na telha - coisas, enfim, que podiam me render arranhão, punição ou boca lavada com sabão. Não era chato ser menina: apenas tinha uma grande curiosidade pelo mundo deles."


Sinto exatamente o mesmo, tudo isso aí que ela disse tão bem. Ultimamente, também são dois meninos as pessoas que mais sabem da minha vida e é tão fácil falar sobre todas as coisas com eles, tão absolutamente mais simples. As coisas boas ficam ótimas, as coisas ruins continuam ruins, mas, sempre que dá, viram piada. A gente ri, ri e ri até a barriga doer. E eles escutam tudo, com interesse genuíno, e falam coisas incríveis e interessantes e me dão idéias e perspectivas.

Então, eu finalmente declaro que concordo: é muito, muito bom estar no clube deles!

sexta-feira, agosto 04, 2006

O rei

A razão para eu nunca ter lido um único livro de Stephen King é um desses mistérios da vida. Gostei de todas as adaptações para o cinema (porque as ruins eu não vi). Sempre ouvi falar bem dele e eu mesma falava sem ter lido, porque afinal, o homem já escreveu 540 mil livros e nem é tão velho, então ele é tudo que eu queria ser. E, acima de tudo, os Ramones homenagearam sua obra com uma canção. Então, era assim: nunca te vi, sempre te amei.
Daí a Sabrina descobriu essa minha falha de caráter. Justo ela que passou os quatro anos de faculdade (e provavelmente muitos outros, antes e depois) devorando toda a sua obra. E decidiu corrigir isso, me emprestando Pet sematary. Na segunda-feira, saí atrasada de casa e não encontrei o livro que eu estava lendo e fiquei bem puta, porque só faltavam umas 30 páginas para eu acabar (depois descobri que ele estava dentro da sacola do sapato que comprei na sexta, que por sua vez estava dentro do cesto de roupa suja) e o Stephen estava dando sopa em cima da mesa, então o peguei. E eu nunca mais tive uma vida, desde então. É uma das coisas mais viciantes que já li na vida. E é também maravilhoso, não consigo parar de pensar na história um segundo. Já acabei de ler o primeiro e estou partindo para Dead Zone, enlouquecida. Acredito que passarei algum tempo monotemática. :-)

terça-feira, julho 25, 2006

Gêmeo do mal

Está aí sentado diante do computador se sentindo feio, sem-graça, sem sal? Deixe disso, há uma celebridade que se parece com você. Pelo menos é o que diz esse site. Vc vai lá, põe sua fotenha e ele combina seu rosto com famosos para dizer com quem vc parece.
Terminada a consulta, seu ego está hosana nas alturas.
Senão vejamos. Eu me pareço:

70% com a Jéssica Alba (U-huuuuu, me dá o laço a-go-ra)
67% com a Naomi Wats
62% com a Calista Flockhart
64% com a Alexis Bledel (a Roryyyyy!! podia ter dado 100% Rory)
64% a Sophie Marceau

Mas escolha bem a foto, porque a primeira que eu pus deu que eu parecia a Diane Keaton.

E você, se parece com qual celebridade?

segunda-feira, julho 24, 2006

Baby boom

Minha nova sobrinha nasceu (aquela da segunda geração, que me deu aquele título feio que eu não vou nunca mais repetir). Estou pra ver coisa mais linda, gostosa e cheirosa na vida. E os pais e os avós dela nunca devem ter lido "A vida do bebê" e tiram fotos com flash e falam alto e gritam o tempo todo e eu tive quase um ataque de nervos diante desse quadro, mas minha família achou tudo muito normal. A pequena, então, nem abriu os olhos. Mas eu bem que vi que cada vez que o avô dela berrava, ela dava um suspiro profundo, como se já soubesse o que a aguarda. Tadenha. De minha parte, decidi que se algum dia eu procriar, vou parir na Namíbia, como a Angelina Jolie, para não correr o risco, que minha família faz mal à saúde dos bebês. Cruzes.
Daí, no meio disso tudo, entra minha outra irmã, aquela do botox. Aquela que tem dois filhos marmanjos, um de 18 e um de 15 anos. E conta que está gravidinha também. De gêmeos. Síncope coletiva na sala, as pessoas mudas, as pessoas achando que ouviram mal. Depois as pessoas todas gargalhando. Depois de uns 15 minutos de cara de bolinha (tenho certeza que todo mundo estava esperando alguém sair de trás do piano e dizer que era uma pegadinha do Faustão), os abraços e beijos e planos e o meu suspiro aliviado. Afinal, acabei de ganhar mais uns bons anos pela frente sem nenhuma tia velha me perguntando quando vai ser a minha vez.
E foi assim que a minha família decidiu repovoar a Terra, só para vocês saberem.

segunda-feira, julho 17, 2006

Triiimmm

Algumas pessoas atendem ao telefone no primeiro toque, ansiosas, doidas para saber quem está do outro lado e esticar o papo. Outras esperam tocar várias vezes, daí atendem com preguiça. Eu estou na categoria dos que raramente atendem, preciso estar com o humor radiante pra me dispor a tirar o fone do gancho. Não tenho curiosidade em saber quem está do outro lado, nem vontade de dar notícias minhas e nem me torturo com os toques incessantes. Na verdade, se eles me irritam, simplesmente puxo o fio da tomada - às vezes me esqueço por dias e dias que fiz isso e ele permanece desligado sem que eu sinta falta alguma. Para ser ainda mais esquisitona e só atender as pessoas das quais eu de fato gosto, comprei um aparelho com identificador de chamadas. Só que acho que ele está com defeito, porque faz uma semana que está instalado e não identificou lhufas até agora. Então ele toca, toca, toca até cansar e eu nem tchum. Sempre acho que, se for importante, a pessoa vai dar um jeito de me achar e acabará ligando no celular, que tem identificador de chamadas, amém. Se não ligou lá é porque não é alguém de quem eu goste o bastante para dar o número ou é telemarketing. Logo, dispenso. Pensando agora, nem sei para que mantenho uma linha telefônica, bem dizer. Alguém quer comprar?

terça-feira, julho 11, 2006

Propaganda enganosa

Você está de bobeira no sábado e resolve ir ao cinema. Como vai sozinha, decide ver aquele filme bobinho, leve, divertido e mongo que seu namorado não vai mesmo querer ver. Escolhe "Separados pelo Casamento" porque o trailer diz que ele é tudo isso e porque a mulher de sua vida, aquela com quem você casaria e teria 8 filhos se você fosse homem, é a estrela. Compra sua pipoquinha e nem se importa de sentar perto das duas adolescentes, porque o filme é besta mesmo e todo mundo vai rir e você não quer ser uma velha rabugenta.
E então, o que acontece? O filme não é engraçado. Nem um pouco engraçado. Na verdade é bem deprimente. Você vai sentindo aquele desconforto subir pela sua garganta, porque você não queria estar ali se identificando com o vilão da história e repensando a sua relação e a sua própria pessoa enquanto um todo. Você queria estar rindo e dizendo "que ridículo" e "ówn, que fofo", só isso. E não, você está ali se sentindo mal e culpada. E as adolescentes do lado estão se esvaindo em lágrimas e assopros no lenço e repetindo sem parar "é igualzinho ele, igualzinho".
E daí você sai do cinema irritada e deprimida, desejando a morte da pessoa que fez toda a propaganda enganosa desse filme. Bando de cães.

Dia da marmota? Não, obrigada.

Hoje foi o dia em que as coisas deram todas meio errado. Não errado do tipo rolar a escada do metrô, prender o dedo na porta e pisar na merda. Um errado mais do tipo "cheguei no ponto e o ônibus tinha acabado de sair, o farol fechou bem na minha vez de atravessar, o banco estava sem sistema e vou ter de pagar multa na conta, o café acabou quando fui encher o copo, a bateria do MP3 player novinho acabou depois de cinco músicas, as pessoas comentaram o final de Lost em voz alta justo agora que só faltam 4 episódios e o banheiro estava ocupado nas 418 vezes em que tentei usá-lo". De leve. Mas, ainda assim, eu não queria que hoje fosse o dia da marmota.

quarta-feira, julho 05, 2006

Pra não dizer que não falei da Copa

Posso falar que fiquei muito mais triste com a eliminação de Portugal do que com a do Brasil? Porque fiquei. Isso aí é uruca de brasileiro, só pode. Ou a máfia italiana comprou essa Copa. Será?
Só sei que com Zizou de um lado e Figo de outro, eu só queria ser a bola. Uh lá lá, jisuis.

quinta-feira, junho 29, 2006

Melhor ouvir isso que ser surda. Será?

Preciso de um MP3 player com toda a urgência do mundo. Nem precisa ser nada phyno como um Ipod, um MP3 player está ótemo. Meu computador resolveu que não toca mais CDs, nem as rádios online, nem porra nenhuma e é humanamente impossível compartilhar do gosto musical dos meus colegas da firma. Um MP3 player, pelamordedeus.

terça-feira, junho 27, 2006

Fazendo turismo em SP

Eu sempre tenho muitos planos e quero fazer todas as coisas que existem, mas daí, na hora, não arrumo companhia, porque meus amigos são vagabundos como eu, e acabo não fazendo nada. Sempre aquela frustração. É por causa disso que nunca havia visitado os pontos turísticos famosos da cidade, mesmo morando aqui há 17 anos. E sempre pensava: "Oh, e agora quem poderá me defender?".

Chapolim Colorado, é claro. Me levou pra almoçar na Liberdade (aproveitei pra me acabar na Ikesaki, que se parece muito com a minha imagem de paraíso celestial), conhecer a Catedral da Sé por dentro e o Páteo do Colégio. Queríamos subir no prédio do Banespa, mas estava fechado, nhé. Gente vagabunda. E eu não conhecia nada disso e me sentia péssima. Uma culpa a menos para carregar, obrigada Chapolim.

De lá ainda demos aquela passadinha básica na 25, que está mais infernal do que nunca porque todas as pessoas têm cornetas e apitos da Copa ? mas que eu amo mesmo assim ?, e na Galeria, para não perder o costume. Fui comprando bugigangas pelo caminho e me fazendo a pessoa mais feliz e carregada do mundo inteiro. Depois, paradinha na Livraria Cultura para estragar todo meu autocontrole financeiro.

Para finalizar, os histéricos foram à pré-estréia de Cars e confirmaram que a Pixar é imbatível. Adorei tanto!! E fiquei me perguntando por que todos os finais de semana não podem ser perfeitos assim.

quinta-feira, junho 22, 2006

O mundo não é redondo, ele é chato.

Cada vez eu me irrito mais cedo com as coisas e pessoas. Será doença? Será velhice? Será que tem cura? Será que só me resta ir viver em uma caverna? Arght

sexta-feira, junho 16, 2006

A vida é boa quando tem legenda

Os motivos de nossas noites mal-dormidas (e até não dormidas) e dos bolos nas amigas finalmente foram pro ar. Achei que ficou tudo lindo e queria botar link e ser bem aparecida mesmo, mas tenho medo que as pessoas acabem vindo parar aqui por causa disso e decidi não colocar nada. Uma grande paranóia, mas basta-me saber. Chuif.

Quando vim trabalhar aqui reclamei muito do trânsito, mas agora estou achando-o meu aliado e quase não quero mais saber de dirigir. Graças a ele, estou conseguindo colocar toda a leitura em dia e voltando a usar o cartão de crédito em livrarias. Ainda bem, porque estava me sentindo meio cretina ao olhar pra fatura e só ver nomes de lojas de sapatos. Tinha muita vergonha, confesso.

Em um mês de idas e vindas, li Carmen todinho. Eu não sabia nada de Carmen Miranda, a não ser que ela aparecia no filme do Zé Carioca que eu via quando criança. Descobri que: a.) não era ela que aparecia do filme e sim a irmã dela; b) anfetaminas deixam a pessoa velha e horrorosa; c) Lupe Vélez teve a morte mais horrenda que alguém poderia ter; d) Ruy Castro consegue fazer a gente se apaixonar por todos os seus biografados. É capaz de ele fazer a gente achar Mussolini bem simpático, se decidir escrever sobre a vida dele. Enfim, agora quero ver, ler e ouvir tudo sobre a pequena notável, pois estou bem apaixonada por ela.

E acho que todo mundo sabe que o final dela não foi dos mais felizes. Aliás, é bem deprê. Daí que eu estava nesse clima quando fui à livraria e comprei O Ano do Pensamento Mágico e Uma Longa Queda, que é o que estou lendo agora, amando muito e torcendo pra ter 140 quilômetros de congestionamento todos os dias. Temas fúnebres também podem ser muito divertidos e edificantes.

E hoje cheguei cedíssimo porque não há trânsito algum, mas também não há ninguém aqui para ver a hora que eu cheguei. Nem sei se virá alguém. Logo, não me valeu de porra nenhuma. Nhé.

segunda-feira, junho 12, 2006

Se eu soubesse eu não viria

Quando meu dia vai ser uma merda, eu já sei disso no minuto que acordo. Tipo uma premonição para merdas. Hoje eu acordei com o alarme de merdas gritando muito alto.
E daí que esse aviso nunca serve de nada, já que eu tenho de ignorá-lo e fazer as coisas de sempre, querendo ou não. Só serve pra me irritar e pra eu poder passar o dia dizendo "eu já sabia". Que saco.

quarta-feira, junho 07, 2006

Uma lista

Coisas que eu não sei fazer e que me deixam frustrada:

- banquetes
- pão de torresmo
- corte e costura
- falar francês
- contas de dividir
- tocar bateria
- programar o vídeo-cassete
- usar a crase
- esquecer coisas ruins
- pregar botão
- manicure
- economia
- usar salto altão
- arrumar meu computador
- negar empréstimo
- cobrar empréstimo
- pechinchar
- pedir aumento
- desenvolver um layout novo pra esse blog
- desenhar bonitinho
- posar pra foto parecendo natural
- dieta
- cumprir minhas metas pessoais

So sad

quarta-feira, maio 31, 2006

Uia

Me dei conta de que estou cercada de mulheres neuróticas, obsessivas e ranzinzas. Nunca me senti tão em casa em toda a minha vida.

segunda-feira, maio 29, 2006

Erro na legislação

Às vezes eu acho que a gente deveria poder se divorciar de parentes de sangue. Inferno.

domingo, maio 28, 2006

Pilotando o fogão

Eu não sei cozinhar. Na verdade, sou um desastre com as panelas. Faz dois anos que juntamos as escovas de dentes, mas só consegui fazer um arroz minimamente decente (nem grudento e nem duro) na semana passada. Eu acho que a culinária, assim como o desenho ou saber mexer as orelhas, é um dom. Tem gente que consegue e tem gente que não consegue.
O Gordo é gente que consegue. Ele cozinha divinamente, sabe usar os temperos e é criativo - inventa uns pratos de lamber os beiços. Então, eu só entro na cozinha para buscar água.
Mas hoje ele teve aula o dia todo. Acordei e ele já tinha saído. Me vi sozinha, com o estômago roncando e nenhum congelado pré-pronto no freezer. O que fazer? Enfrentar a fobia social e ir buscar algo no supermercado ou encarar as panelas? A fobia social venceu. Na geladeira, só 3 filezinhos de frango congelado, cebola e molho inglês. Resolvi juntar tudo e ver que bicho dava. E ficou ótimo. Tá, eu podia ter eonomizado um pouco no sal - mas o arroz insosso compensou bem. Ficou de lamber os beiços, é verdade, mas o Gordo vai ser sempre o titular desse time

quinta-feira, maio 25, 2006

Na UTI ( título fatalista para conteúdo completamente besta)

Não é que eu não quero escrever aqui nem nada. Mas estou trabalhando feito uma insana (por minha própria culpa, que sou fominha e desorganizada), não sobra tempo nem pra dar um peidinho. De verdade.
E a vida deu umas reviravoltas malucas e ótimas, eu até queria ter contado (nada de bebês, antes que vocês venham com mimimis. Definitivamente não acho bebês ótimos, desculpem. Só os dos outros. Meus, nunca. E o parênteses ficou maior do que todo o post, que inferno). Mas agora já nem é mais assunto. E tirando isso não sobra muita coisa a dizer. Esse blogs respira com a ajuda de aparelhos, disse o último boletim.

segunda-feira, maio 22, 2006

Mês de cabelo bom

Sabe quando tudo, tudo, tudo dá absolutamente certo? Mesmo quando você se esforça para dar errado, para não virar uma daquelas pessoas felizes demais (insuportáveis, aliás)? A vida está assim, toda cor de rosa choque. Meio assustador, até. A única coisa que continua dando errado é o meu computador caseiro. Odeio-o.

sexta-feira, maio 12, 2006

Married with children

Estou escrevendo uma matéria sobre como manter acesa a "chama da paixão" sendo casado e tendo uma penca de filhos. Procurei no Google por casamento+romance+filhos e vieram milhares de resultados nada a ver com o que eu procurava. Daí apelei pro oráculo e procurei por "manter o romance no casamento". Sabe qual foi a resposta? "Nenhum resultado obtido".
Medo, medo, medo. Todo mundo sabe que, se não está no Google, é porque não existe.
Ainda bem que eu não sou casada! :-p

terça-feira, maio 09, 2006

quinta-feira, maio 04, 2006

Drops descontrol

* O orkut não é filho da puta, ele é muito fofo e querido. Filhas das putas são as pessoas que o habitam.

* Descobri que não tenho por que temer a proximidade com o shopping Morumbi, já que nunca mais voltei lá.

* Descobri que sou uma pessoa muito, muito doente. Semana passada comprei dois pares de sapato na Shoestock, pra curar a intolerância à lactose. Hoje comprei mais um par, na ponta de estoque da Martinez. Um par de sapatos abóbora. Lindo. Mas, né? Abóbora.

* Semana passada disse ao Gordo que gostaria que, no nosso próximo prédio, tivesse academia. Cheguei do passeio de sábado e adivinhem no que o nosso salão de festas tinha se transformado? Sim, acadimia. Imediatamente comecei a gritar que queria um bilhão de dólares na conta. Até agora, nada.

* Minha irmã aplicou botox na cara. O médico disse que ela podia sair do consultório direto pra festa. Era mentira e agora está parecendo que alguém bateu com a cara dela na mesa váááárias vezes.

sexta-feira, abril 28, 2006

Feriados

Perdi completamente o costume de semanas de cinco dias. Que preguiça!

quarta-feira, abril 26, 2006

Muu-muu.

Essa semana está estranha para mim. Uma sensação de inadequação que não passa, uma timidez maior que o normal, cheia de sobressaltos, a certeza de que não vou dar conta das coisas. Tenho certeza que é alguma reação química do meu cérebro, só não sei por que. Será que é por que eu voltei a tomar leite? Será então que é o leite que me faz acreditar que já estou velha demais para fazer as coisas que eu achava que podia fazer, que fica me gritando para parar de planejar o impossível, porque eu não sou do tipo que realiza? Sinto que definitivamente não vou entrar para aquele rol de pessoas que eu estive esperando a vida inteira para entrar, mas não é isso que me incomoda mais. O que realmente me assusta é o fato de eu não ligar mais para isso. Tenho a sensação de que toda a minha vida é só a fila de espera e o meu objetivo é entrar logo naquela sala que ninguém mais quer entrar. Mas espero sentadinha chamarem a minha senha, como no Poupa Tempo.
Bem, talvez eu não deva mais tomar leite mesmo.

terça-feira, abril 18, 2006

O fantástico mundo de Suzi

Namorido anda meio puto comigo porque eu virei um tijolo na parede que só sabe jogar joguinho de computador. A cadeira já até ficou com o formato da minha bunda. Acho que se me mandassem escolher entre o cigarro e o joguinho, eu ficava com o joguinho. Veja bem, uma mulher beirando os trinta, namorando um joguinho. É tão triste que me dá uma dor.
Mas eu tenho esse gene do vício por criar enredos, então a culpa não é só minha, é da minha genética podre. Quando eu era criança pequena lá em Barbacena e a aula estava chata, eu não dormia, nem escrevia, nem conversava com o coleguinha. Eu criava uma história de amor entre a Bic azul e a vermelha. Se a aula fosse muito comprida, dava tempo deles casarem e parirem a borracha e o apontador. Às vezes um morria, se jogava da carteira para o chão, e eu até chorava pelo final triste dos dois. Em três ocasiões a professora percebeu e me mandou compartilhar com a classe e eu tive de dizer que estava falando sozinha, o que não me criou uma boa fama escolar, além da vergonha absurda. Hoje não brinco mais com artigos de papelaria, mas estou sempre fantasiando e criando enredinhos, e imaginando o que faria com o prêmio da Mega Sena ou com o Sawyer todinho. Não vou me tratar. Acho que é uma válvula de escape muito saudável à realidade nojenta e cruel. Tem gente que acha que é esquizofrenia, mas eu não ligo pra essa gente. Em todo o caso, para o bem do casamento, pedi pro namorido tirar o mouse do computador de casa e esconder, durante a semana. Tomara que funcione.

terça-feira, abril 11, 2006

Nerd, eu?

Não há muito o que dizer por aqui já que, nas últimas semanas, meu tempo livre se divide entre jogar The Sims 2 e ler As Brumas de Avalon pela quinta vez (mas sempre como se fosse a primeira!). Enquanto estiver nessa fase, não tenho nem pretendo ter vida social, não atendo ao telefone e não entro na Internet. Não tenho nem sequer visto Lost (pois ainda não chegou ao episódio 9 na AXN). Em breve vou estar barbada, carregando um cajado, vestida em andrajos e morando em uma caverna (mas com computador para que eupossa jogar, por favor). E é isso. Diliça.

quinta-feira, abril 06, 2006

Buscas

. Olha, quem sou eu para julgar as taras alheias? Ninguém. Mas vou assumir que às vezes tenho pânico das buscas que as pessoas fazem e acabam vindo parar aqui. Fora os já tradicionais ?Xuxa dando a bunda?, ?pessoas a foderem? (a foderem é poético, é rico, é lindo) e ?anões gordos transando?. Essa semana por exemplo: ?mulheres fedidas e feias peladas?, ?Rogério Ceni pelado? e, pasmem, ?Cecil Tirré pelado?. A precisão nas buscas também me pasma: ?onde posso comprar o CD com a trilha sonora do filme Cidade dos Anjos??. Eu acho que as pessoas pensam que o Google é tipo um oráculo. E elas vêm parar aqui. Temo.
Mas quem sou eu para julgar as taras alheias, némesmo?

quarta-feira, abril 05, 2006

Foda-se

Esse blogs era muito mais divertido em 2001. O tempo só fez mal á minha cara e ao meu espírito. Sem inspiração, talento ou motivação, só que me resta é publicar textos daquela época. Esse, aliás, não é nem meu. Fraude, fraude.

"O nível de stress de uma pessoa eh inversamente proporcional à quantidade de foda-se que ela fala. (...) Tem outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de "puta-que-pariu", falado sílaba por sílaba... (...) Os palavrões são as melhores palavras da língua portuguesa. "Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz maior idéia de quantidade do que "pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática, física. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, entende? O "foda-se"? Existe algo mais libertário do que o conceito do foda-se? O foda-se aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. "Não quer sair comigo? Então foda-se.". O direito ao foda-se deveria estar assegurado na constituição brasileira. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se."

Adoro.

segunda-feira, abril 03, 2006

Motorista

Na semana passada precisei ficar no trabalho até bem tarde e decidi ir embora de taxi. Em 20 minutos, estava em casa. Normalmente eu demoro uma hora e meia (às vezes duas) para ir e para vir, e acredito que, mesmo fora da hora do rush, não chegaria em menos de uma hora, porque ir da Vila Olímpia ao Ipiranga é bem complexo. Mas de carro, oh! São praticamente duas retas e estou em casa! Fiquei incrível com isso. No dia seguinte liguei para a auto-escola e agendei as aulas de treino, já que eu sou uma pessoa habilitada, porém traumatizada. Devia ter começado nessa sábado, mas um imprevisto bem grande me impediu. Mas de sábado que vem não passa. Tirem seus cães da rua que eu vou passar.

quinta-feira, março 30, 2006

Virei um monstro

Eu não era assim.
Ontem fui almoçar no shopping Morumbi. A última vez que fui lá, tinha uns 8 anos e fui ver o Papai-Noel. O que é o shopping Morumbi, minha gente? Tem todas as lojas que eu gosto de namorar. Estou bem fodida, sinto. Vou ter de morar num sapato ou num cachecol. Merda.

quarta-feira, março 29, 2006

Madrugadeira

Hoje pediram pra chegarmos às nove na firrrma, porque vinham umas visitas. Acordei às 6h, saí de casa às 7h e cheguei 9h30. Acho que se eu encontrasse o gênio da lâmpada e pedisse pra ele me deixar chegar às 9h da manhã aqui, ele me mandaria escolher outra coisa porque não ia "estar podendo" atender meu pedido. Nem ele.
E o pior é que as tais visitas nem vieram!

Lugar de nenê é na creche

Diz o senso comum que determinadas pessoas têm a função de cuidar e proteger e mimar outras determinadas pessoas. Tipos diferentes de pessoas. É claro que muitas dessas pessoas nunca cumprem sua função, e tudo bem, as outras aprendem a se virar sem problemas. O duro é quando essas pessoas, além de nunca terem feito o que supomos que seria natural, começam a se comportar como crianças birrentas de 5 anos de idade que não enxergam um palmo além do próprio umbigo. Aí vira tudo uma bagunça muito grande. Não tenho paciência pra bagunça e muito menos para criancinhas birrentas de cinco anos.

quinta-feira, março 23, 2006

Dia de Imelda

Nem só de lamúrias vive esse blogs. Aconteceram coisas fantásticas essa semana! Bom, uma coisa fantástica. Fui buscar uma nota fiscal, que agora eu sou uma pessoa autônoma, na casa de uma amiga. Chego lá e ela está com uma caixa cheia dos sapatos mais lindos que já vi na vida. Surtei, quase mergulhei dentro da caixa. A maioria deles estava com etiqueta e eu quase desmaiei com os preços: tudo 3 dígitos, quase 4. Tudo de umas marcas que minhas amigas entendidas disseram que vivem saindo na In Style. Ou seja, tudo que jamais estaria no meu pezinho se o destino não fosse tão bom pra mim.
A conclusão é que comprei dois pares de sapatos finos e absolutamente fabulosos por precinho de Dunes. Parecia Natal, minha gente. Imaginem a pessoa revirando os olhos, suando, dando gritinhos e batendo palminhas de felicidade. Eu fiquei pior. Eu tipo chorei. Minha vontade agora é colocá-los em uma redoma e ficar só olhando. São tão lindos que me parece errado usá-los. :-/

terça-feira, março 21, 2006

Tempo, tempo, mano velho

Parece estar rolando um abandono por aqui, eu sei. Mas eu só blogo do trabalho, que minha conexão caseira é podre, e ainda não quero que a patroa me ache folgada, ela deve perceber isso com o tempo e aos pouquinhos. Na verdade também não estava muito no pique de falar nada essa semana, que foi punk. Foi uma semana de briga entre a empolgação com as novidades do presente e a depressão profunda pelas coisas do passado, que fazem aniversário hoje. Pois é, um ano já sem minha velhinha. Foda. Um ano e ainda parece que faz uma hora. Em números, parece tanto: 365 dias de ausência, 365 noites sonhando os mesmos sonhos mórbidos, 365 manhãs acordando sem querer acordar. 8760 horas de pensamento em looping e aquele rombo na alma que não passa. E em sentimento também, acho que senti, em um ano, emoções pra uma vida toda. Boas, ruins, especialmente ruins. Mas não é nada, um ano. Não aliviou nadinha, como disseram que aliviaria. E o mais deprimente é pensar em quantos anos ainda faltam. Que na verdade eu não faço idéia de quantos são, pode não ser mais nenhum. Vou pela lógica. Dá uma preguiça que vou te contar. E hoje, 365 dias atrás, eu estava indo para o primeiro velório da minha vida, anestesiadíssima, indo enterrar a melhor parte de mim e sem entender direito. E continuo ainda sem entender porra nenhuma. Como eu consigo levantar da cama diariamente e fazer planinhos e dar sorrisinhos e até ficar feliz e continuar, enfim, sendo que nada está como devia. Parece uma realidade paralela, não sei, é muito estranho. Há dias que são mais fáceis, outros que são impossíveis, mas nenhum deles faz muito sentido. E vamos, né, que navegar é preciso.

terça-feira, março 14, 2006

De casa nova

Ui, muitas novidades. Já tinha até esquecido como é mudar de emprego, mas o primeiro dia foi bastante normal: muita vergonha, minha já tradicional gafe do primeiro dia, moços do computador passando metade do dia na minha máquina, monitor grandão, apresentação ao fumódromo, errar o caminho. As coisas de sempre. Também já reclamei do trânsito, que é muito. É uma coisa brutal, dá medo e vontade de chorar. Acho que o caminho que estou fazendo não é o melhor, amanhã vou experimentar outro ônibus porque está realmente foda. As pessoas do busão pra Berrini são todas finas, cheirosas e bem-vestidas, mas o bafinho matinal é igual em todas as linhas. E o buso de hoje tinha rádio, aaaaaaaaalto de doer e sintonizado na Mix FM. O caminho inteiro ouvindo ?1997, Novembro ainda me lembro, Era fim de ano eu não tinha nada e você um novo emprego?, e a moça do lado cantando junto, toda aquela tristeza de coletivo. As coisas boas: o bairro aqui é gostoso, tem lujinhas, tem um atacadão de doces; o fumódromo é o mais legal que eu já vi, tem café grátis (não preciso mais acertar minha conta em prestações) e dá vista pra uma fonte cheia de carpas gordas. Muitas pessoas aqui fumam, o que me deixa muito feliz dada minha predileção por fumantes. E estou achando o trabalho uma delícia. Se bem que ontem tive de escrever uma matéria sobre diarréia explosiva. Nem tudo são flores nessa vida. No mais, espero que o tempo passe logo pra eu decorar o nome das pessoas, parar de ter vergonha de ir no banheiro e pedir pra instalarem uma impressora aqui.

quinta-feira, março 09, 2006

Vozes de Dodka

Eu queria ir pra minha casa nesse minuto e me afogar em um balde de Black Label pra parar de sentir esse pavor do que está por vir, e que pode não passar de simples paranóia. E depois sair caminhando até as pernas doerem ou até eu cair bêbada, o que acontecer primeiro. Causando amnésia alcoolica está de bom tamanho.

terça-feira, março 07, 2006

Novela

Foi mesmo toda uma novela na qual a revelação só vem no último capítulo. Mas tenho um novo trabalho! Estou bem contenta e um pouco apavorada. Há muitas eras que não trabalho em firma, com ar-condicionado e de acordo com a CLT. Todo um mundo novo de possibilidades diante de mim. Bairro novo, gente nova, linha de ônibus nova. Colegas novos, muitos colegas novos, que podem me odiar. Colegas novos que podem hostilizar meus tênis. Melhor nem pensar, senão eu hiperventilo.
Porém, esse período de procura de novo trabalho também fez um bem danado pro meu moral (ritmo Rita Cadilac). Nunca dantes (estou adorando dantes) eu tinha escolhido, era sempre a escolhida. Profissionalmente, que fique claro. Daí dispensei a terapeuta.
Mas é engraçado como a gente não percebe como está enraizado num lugar quando fica lá por muito tempo. Olho pras minhas pastas de e-mails, minhas musgas, meus favoritos e quero chorar. Vou demorar 50 mil anos pra salvar tudo isso. Acho que eu achei que ia ficar aqui pra sempre, só pode ser.
Estou empolgada. Por mudar de ares e saber que vou ver coisas novas e diferentes, mas também por perceber que finalmente estou voltando a fazer planos e a ser uma pessoa relativamente normal. Bom, muito bom.

* Lembrei agora que não perguntei na entrevista se podia blogar do siviço. Ui.

segunda-feira, março 06, 2006

Escócia, 1293

No momento, me sinto o próprio Willian Wallace em seu momento de redenção.
Mas sem foices arrancando as minhas tripas, é claro.

* E o Oscar, heim? Não sei quem é mais idiota: se é quem escolheu Crash como filme do ano ou se sou eu, que assisto e fico indignada e xingando até às três da manhã de domingo. Fuen.

** Assisti nove episódios da segunda temporada de Lost ontem. Socorro, muitas coisas e ninguém com quem comentar. Ser vanguarda é um saco.

sexta-feira, março 03, 2006

Bad Numbers?

Ontem a audiência por aqui bombou como nunca dantes havia bombado. Foram umas 100 visitas de pessoas buscando pela sequência numérica do Hurley - os famosos 4 8 15 16 23 42 -, pra mim o melhor episódio da série e que foi exibido pela Globo na quarta. Pegaram amor né, cambada? Pra quem está acostumada com umas 3 ou 4 visitas diárias, esses números não tiveram nada de bad!

quinta-feira, março 02, 2006

Cães e seus parasitas

A propósito, creio que peguei sarna de um cachorrinho com o qual fiz amizade na praia. Era um filhote de uns 5 meses, misto de cachorro, cabrito e gato, uma coisa linda e caiçara. Eu o beijei, abracei e rolei com ele na areia. E agora estou a me coçar inteira. Sarna ou pulgas, vá saber. Preciso consultar um doutor imediatamente, antes que as coceiras virem chagas. gasfgaf.

Paraíso

Depois de seis anos, voltei pra Pouso. Continua tudo muito lindo e muito longe, sem eletricidade e água quente, mas parece que todo mundo descobriu o lugar. Estava bem cheio, construíram muitas casas e a praia perdeu aquela cara de comunidade de pescadores de novela das seis. Mas ainda é muito, muito bom passar um carnaval todinho sem me lembrar que existe samba-enredo, rei Momo e overdose de bundas. Não que eu não tenha visto bundas, vi muitas, até uma com uma rosa vermelha tatuada, mas elas não estavam besuntadas de óleo nem sacolejavam. Eram apenas bundas se bronzeando, paradinhas, como as bundas devem ser. Não quero demorar outros seis anos pra voltar pra lá, não. Claro, tivemos alguns percalços no caminho. A casa ficava no alto do morro e eu chegava lá ofegante e rezava o dia todo pra não ter vontade de fazer xixi - pra não ter de subir o morro. Provavelmente dilatei a bexiga nesses quatro dias. Também conheci uma das pessoas mais chatas de todo o universo, um amigo da minha irmã, cujo qual mandei se foder em apenas dois dias de convivência e eu não sou de mandar as pessoas se foderem mesmo com anos de intimidade. Na volta, o barco quebrou em alto mar. À noite. Aquela escuridão e a gente lá, boiando. Medo, medo, medo. Por fim, batemos o carro no poste. Uma batidinha de nada, ninguém se machucou, só eu e a lanterna do carro. Ela, que ficou de vidro quebrado e eu, que luxei o nariz. Nariz é algo que dói demais, aliás. Mas ainda acho que tudo isso valeu a pena pra curtir essa paisagem.

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Socorro

Alguém me dá um antiansiolítico agora pelamordedeus.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Match point



Absurdo, absurdo, absuuuuuuuuuuurdo de bom. Woody com pitadinhas de Hitchcock e Nelson Rodrigues e Scarlett mais estonteante do que nunca. Absurdo.

Retificando

1. O horóscopo não mente jamais
2. Quando eu era mais jovem as coisas eram mais fáceis, mas não tão boas
3. Eu ainda sou a rainha das gafes.

É só. Adeus. Tchururu.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Da arte de ser imã de maluco

Ontem fui ver a pré-estréia de Capote (aliás, filmão. O Oscar é de Phillip Seymour-Hoffman e ninguém tasca, se não for é marmelada) lá no Unibancu. Uma cortesia da , amada e VIP, e do namorado dela, que teve dor de dente e não pode ir ao cinema e me deu o lugar. Estimo as melhoras dele.
Bom, daí cheguei cedo e fiquei esperando a pobrezinha, que nunca chegava, presa no trânsito do U2. Estou lá pensando na vida e no preço do quilo de arroz, cola um véio. Bem veinho, de bengala e Seiva de Alfazema e tal. Perguntou que livro eu estava lendo (e era ainda o infanto-juvenil, que é grande bragarai), se era bom, yada-yada-yada. Normal. Dei corda e achei bom. Mil vezes um veinho que um blasé com óculos de aros escuros. Se bem que os blasés não falam com ninguém.
Enfim. Quando não havia mais assunto, o véio me diz: "ah, então, mas posso te dar um conselho? Couve é ótimo pra prevenir tumores, viu? Couve e repolho, você gosta? Tem que comer três vezes por semana e não pode deixar ferver e..." E me deu a receita de molhos e do ponto de fervura exato pra fazer o elixir da vida.
Cara de bolinha clássica.
Depois de acabado o filme e o debate com os dois entendidos, lá foi o veinho elogiar um dos palestrantes. No final, lançou: "Mas, então, posso te dar um conselho? Couve é ótimo pra prevenir tumores".
Só pode ser pegadinha. Estou esperando aparecer no João Krebis. E ainda teve a outra véia completamente retardada que deu um pequeno show na sala e precisou ser retirada pelos seguranças. Mas isso eu deixo pra contar, que ela tem mais propriedade.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Yada

Só três coisas:
Eu sou a rainha das gafes.
O horóscopo mente.
Tudo era mais fácil quando eu era jovem.

É só. Adeus.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Zumbis

É a terceira vez esse mês que sonho com eles. O mundo inteiro povoado de zumbis e eu fugindo. Dessa vez todos os meus amigos eram zumbis. E eu me lembro que, determinada hora, parei de fugir e estiquei o braço, dizendo: "tó, morde. Cansei de correr". Preguiça até de salvar a própria vida. Se não pode vencê-los, junte-se a eles.

E fui na Americanas, naquela banca horrorosa de 9,90, e tinha tanta, tanta, tanta coisa boa - vários do Woody, todos do Kubrick, os dois da Sophia Coppola e por aí vai. E eu comprei Picardias Estudantis.
Preciso dormir.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Muglets


Eu até danço e faço passinhos.
Diversão até não mais poder.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

4 8 15 16 23 42

Finalmente tenho data pra voltar a ser feliz: 6 de março, estréia da segunda temporada de Lost. Amém, aleluia, obrigada. :´-)

Enquanto isso, me contento com migalhas, como a propaganda sensacional do programa, exibida durante o Super Bowl. Quem não viu a primeira temporada inteira ou está acompanhando agora, pela Globo, cuidado: o tal vídeo pode conter spoilers gigantes. No mais, enjoy!!

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Fuén

Fui fazer a brincadeira divertida inventada por essa moça aqui, que consiste no seguinte:

1. Pegue o livro mais próximo de você
2. Abra o livro na página 23
3. Ache a quinta frase
4. Poste o texto em seu blog junto com estas instruções

Fui toda feliz, louca pra me exibir enquanto leitora, peguei o livro mais próximo de mim, e na página 23 há uma ilustração. Ninguém manda ser monga e gostar de livros infanto-juvenis.

Circo

Tudo na corda bamba. Não aguento mais esse balanço, acho que a queda pode doer na hora, mas compensa depois, deve ser melhor do que esse cai-não cai. Por mais que a brincadeira esteja boa, a gente tem de saber a hora de sair, e eu decidi que a hora é essa. Na verdade eu decidi milhões de coisas de ontem pra hoje, só não descobri ainda um meio de colocar todas essas minhas incríveis decisões em prática. Senhor, me veja um insight bem fresquinho e pra viagem, por favor?

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Brokeback Mountain

Não aguentei esperar e fui ver na estréia. Há muito tempo um filme não me emocionava tanto assim, chorei de soluçar quase desde o começo e até acabarem de subir os créditos finais, com aquela música triiiiiiste demais. Pode ser culpa da TPM ou pode ser mérito total do Ang Lee, que faz a gente sentir tanta empatia pelos personagens, que faz o ar da gente faltar na cena do reencontro (foi aí que eu comecei a chorar) e depois vai despedaçando toda essa euforia inicial. Porque é tanta angústia e tanta solidão e tantos planos sem propósito e tantantatanta frustração e tanto medo. Emoções que não precisam de muitas palavras pra ser compreendidas, porque esse é um filme de pouquíssimas palavras, é mais importante o que se sente do que aquilo que se escuta. E a certeza desoladora de que não poderia ser de outro jeito, que não precisa ser verbalizada para ser terrivelmente real.
Passei o fim de semana pensando nessas coisas todas e sofrendo profundamente. Eu sabia que devia ter ido ver o do Jim Carrey.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Just shoot me

E daí vcs pensam: mas essa débil só fala de novela e TV, será possível?
Sim, será. Essa é a minha vida, uma sustança de interesse. Nessa semana do cão, tudo que eu quero é chegar em casa, jogar os sapatos pra cima e a bunda no sofá sem pensar em mais nada. Se bobear, vou ver o filme do Jim Carrey. E se bobear um pouco mais, compro um CD do Ewerton. Que cabecice de cu é rola.

Ficção

Tudo bem que novela é tudo de mentirinha, mas aquele HC que apareceu em Belíssima é de onde? Da Suíça? Porque de São Paulo é que não é. Aqueles corredores limpinhos, vazios, os funcionários super gentis e atenciosos (quebrando até um galhinho pro Pascoal entrar na UTI fora do horário de visita), tudo muito silencioso... eu não sabia se tinha um ataque de riso ou se abria um processo por propaganda enganosa contra a Globo. Nunca vi propaganda mais enganosa em toda a minha vida. O Hospital das Clínicas é o portão do inferno, minha gente, e os funcionários são TODOS, do porteiro ao diretor, assistentes diretos do capeta. Se Sílvio de Abreu queria reproduzir o maior complexo hospitalar da América Latina em sua novela, devia pelo menos ter dado uma passadinha por lá pra sentir o clima gostoso do lugar, né? Naquele HC da novela até eu queria ficar, mas na vida real eu prefiro definhar na sarjeta, na companhia de baratas. Elas certamente tem melhor caráter que aquele povo.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Segundona

Que começou bem.

Primeiro, Cabeção muito louco. (Obrigada, Fer).

Depois, Ewerton e o hit "Eu vou te deletar do meu orkut". (Obrigada, Kibe)

Falta-me o ar.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Sonhos retardados de uma noite de verão

Dando prosseguimento aos meus cada vez mais frequentes sonhos com celebridades, vamos ao roteiro:

Angélica e Luciano Huck estão no consultório do ginecologista/obstetra. Ela, barriguda, e o marido, sentados de frente pro médico em um consultório chiquérrimo, vendo imagens de um ultra-som. Close nas imagens do exame: dois úteros, como se fosse um 8, com borrões indecifráveis. Os dois olham ansiosos pro exame, o médico aponta para o 8 e começa a explicar:
"Vocês estão vendo? Aqui tem um gatinho, e aqui um cachorrinho".
Angélica chora, e diz:
"Mas eu queria tanto uma menininha"
E o médico responde:
"É, vocês vão ter que tentar de novo, porque dessa vez vão ser um gatinho e um cachorrinho"
Huck suspira.

Por que esse tipo de sonho, meu deus? Por que?

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Ciclope


Ontem fiquei sem carona pra voltar pra casa do trampo e peguei o metrô - às seis e meia da tarde e com aquela puta chuva animal, tinha gente saindo até pelo teto. Mas tudo bem, eu já estou acostumada a me sentir uma fatia de mortadela no transporte público, só queria achar um canto um pouco mais respirável para ler a entrevista do Jack Johnson que saiu na Bizz. Encostei ali num cantinho e quando abri a revista, meu olho coçou. Futuquei o olho e, quando tirei o dedo, vi que estava caolha. A lente direita saltou feito uma pulga. Nunca tinha me acontecido isso antes e resolve acontecer bem dentro do metrô crowdeado. Fiquei lá segurando a lente discretamente entre o polegar e o dedão e olhando, com o olho bom, em volta por bem uns 5 minutos (ah, é, o metrô parou no tunel por um tempão), pra ver se tinha alguém me encarando. Quando eu achei que ninguém estava me encarando, rapidamente coloquei a lente na língua - e antes que alguém de visão 20/20 vomite, foi exatamente isso que meu oftalmologista me mandou fazer em caso de uma emergência como essa. Mas daí um novo problema: não engolir a bichinha. Quando pensei nisso, meu lábio imediatamente começou a ressecar e comecei a juntar baba na boca, foi exatamente como quando vc vai tirar raio-x e o cara manda não se mexer. Sair da estação de metrô também não foi exatamente fácil, pois a minha perspectiva, enquanto caolha, estava bem prejudicada. Mas cheguei no terminal de ônibus. Aquela fila do tamanho do universo pra entrar na van (porque ônibus de verdade, nem sinal). Daí eu resolvi que eu merecia, que eu me permitiria o luxo de tomar um taxi. Logicamente, já que desgraça pouca é bobagem, não tinha nenhum tàxi parado no ponto. E eu lá, com aquele bico imenso (necessário para que eu não engolisse a lente), olhando de lado com o olho bom e esperando a caralha do táxi por uns 15 minutos. O ônibus saiu primeiro, mas tinha gente saindo pela janela, então eu nem me importei. Finalmente encostou um carro - e pra explicar pro motorista pra onde eu ia com a lente na ponta da língua? Porque eu fiquei com vergonha de tirar ela de lá na frente dele, né? Ele entendeu minha explicação, mas ficava TODA HORA perguntando se eu preferia ir por esse ou por aquele caminho, se virava aqui ou ali. Eu, já CHEIA de baba na boca, era obrigada a responder "ieita" ou "eiqueia", e ele, claro, teve certeza de que eu tinha algum problema psicomotor, já que falava assim e babava, porque parou de me perguntar coisas. Me senti tanto o Kramer.
Mas pelo menos a lente não foi prejudicada pelo trajeto insólito e já está devidamente acoplada em minha córnea. Ufs.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

ANTM

E aí, quem gostou da final levanta a mão.
Eu adorei. Nem tanto pela vencedora - que aí não teve novidade... - mas pelo segundo lugar, que era a menina que eu achava mais legal, e também pra ver aquela escrotona da Keenyah gordola caindo de lá de cima do ego dela. Fora isso, achei que foi tudo meio apressado. "Fulana, você ganhou!!" / "Oh, my god! Eu me achava feia, mas agora me acho linda" (lágrimas e mais lágrimas e mais lágrimas.) The end.
Faltou um tchãns pra dar aquela cara de "final".
E eu vou ter crise de abstinência disso tbm. Inferno.

Vício maldito

Aqui no prédio onde eu trabalho tem um lugar onde a gente toma cafés 45 vezes por dia e a dona deixa a gente colocar tudo na conta e pagar no dia do nosso pagamento. Daí a minha última conta veio uma coisa assim estapafúrdia de alta, eu esqueci até o meu próprio nome e tive de parcelar em três vezes. Veja, cafés, apenas cafés. Em 3 parcelas. Daí eu decidi que só ia tomar UM café por dia. E agora, nesse momento, estou mordendo o pé da mesa porque preciso desesperadamente de um café. Deus me ajude.

terça-feira, janeiro 17, 2006

Sobrevivente

Antes disso, subi pela janela do porão que deixamos aberta para poder ir e vir sem que as pessoas da televisão ficassem me seguindo com suas câmeras, seu café em copinhos de papel e sua preocupação profissional, como se eles recebessem dinheiro suficiente para se importar. Como se não tivessem histórias assim para cobrir a cada dois dias. Têm.

...

A verdade é que não matei a assistente social, mas fico feliz que alguém o tenha feito. Ela era a última coisa que me prendia ao meu passado. A verdade é que você pode ficar órfão várias vezes. A verdade é que você ficará. E o segredo é que isso machuca cada vez menos, até o ponto em que você não sente mais nada. Vendo-a caída lá, morta, após nossos dez anos de conversas francas, a primeira coisa que me veio à cabeça foi que eu tinha mais uma coisa para limpar.


Eu o amo. Muito.
E também o amo mais ainda, por ter me dado o livro!

Come on Barbie, lets go party

As pessoas se superam a cada ano no quesito presentes. Ganhei coisas lindas e incríveis, e teve até quem consultasse a minha famigerada wish list, que vergonha. Minha estante de livros ficou mais gorda, bonita e feliz, meu guarda-roupas agora me oferece opções muito melhores, tenho um calendário de imãs exclusivo e feito à mão e um Bob Esponja que está me fazendo ir dormir tarde todas as noites porque não consigo desligar enquanto não passo de fase. Adorei tudo, muito, mas, principalmente, a festa (afe, quantas vírgulas). Que nem era pra ser, assim, uma festa. Eu fui apenas tomar uma pinga de banana em um bar feio e fuleiro, por insistência dos colegas da firma. Já tinha até colocado um vinhozinho doce na geladeira de casa, porque o plano era voltar cedo e fazer de conta que nada aconteceu. Mas daí as pessoas ligavam, e eu contava que iria pro bar. E as pessoas simplesmente apareceram lá e foi muito melhor que nos outros anos, quando eu ficava meses planejando uma festa, reservando mesa, ficando tensa e pensando mais em quem não foi em vez de me divertir com quem foi. E não é pra me gabar, não, mas reunir uma mesa como a minha não é pra qualquer um. Só a nata. Só gente fina, elegante e sincera. Olha, emocionei, viu?

sexta-feira, janeiro 13, 2006

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Não me acorda não

Sonhei que eu era eu mesma, mas no corpo da Rory, que é tão melhor que o meu próprio. E daí eu tinha um caso com o Ewan, e a gente só se via uma vez por ano, mas era tudo tão bonito e nós nos amávamos tanto. A gente se encontrava em uma garçoniere que ficava no topo de um prédio e as paredes eram de vidro e a gente via a cidade toda lá embaixo, enquanto bebíamos martinis (acho que era martini, aquele que vem com azeitona dentro) e fazíamos juras de amor. Foda que fiquei tão encantada comigo mesma naquele corpo e naquelas roupas e com aquela garçoniere tão incrível que não me lembro se rolou um intercurso intímo.
Estarei eu chegando à menopausa? Mas já?

Até cachorro bobo gosta de rir

Eu cresci nos anos 80 e foi o próprio Bozo quem me educou. Ele me ensinou que pra viver é melhor sempre rir, que até dormindo o negócio é sorrir, é sorrir.
Olha, Bozo, sempre segui à risca sua cartilha, mas vou te dizer que no momento está tão difícil.

sexta-feira, janeiro 06, 2006



Eu tenho, eu finalmente tenho (lagriminhas de emoção escorrendo enquanto escrevo).

Ganhei dinheiro de presente de aniversário, coisa que nunca me aconteceu antes, e descobri que era uma dificuldade gastar esse dinheiro livre de compromissos. Porque eram tantas, tantas, taaaaaaaaaaaantas as opções no meu coração e tão poucas notas no meu bolso. Daí comecei a escrever tudo que eu queria comprar e a lista nunca acabava. Daí entrei no submarino e vi que eu já tinha uma lista feita em 2003 e me achei extremamente presunçosa, mas depois lembrei que eu sou isso mesmo e relaxei. Mas o engraçado é que só sobraram dois itens daquela lista de 2003 (o que é uma coisa meio triste também, passaram-se 3 anos e eu ainda não comprei nem ganhei o diabo das coisas), o resto eu joguei tuuuuudo fora dizendo: "credo, onde eu tava com a cabeça?". Poisé. Daí fiz outra, a quem interessar possa, hehe. E para vcs terem uma idéia de como está difícil decidir onde gastar meu dinheirinho (do qual já gastei metade no chuck), ainda faltou coisa bragarai, que não tinha na porcaria do submarino, como por exemplo:

- No Sufoco, o novo do Chuck
- As almofadas da Barbarella, Laranja Mecânica, Bonequinha de Luxo, Meu tio (porque o cachorro...), Cães de aluguel, Waking Life, Metropolis e O Pecado Mora ao lado, todas da Pintassilgo (link no post abaixo, a quem interessar possa)
- Todos os DVDs disponíveis do Seinfeld (porque eu sou legal e não vou pedir o DVD de Lost que custa mais que um salário mínimo)
- Essa, essa ou essa da Banca de Camisetas. Ou qquer outra de lá. - GANHEI, E É LIIIIIIIIIINDA.
- Uma bolsa com estampa de pinups
- Uma Melissa daquela nova de salto, preta e marrom, por favor
- Uma visita à manicure

Veja, é pedir muito? Não é. Mas agora, com o que me sobrou, tenho que escolher uma, apenas UMA, dentre essas milhares de coisas. Eu acho isso uma crueldade que devia ser denunciada à secretaria de direitos humanos, caso exista.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Senhor, me veja 28 dessas, por favor?

Eu quero tanto, tanto, TAAAANTO isso daqui que estou até com taquicardia. Se eu não tiver pelo menos duas dessas posso definhar e morrer como uma heroína de romance do século 19. Deusdocéu.

Ah, o calendário, esse puto

Dia 1: "Feliz ano-novo, adeus ano-velho, vida nova, viva, viva, ê."
Dia 2: "Na verdade tudo continua basicamente a mesma coisa, mas é uma boa época pra mudar a minha própria pessoa enquanto serrumano e, assim, me relacionar melhor com todo o resto da humanidade. Daqui pra frente, tudo vai ser diferente. ê."
Dia 3: "Cambada de gentes folgadas da porra, miseráveis, tronchos, lesos, bundas-gordas. Oh, ódio. Por que toda essa gente simplesmente não se muda para a Birmânia? Por que eu mesma não posso passar uma temporada abduzida? Oh, ódio."


O tempo é inexorável.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Strike a pose

Vício total e completo em America's Next Top Model. Mesmo já sabendo quem vai ganhar e etc. Eu tinha vergonha de dizer, mas minha versão 2006 é de uma breguice assumidíssima. Adoooouro as fotos, os pitis, as meninas enfiando o pé na jaca (sempre), os problemas de pele e os cabelos caindo. Algumas, como a Michelle, têm problemas psiquiátricos sérios, de precisar de internação e bolinhas, aquele olhar de psicopata cada vez que vai falar com a Tyra Banks, é muito emocionante. A própria Tyra e sua postura de fada madrinha da anorexia tbm é sensacional. Mas ninguém, NINGUÉM, bate Janice Dickinson e seus comentários, caras, bocas e poses. Adooouro.
Taí, ó. Estiagem de Lost dá nisso.

* Não botei link pro site porque lá já tem bem na home quem ganhou e é muito chato. Não é porque eu me fodi que vcs tbm precisam. Minha versão 2006 é muito caridosa.

Olá, enfermeira

Enfim acabou. Nunca senti tanto alívio em toda minha vida. Ufa, ufa, ufa.
E tive uma semana de férias felizes, com crise de abstinência de computador. E queria operar o estômago pra deixá-lo maior e poder comer muito mais. E ganhei uma quantidade insana de bebidas alcoólicas que ficaram lindas na cristaleira e que pretendo consumir so-zi-nha e egoísticamente na sexta-feira 13. O cheiro de cachorro simplesmente não sai de mim, não sai de mim, não sai. Queria tanto um cachorro pra chamar de meu.